23 de outubro de 2008

O Rei da Vela: “Somos uma bancada de Abelardos”
Peça de Oswald de Andrade há ser apresentada em forma de leitura dramatizada por ocasião do evento: "um dia de Teatro Oficina", evento do núcleo produção do da Escola de Artes Cênicas da UniverCidade no Teatro da Unidade Ipanema
"Quando me foi confiada a responsabilidade de dirigir a leitura do evento do Teatro Oficina de São Paulo, fiquei tentado abuscar outro texto do grupo que fosse marcante nesses 50 anos. Fugir do Rei da Vela me parecia a escolha mais lógica: Desde que entrei pra faculdade ouço os alunos reclamando que se trata de um texto chato. E, mal ou bem , a obra de Oswald foi um marco muito grande e essa é a apenas minha segunda experiência em direção de uma leitura. Tinha todos os motivos para não fazer, como diz o protagonista Abelardo I: "O अ utor não iअ ligअ r".
Inquieto, pois adoro me provocar, reli o texto (já o conhecia e há um ano havia estudado-o nas instigantes aulas do Prof. André Gardel) e fiquei mais assustado ainda. ‘Vou matar os alunos de tédio’ pensei. A peça me remete a um lugar bem profundo da época em que eu era ativista estudantil, fazia passeatas pelo direito do jovem de 16 anos votar, participava de grêmios , da AMES, era membro da OJL. Usava a camisa do Lula/Luta, apesar de querer o Nelson Freire como presidente. E depois joguei tudo pro alto quando fui estudar pro vestibular de desenho industrial. Vi o Muro cair e anos mais tarde virar um lindo filme chamado "Adeus Lênin". Vi os meus colegas dois anos mais novos de “caras pintadas” derrubarem o Presidente Collor, insuflados pela mesma maquina de mídia que o havia botado no poder. Como fazer isso chegar aos meus colegas atores ou na platéia se em mim já haviam se passado quase 20 anos? Outra: Desde a montagem histórica em 1968 dirigida pelo José Celso Martinez Corrêa para mim só a Cia. Dos Atores encarou o texto de frente. "Eu não sou o Zé nem o Enrique Diaz. Baixa sua bola, Daniel". Cheguei a ir à xerox pegar uma cópia do Galileu.
Mas ai, parei pra pensar no evento que o Núcleo de Produção da escola está montando. E de repente uma voz dentro de mim, ainda cheia de dúvida, todavia com muita força, coragem e principalmente com um grande desejo artístico: "Cara, se eu fosse assistir esse evento, ia querer ver SIM O Rei da Vela nele. Fugir pra que? Mete a cara! O máximo que vai acontecer é ser uma leitura chata. Ah, que grande novidade!". Encarei a coisa como um desafio, porém mais do que isso, encarei também como uma necessidade minha de ouvir esse texto dentro dessa linda proposta de celebração. Ia fazer, nem que pra isso eu instalasse um novo muro entre palco e platéia na Sala Grande Otelo, um estranhamento/distanciamento físico sendo construído pelos atores ao longo da leitura. “Uma barricada de Abelardos”, como o texto sugere. E ficássemos assim, a ler esse essa “realidade datada” do outro lado . Pedi licença pro Oswald, pro Zé e pro Kike (e pra todos os anônimos que já montaram ou leram dramaticamente o texto) e resolvi tentar um encontro com um novo Rei da Vela, 40 anos depois de sua montagem, 61 anos depois de sua criação como texto dramático.

No primeiro dia de ensaio lemos juntos, os alunos que vieram e eu. Lendo e investigando, começamos logo a vislumbrar algo: O texto não era tão distante assim. Descobrimos um Abelardo diferente e, ao longo do processo, um Abelardo dentro de nós. Um modelo tupiniquim do Self-Made Man, do Pai Rico/Pai Pobre e do The Secret que ainda buscamos seguir, de um jeito ou de outro, conscientes ou inconscientemente e mais ainda: um representante de uma burguesia esclarecida que parece estar surgindo nesses tempos de eleições para Prefeito. Uma nova leitura para esses tempos de crise em que os "imperialistas americanos" da peça tomam medidas socialistas para conter a crise da bolsa. Descobrimos coisas muito preciosas, de encontrar num texto escrito há 61 anos uma atualidade incrível. Revimos o surgimento dos novos ricos, do capitalismo selvagem, encontramos inclusive quase que de forma profética a criação da Ditadura Militar no segundo ato, mas mais do que isso, vislumbramos no texto a relação das personagens com esse Abelardo. E descobrimos um jogo cênico. A estrutura de Oswald, potencializada pelo Zé em que cada ato é um ambiente diferente se manteve em essência, - o primeiro ato é um circo, o segundo o carnaval e o terceiro a ópera - ganha um up-date em um carnaval, uma rave e um concerto de rock. E o empenho, tanto de forma individual e quanto em grupo dos meus colegas de curso nesta busca nas suas personagens por um re-significado contemporâneo mostra a força que essa escola tem no pensamento do que é o trabalho do ator. Me fizeram revisitar todos meus aprendizados com meus professores daqui: Helena, Andrea, Thereza, Regina, Vitor, Gardel, Marli, Fred, Marcinha, Ricardo, Maria, Jorge, Oscar, Monica, Danuzza, Fabio ... Todos e muito mais professores presentes nos corpos dos alunos em cena.

Comovido por Shiva/Dionísio; pela arte moderna e contemporânea, pelo Manifesto Antropofágico e pela Pop; pelo Teatro Oficina e a Cia. Dos Atores; pelo Teatro Épico de Brecht e Teatro da Crueldade de Artaud, e pelos Quadrinhos de Frank Miller; pela Bateria da Beija Flor, pelo Eskimo, pelo Iron Maden , pela Internacional socialista, pelo Strauss, pelo Barbatuques, pelo Elvis; pelo Rocky II, Pulp Fiction e pelo Onze Homens e um Segredo, pelo Batman: Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan com seu Coringa do Heath Ledger. Pelo Demétrio, Damião, Dani Herz, Suzana, Michel, Daní, Pitty, Gerald, Domingos; pela minha família, pela Ruth, Rodrigo Penna, Flavio Nunes, Fabio Zambroni; pelo meu amigão Alex Reis e especialmente pelos meus colegas atores em formação João, Ana, Clarice, Hugo, Márcia, Lauanne, Felipe, Matheus, Jean, Pepê e Flavinha apresento O Rei da Vela: “Somos uma Bancada de Abelardos”. Não somos uma barricada. Bancamos.
Como diria o Carimbador Maluco do Raul Seixas no especial Plunct Plact Zum!!!: ‘Boa viagem, meninos. Boa viagem’. “
Daniel Braga

Elenco:
Lauanne Ferreira – Gioconda o ponto e Coro
João Gioia - Abelardo I (Ato I e Ato III)
Pedro Cazarim - Abelardo I (Ato II e Ato III)
Matheus Toledo – O Cliente Manoel Pitanga de Moraes e Coro
Jean Martins - Abelardo II
Clarice SollBerg – A Secretária , Dona Poloca e Coro
Ana Fonte - Heloisa de Lesbos e Coro
Hugo Camizão – Pinote o Intelectual e Totó Fruta-do-conde e Coro

Márcia Tondello – Dona Cesarina Coro e Corifeu
Flávia Damiani - Joana conhecida por João dos Divãs e Coro
Michele Cosendey – Perdigoto e Coro
Felipe Galvão
– O Americano Banqueiro Doutor Mister John Jones e Coro

Ficha Técnica:
Iluminação – João Gioia e Rodrigo Turazzi
Cenário – João Gioia e Daniel Braga
Trilha Sonora
– Daniel Braga e Márcia Tondello
Produção - O Grupo
Direção Geral – Daniel Braga

22 de junho de 2008

SOL

Lagarta no cio, borboleta alegre,
maria-sem-vergonha, florída púbis


ao sol desperta e agora
a luz penetra a vidraça


e explode de novo em pêlo e poros
dourados e alvos aos dardos solares.


Só, ao sol, em seu leito
abre, lenta, as pernas
asas de borboleta
que ensaia vôo e goza
calor e luz completa.

6 de abril de 2008

REFLEXÃO SOBRE A COMPOSIÇÃO

No começo dos exercícios da plástica, apesar de verdade me identificar com a Constancia, mesmo que apenas por dois dias na semana, de repeti-la, comecei a sentir que o exercício se introjetou no meu corpo, apesar de ainda ser guiado pelo meu racional. De fato, acho que não é pela negação, como muitos antes me disseram, ainda sinto que posso aproveitar a minha disponibilidade e velocidade mental para ACRECENTAR aos impulsos, e não bloqueá-los. Parece-me uma luta eterna, porque de uma forma geral e por consenso comum, sou sempre criticado a não utilizá-lo. Entretanto, sou obrigado a reconhecer que se é assim para todos, ou pelo menos para maioria, então é hora, mais do que hora de tentar seguir esse caminho.

Tentei, portanto, me desprender da mente analítica e deixar leve e solta à força impulsionadora de origem corporal aflorar nos exercícios. Sinto a dificuldade, minha visão estética e escolhas sempre aparecem nos meus pensamentos. Alem disso, sinto pouca conexão de um modo geral com a turma. Isso foi bastante complicado, especialmente no período de desistência e ausências dos meus colegas masculinos. Toque e contato pra mim são fundamentais no jogo, e durante alguns exercícios, senti pouco disponíveis minhas colegas. Não sei de fato se eu sou muito invasivo, mas sei que tenho intensidade e até necessidade do contato, pois por experiência sei que ele pode me levar a outros lugares. Claro, não estar aparentemente em contato é também uma forma de relação, portanto no fim dou crédito à experiência, ela de fato me colocou com esse dilema de enxergar a ausência das minhas colegas como algo pra ser trabalhado no jogo, e não negado ou forçado em outra direção. Em outros momentos, houve contato, e isso muito me satisfaz.

Quando o exercício de construção da composição começou, quando comecei a compor uma partitura física em cima da leitura do trecho do Rei Lear, me senti de certa forma em vantagem por ter ouvido o texto pela segunda vez no mesmo dia e ter visto minhas colegas trabalhando anteriormente. A turma havia sido divida em dois, e fiquei no segundo grupo a partir para a prática.

Senti como impulso motriz a relação de adoração, veneração e simbiose entre aquele que discursava no trecho e para quem ele discursava. Era uma pessoa falando de sua estima pelo Rei Lear provavelmente. Construi então um trajeto claro de aproximação a figura de poder, da direta para a esquerda, apesar disso não ter se dado de forma inicial. Na verdade, comecei como se na verdade o texto, de fato soou para mim, como uma revelação pessoal no discurso e não uma exaltação ao rei. Vivi o que guardei do texto, e fui, portanto querendo me aproximar da figura majestosa do qual o trecho falava. Em certo momento, durante a trajetória, senti a angustia surgindo como reação à junção da movimentação proposta por mim mesmo embebida no que havia percebido do texto. Vacilei um pouco, mas segui por planos, por dilatação e recolhimento, queda e até fiquei nas pontas dos pés, braços esticados sobre a minha cabeça. Por fim, acho que apesar de parecer uma forma lógica, cheguei a me ajoelhar e a ser "pisado". Meu corpo se recolheu e se contorceu para dentro com um movimento de retroflexão enquanto já estava curvado.

Fixando o que eu havia achado válido, repeti diversas vezes, meio que já entendo a intenção do exercício de criar-se a partitura. Pesquei isso nos comentários sutis do que o Professor falou como linha motriz do trabalho. Fui criando, já de forma a decupar o que eu havia gostado, eliminando coisas que não se fixarão e acrescentando detalhes sutis. Aconteceu um certo exagero em um momento de levantar os braços e colocar as mãos de forma tensionada que foi logo eliminado na primeira vez que mostrei o resultado da breve pesquisa pelo Professor, assim como o pedido para que minha primeira queda fosse de forma a soltar o corpo no chão e de colocar de fato o queixo no peito quando me curvo no final. Toques que de fato me acrescentaram a pesquisa.

No segundo momento, quando foi pedida a inserção de um texto á partitura, escolhi de primeiro momento um texto que considerei condizente com o momento, que eu gosto muito, um fragmento de uma cena entre os protagonistas de "O Despertar da Primavera", de Frank Wedekind. Na verdade fiquei em duvida entre dois fragmentos, um seguido do outro no texto, os quais acho belíssimos, mas acabei optando pelo segundo, que invocava uma narrativa sobre figuras icônicas que iam me auxiliar , como de fato se deu. Inclusive para mim seria muito mais "fácil" colocar na partitura um texto que nada se assemelha a minha percepção, ia transformar uma coisa radicalmente em outra, mas por fim acabaria chegando ao mesmo erro, a não acreditar na minha capacidade de seguir meus impulsos em nome de uma estética "superior".

Parti, portanto da narrativa de Mortiz sobre a "Rainha sem Cabeça", história fabulesca que sua falecida avó costumava lhe contar e seu conflito com a "verdade" interna que ela sucinta. Como compartilho dessa confusão entre desejo e moral, impulso e dever; propus assim unir á algo que me é familiar, mas principalmente pertinente. Partir de uma escolha minha parta chegar noutra na execução.

Foi muito prazeroso encontrar a fala como conseqüências das minhas ações físicas construídas. Elas se completaram de forma a quase se casarem. Em especial, repetindo para a turma e o professor, quando este ultimo apontou certas coisas que já estavam na cena: o virar do corpo em vez de pelo ombro se dá pelo ouvido, alias, pelo ouvir (ação de ouvir) ; transformar os braços ascendentes, re-significando eles no rei e na rainha do texto, descobrindo na ação de levantar e abaixar os braços , de forma fragmentada o movimento da ação descrita na narrativa, dos beijos entre o casal. Esse momento de encontro com a ação re-significada foi particularmente um paradoxo: Ele veio sem pensamento racional, mas sim um casamento entre minhas escolhas estéticas e meu corpo em ação. Na verdade nesse momento percebi que é fato o que me aconselham de me libertar de meu racionalismo: De fato, ele sempre vai estar lá, pois sempre o exercitei, o que eu preciso e de fato foi a epifania do processo é confiar que ele esteja lá, e não impô-lo só porque vaidosamente gosto de ser uma pessoa inteligente e de mente ligeira. Falta um tanto de confiança e descontração para que isso, mas também acho que esse é o momento de perceber e trabalhar com isso. Continuei após a interrupção e fiz até o final, contaminado pelo estado que cheguei a partir das ações, por mais que o texto me dê prazer, foi de fato a partir delas que cheguei a um bom resultado.

Durante a semana seguinte prossegui pouco com a pesquisa, apesar de sempre que possível refletia sobre ela. Cheguei a executá-la algumas vezes , agora com o pedido de procurar uma musica. A primeira opção, a que me veio por impulso era colocar a que de fato estou usando, a musica da trilha do filme do Kubrik, "De Olhos bem fechados", apesar de ter tentado com algumas musicas instrumentais do Pink Floyd.

Mas novamente a interação com a música que eu tinha originalmente pensado (só consegui-la um dia antes da aula que teoricamente eu a mostraria) me apontou um elemento que re-significou a cena. Se antes a cena me parecia que gerava um efeito de singelo, ternura, agora, a força da música traz, especialmente no final, algo retorcido, de quase terror, que achei tão bacana experimentar. Tive que exercitar a paciência e esperar três aulas inteiras para apresentar o trabalho, o que não foi especialmente legal para mim, devido a um quase trauma que sofri com o processo do ano passado de estar por mostrar a cena, mas ter que me impor para fazê-lo, o que eu sinceramente acho absurdo, mas era a linha de trabalho do professor anterior, e se de fato não consegui me impor a "culpa" é inteiramente minha. Não estava disponível para o processo agressivo e combatente que foi a temática da composição final do período passado.

Terminada a espera enfim, encontrei-me de fato na amostragem da cena. Tensão e preocupação vieram dessa angustia da espera, e, portanto a execução, como o professor apontou, estava impregnada desses elementos. Entretanto, quando se deu a nova execução, dessa vez parando, mesmo que com alguns erros, foi melhor, apesar de ainda um pouco tenso, fato que fez o professor ir ao meu encontro e tentar recolher meu peito inflado para dentro, de forma a destencioná-lo.

Na apresentação final desse estágio do processo, se deu um relaxamento dentro da cena, o que também foi apontado pelo professor e percebido por mim. De fato, tentei relaxar lá mesmo, onde estava o problema, não sei se isso é "certo", mas sei que foi assim que se deu. E que cheguei, portanto á execução da melhor maneira daquilo que construí. Acho que estou em processo, trabalhando de forma real e disponível e principalmente com muito interesse e real motivação a proposta deste período.

12 de janeiro de 2008

सेम्प्रे अल्गो पर मी फजेर लेम्ब्रar दे वो

Caminho, em plena madrugada de verão, pelas ruas perto da minha casa. Mesmo quando estou de taxi , ou , como no caso, de carona, peço pra saltar um pouco antes de meu prédio. Não que a solidão me conforte, não é isso, é só o fato de que não gosto de chegar até a portaria acompanhado e a partir dali seguir pro meu elevador... Sozinho. É uma bobagem, mas que pra mim faz todo o sentido.

Não, não é só isso também. É porque nessas horas, de madrugada, passando pelas ruas que eu costumava caminhar acompanhado. Não sei se são as luzes da cidade, os bares e clubes fechando, as padarias entreabertas, o pouco movimento, aquela sensação de que todos estão recolhidos ou começando a despertar, tudo isso sempre vai me fazer lembrar de você. Acho que essa é um consolo para solidão, a companhia eterna da sua ausência. A sensação que todos as mulheres que passarem pela minha vida, sejam amigas, casos ou namoradas, sempre vão perder para essa impressão residual que você deixou no meu caminho.

E ela já é um órgão, um membro amputado, como na canção do Chico Buarque. É o pior castigo, é maldição que não se livra assim, com nenhuma oferenda. É estranho, pois nem um possível reencontro com a pessoa que você é hoje pode apagar o que foi já foi para mi; aquela menina de passo manso, que os olhos certeiros brilhavam ao ouvir minhas bobagens, que me dava pequenos socos no braço quando provoca sua ira contida, mas que as mesmas mãos me coçavam o peito e buscavam sempre as minhas, em qualquer rua, em qualquer noite, em qualquer cama, e que me deixa desmagnetizado, com a sensação de que agora o esforço de me imantar vai ser tão grande que de fato, nem sei se vale o esforço. E enquanto eu pensar assim, pelo menos, até alguém se dignar a achar que não sou um doente enfermo que vaguei com um rombo no peito, vou vagando, sozinho, duas ou três ruas de madrugada para minha casa, sozinho de você e acompanhado de saudade.

30 de dezembro de 2007

PASSOU
O ano passou. Não sei se vós, leitor amigo, ou vós, distinta leitora, o passastes bem. Eu, como já passei muitos, os tenho passado de todo jeito, e ainda hoje esse segundo que vem depois da meia-noite me perturba. Já passei ano só, em terra estranha, ou – o que é mais amargo – na minha; ou andando como um tonto na rua ou afundado num canto de bar ruidoso; ou tentando inutilmente telefonar; dormindo; com dor de dente. E quando digo de todo jeito estou dizendo também de jeito feliz, entre gente irmã ou nos braços de algum amor eterno – braços que depois dobraram a esquina do mês e da vida, e se foram, oh! provavelmente sem sequer a mais leve mágoa nos cotovelos, apenas indo para outros braços.
Passam os anos, passam os braços; mas fica sempre, quando a terra dá outra volta em si mesma, essa emoção confusa de um instante. Conheço pessoas que fogem a esse segundo de consciência cósmica, afetando indiferença, indo dormir cedo – como se não estivessem interessadas em saber se esta piorra velha deste planeta resolveu continuar girando ou não. É singular que entre tantas festas religiosas e cívicas nenhuma chegue a ser tão emocionante e perturbe tanto a humanidade como esta, que é a Festa do Tempo. É como se todos estivéssemos fazendo anos juntos; é o Aniversário da Terra.
Se a alma estremece diante do Destino, o espírito se confunde; reina uma tendência à filosofia barata; vejam como eu começo a escrever algumas palavras com maiúsculas, eu que levo o ano inteiro proseando em tom menor, e mesmo o nome de Deus só escrevo assim para não aborrecer os outros, ou para que eles não me aborreçam..
Já ao nome do diabo, não; a esse sempre dei, e dou, o ‘d’ pequeno, que outra coisa não merece a sua danação. A ele encomendamos o ano que passou - e a Deus, o Novo. Que vá com maiúscula também esse Novo; fica mais bonito, e levanta nosso moral.
E se entre meus leitores há alguma pessoa que na passagem do ano teve apenas um amargo encontro consigo mesmo, e viveu esse instante na solidão, na tristeza, na desesperança, no sofrimento, ou apenas no odioso tédio, que a esse alguém me seja permitido dizer: “Vinde. Vamos tocar janeiro, vamos por fevereiro e março e abril e maio, e tudo que vier; durante o ano a gente o esquece, e se esquece; é menos mal. E às vezes, ao dobrar uma semana ou quinzena, ás vezes dá uma aragem. Dá, sim; dá, e com sombra e água fresca. E quem vo-lo diz é quem já pegou muito sol nos desertos e muito mormaço nas charnecas da existência. Coragem, a Terra está rodando; vosso mal terá cura. E se não tiver, refleti que no fim todos passam e tudo passa; o fim é um grande sossego e um imenso perdão.
Rubem Braga
Rio, janeiro de 1952
FELIZ NOVO ANO.
QUE TAMBÉM VAI PASSAR!

Daniel Braga

10 de dezembro de 2007




“Menina Valente”, o que posso te dizer? Acho impessoal esse tipo de opinião, e temo diminuir seu drama com meu pragmatismo masculino. Dar-lhe-ia certamente uma avaliação afetiva, sensível, evocando arquétipos "femininos" dentro de mim, mas não parece ser isso o que você quer. Mas vejamos o que posso fazer:
Sou um homem de natureza doce, serena e, muitas vezes, sou tachado de cabeção, visto que penso demais, pondero, “re-flito “– ou seja, volto meu olhar para dentro e me perco por esse caminho. Mas não poderia de forma alguma lhe enviar uma resposta impessoal e leviana. A verdade, pelo menos, a minha verdade, é que teria que ver pessoalmente você de monoquíni, - como meu avô pede a uma repórter em “Enquête pelo telefone” - para poder ponderar a respeito de sua questão. Imagino que isso lhe soaria como desaforo, ou safadeza, ou, talvez ainda, até como escárnio. Também a repórter da crônica em questão ficou chocada, afinal esse tipo de questão “assim de momento, jamais me ocorre uma resposta passavelmente inteligente.” Posso, portanto, sugerir que você leia o texto citado do livro “A Traição das Elegantes” que, por sinal ,é nome de uma outra crônica que tem tudo a ver com o assunto, sobre o caso de uma lista de mulheres elegantes de 1967 edita na Manchete e criticada por ... Melhor mesmo seria você a ler. Arrume um tempo, como você confessa no seu perfil do Orkut, e regozije-se. “Menina Valente” também é o nome de outra crônica, deliciosa, inclusive. Quem sabe lá, você não encontre finalmente o seu Orgasmo perdido, busca esta anunciada no seu blog... Vazam as referências nossas pelos poros.
Poderia ser quase erótico, ao citar o termino do seu texto, naquela parte que você se diz preocupada demais com as coisas que colocam na sua cabeça e na . . . Não o serei. Ai seria motivo suficiente pra que você me excluísse de seus pedidos, e gosto de vez ou outra, entrar no seu blog e ler suas vicissitudes, sejam elas sobre a sua mente ou outras partes tão interessantes quanto esta do seu corpo. Mas acho que deve ser realmente uma preocupação digna, vital e sábia. Nesse assunto, só posso teorizar, para o espanto de um ou quinze “entendidos”.
Digo-lhe mais, minha adorada colega de oficio, para que pudesse responder-lhe, teria que efetuar mais um cadastro virtual e por fidelidade ao meu numero de cadastros reais, não o farei. Escrevo aqui, por depoimento, a resposta que você pediu para mim. Ou talvez não para mim diretamente, mas para toda sua lista de 990 amigos por scrap spam. Respondi ao seu canto aos quatro ventos e cá estou. Sinta-se livre para reproduzi-la na sua lista de comentários, visto que você já é cadastrada por aquelas bandas. Assinado: Daniel Braga, confrade de atletismo afetivo e admirador confesso do que conheço de sua arte e do que idealizo como suas celulites.





13 de julho de 2007

“A luz está apagada. Na platéia, o espectador se aquieta. Seu calar, sua predisposição a ser bombardeado por um simulacro de vida está para começar. A única luz que acende é a de seu aparelho móvel, para logo, logo apagar-se. Ele não está mais disponível para ser achado em qualquer lugar por um satélite artificial em órbita terrestre. Um terceiro sinal toca, a peça está para começar. A luz acende. Acende ou ascende? O espectador se assusta. Ele não reconhece o que está na sua frente. É amórfico. Não é nada. Ou talvez seja, mas se é alguma coisa, é tão rápido que chega ser imperceptível ao olho humano. O espectador fica aflito, seria melhor se a luz estivesse apagada. O espectador se mexe, inquieto na cadeira, tentando identificar naquilo, algum sentido, algum propósito. Racionalizando, especulando...”
“E por um breve e precioso segundo, ele percebe, de forma abstrata, algo ali que lhe é estranhamente familiar. Algo que ele já foi, ou será, ou talvez seja... E se questiona como isso é possível. O espectador não entende, mas passa a observar. Agora ele gostaria que a luz estivesse mais potente. “Luz, mais luz” ele pensa. E essa invocação é atendida. Naquele momento, todas as luzes do teatro estão acesas. Todas. Inclusive e principalmente as de saída de emergência. O espectador percebe que ele está em cena, junto com aquilo ali que está em sua frente, no palco. É sobre ele que aquele veículo de alegorias e simbolismos, flutuante e inconsistente, está falando. Ou sobre algo dele, algo que agora está em plena luz. São improvisos, monólogos, comédias, clássicos, rock´n´roll brazuca, religião, auto-ajuda, poéticas, “distanciamento”, performances, sofrimento em dança... Tudo aquilo que o espectador julgava, antes de morrer e renascer à luz do teatro não existir em si mesmo. E que mesmo sob a própria luz, ainda julgue se é que existe em si. O espectador está tão exposto nesse momento que ele questiona até se julga alguma coisa. Será ele tão amorfo quanto aquilo que está no palco? E como viver com essa angústia, naquele mundo fora do teatro? Será que o mundo fora do teatro é o mundo real? Ou será que ali, naquele local, esteja uma possibilidade do mundo ? O mundo está girando? A galáxia? O universo? A co-presença corporal ator-espectador está girando vertiginosamente?”
“De repente, novo susto para o espectador. Todas as luzes se apagam. Ou quase todas. Aquela primeira luz ainda está lá. O ser amorfo some quando esta ultima, por fim, se apaga. Novamente a luz retorna. É um ator que está no palco. Ele está cansado. Suado. E ele se choca. O espectador não está mais lá... Ele desce do palco, aflito. Procura de forma desesperada o espectador. Não houve aplausos. O ator não sabe se o espectador gostou. Não sabe se tudo que ele viveu surtiu algum efeito. Não houve agradecimento, crítica, sorriso, indiferença, conselho, vaia, choro, nada. O ator, desamparado, percebe muito rapidamente que a poltrona onde o espectador está diferente. Ela está marcada em volta, como se alguém houvesse ficado sentado ali por muito tempo. Intuitivamente, ele olha para o seu banquinho no palco. Ele está molhado de suor. O ator percebe que ambos, ele e espectador, ocuparam espaço, modificaram o mundo ao seu redor, se modificaram. Então, ao se mover ao acaso, o Ator então percebe por um breve instante algo espetacular para ele. Um feixe de luz partiu de sua poça de suor sobre o banquinho em direção á poltrona marcada. Foi muito rápido, mas o ator viu. Sorrindo, resolve bater palmas.”

23 de maio de 2007

Pensamentos á revelia. Repensando a vida.
Graças aos amigos, amigos de verdade, estão repensando tudo.
Primeira coisa: Aprender a dizer NÃO. Afirmar minha individualidade sem querer abraçar o mundo com as pernas... Foco... Segundo: projetar o que eu quero pra daqui á 1 ano, 2 anos, 4 anos, 8 anos, 12 anos....
Saber pra onde estou caminhando, manter-me nele, pra ir me adaptando e desfrutando-o com contentamento. Projetos para atuar, para aprender a dirigir, e estudo pra crescer em ambas as coisas, e pra me tornar um excelente professor. Uma pessoa acadêmica. Um artista vivencial , que une a teoria com a prática...

14 de fevereiro de 2007

Olá,
Estou revenviando um email que recebi de uma amiga e companheira de classe artística, Karen Accioly, criadora e diretora do Centro de Referência do Teatro Infantil , convidando para um encontro para se discutir a violência, motivada pela "missa da candelária em ação ao terrível ato sofrido pelo menino João Hélio" .
O convite segue lá embaixo. Depois dele,tomei a liberdade de uma retórica mal desenhada em forma de opnião. Quem quiser, nem se incomode de ler minhas sandices. Mas se você curtiu o convite e achar que vale a pena , pode ler e contestar. Provoque-se. Provoque-me.

----- Original Message -----
From: "Karen Acioly"
Sent: Wednesday, February 14, 2007 2:13 PM
Subject: Encontro no Teatro do Jockey/Centro de Referência do Teatro Infantil
Amigos, Acabamos de voltar da missa da candelária em ação ao terrível ato sofrido pelo menino João Hélio.Após conversarmos muito, acreditamos que muito mais tenhamos para conversar.Por este motivo , gostaríamos de agendar um encontro na primeira semana de Março , sábado, às 10 horas da manhã no Centro de Referência do Teatro Infantil/Teatro do Jockey, para conversarmos sobre a violência a que estamos todos, inclusive as crianças, expostos.Para tal encontro, estaremos tentando chamar algumas autoridades locais no âmbito da justiça, segurança, do poder público, da infância.(Se pudermos organizar um mesmo encontro, em data semelhante em São Paulo e outras cidades será muito bom.)Para tal encontro, gostaríamos de ter a adesão de todos , independente de quaisquer pensamentos distintos, pois o encontro é realmente e justamente para refletirmos juntos sobre o que estamos sentindo e percebendo a respeito destas questões, desdobramentos, ações possíveis. Enfim,Começaremos uma lista de inscrições e convites, para nos assegurarmos do possível quórum e do interesse de todos a respeito destas questões.É só um primeiro passo neste sentido. Todos estão convidados, por favor repassem o convite aos amigos e interessados. Obrigada: Karen Acioly p.s. O endereço do teatro é: Rua Mario Ribeiro, n. 410http://www.karenacioly.com.br/
*********************
O convite foi repassado. Vamos lá.

Pare de ler agora, se não quiser ser provocado

É sério, você tem coisa melhor pra fazer, inclusive, copiar essa parte de cima do email , sem essa parte de baixo
e repassar pra classe artística e amigos simpatizantes que por ventura você tem contato.

Vai, apaga esse email e vai pular marchinha de carnaval que o Xexéo desencavou.

Hm, você ficou.

Bom, a opção é sua (alias, a opção é SEMPRE sua).

Ai vai:

Possuo opniões bem distintas sobre o assunto; ao mesmo tempo que o mesmo me choca, vejo toda a maquina da mídia voltada pra ele,criando a "tragedia da semana" , que incobre outras de ordens diversas mas todas de igual importancia, e vejo a formação de opnião quanto ao fim dos direitos dos menores, sendo que o criminosos motorista que dirigia o carro nem era menor (!!!). Concordo com o aumento da pena de crimes hediondos, mas também acho perigoso o nivel de discussão inflamada pedindo por pena de morte...
Essa opnião é realmente a da sociedade? Ou é algo que ela está sendo novamente conduzido-a "pensar"? Estamos realmente inconformados, estamos reagindo finalmente, ou estamos sendo levados, essa semana, a pensar isso, enquanto se joga terra em cima do buraco do metrô de sampa, enquanto se esconde restos de ônibus queimados, enquanto questões de ética politica e social são esquecidas e viram meras citações datadas ? O que está sendo desviado do nosso olhar, enquanto estamos sendo mesmerizados pelo assunto da semana? Essas questões, a real razão pelo que as tragedias ocorrem e continuam ocorrendo, as CAUSAS e não os SINTOMAS que me preocupam: Quem ganha com o excesso de exposição da mídia em cima dessa tragédia ?

Não é frieza, nem insetatez, mas essa "normatização" da opnião me preocupa.
Me preocupa quando recebo email propondo que homenageamos o menino como bons cristãos, num prostesto silencioso, colocando uma flor antes do nosso nome no messenger, usando preto por um dia, parando por 10 minutos , "como bons cristãos que somos". HOMENAGEAR? HELLO!!!!!
O que é isso? É um prêmio agora ser famoso por uma semana por morrer tão brutalmente? E por servir a um comercio de formação de opnião?
Isso realmente é o que me assusta, o poder que esse "Beijo no Asfalto" ainda continua tendo, apesar do dramaturgo já ter denunciado.
"Vou vender jornal pra burro" continua gritando Amado Ribeiro. "Tem que respeitar, tem que respeitar! Eu não dou bola, eu não dou pelota!"

Enfim, acho que a questão pode ser motor para uma discussão MUITO mais ampla ao meu ver, sobre educação principalmente - a falta dela
(a real CAUSA ao meu ver, mas posso estar equivocado, dai se faz pertinente a troca de ideias) e outros assuntos que não os apedrejamentos e protestos falidos , equivocados e "manipulados". Posso estar totalmente equivocado e não enxegar esse assunto como a oportunidade do debate das proprias coisas que resaltei do alto de minha paranóia escorpiana. Ou, pior ainda, posso estar querendo fugir e me alienar do problema, antes que todos o façam. Não sei a resposta, mas gosto da pergunta. Sempre fui um péssimo oportunista, mas sei que preciso conviver com as oportunidades, abraça-las ou ver elas sendo abraçadas por quem possa as utilizar de forma ética. E acho minha preocupação, levemente exclarecida e um tanto quanto distanciada pra poder ver direito o problema que nos embassa a vista, é também genuína.

Como "agentes multiplicadores e formadores de opnião" que precisamos ser enquanto artístas, é de bom tom dar o nosso parecer e aparecer na discussão.

Abraços a todos em tempo de "tragédia e folia"

2 de fevereiro de 2007

30 de janeiro de 2007

Escolhas podem ser, às vezes, um trabalho hercúleo.
Estou ainda bastante Avestruz, tudo me assusta, tudo eu quero me esconder e não ter que pensar.

Mas, mesmo assim, estou conseguindo ser verdadeiro com esse meu momento de luto e regenerativo.

Espero que os amigos de verdade compreendam e aceitem. Espero que as portas que parecem se fechar, na verdade, só se encostem. Mas, por outro lado, tenho uma esperança infantil que , nas poucas portas que eu abro, passo ou vislumbro, são exatamente as que eu posso e quero passar, abrir e vislumbrar.

Não sei se isso faz algum sentido pra quem lê.
Faz pra quem escreve, faz mesmo.

26 de janeiro de 2007

Qual sabor será o seu?
Será de rosa mosqueta?
Será aquele morango azedo?
Tutti frutti é que não é.
Nem pina colada, muito menos.
Qual sabor será que você tem?
Será que arde na minha língua?
Será que me fará querer mais?
Tenho pavor de gostar
Tenho vontade de provar
Que sabor será que você dará?
Será que um dia vou provar... ?

14 de novembro de 2006

Garden party - Marillion
(derek dick, steve rothery, mark kelly, pete trewavas, ian mosley, brian jelliman, diz minnitt)

Garden party held today
Invites call the debs to play
Wayward sons again have fathers
Hello, dad!, hello, dad!

Edgy eggs and queuing cumbers
Rudely wakened from their slumbers
Time has come again for slaughter
On the lawns by still cam waters
Its a slaughter, its a slaughter

Champagne corks are firing at the sun again
Swooping swallows chased by violins again
Straafed by strauss they sulk in crumbling eaves again
Oh God not again!

Aperitifs consumed en masse display
Their owners on the grass
Couples loiter in the cloisters
Social leeches quoting chaucer
Doctors son a parsons daughter
Where why not and should they oughta

Please dont lie upon the grass
Unless accompanied by a fellow
May I be so bold as to perhaps suggest othello
Punting on the cam is jolly fun they say
Beagling on the downs, oh please do come they say
Rugger is the tops, a game for men they say
They say, good God they say

Im punting
Im beagling
Im wining
Reclining
Im rucking
Im fucking
So welcome
Its a party

Angie chalks another blue
Mother smiles she did it too
Chitters chat and gossips lash
Posers pose, pressmen flash, flash
Smiles polluted with false charm
Locking on to royal arms
Society columns now ensured
Returns to mingle with the crowds
Oh what a crowd

Oh, punting on the cam
Oh please do come they say
Beagling on the downs
Oh please so come they say
Garden party held today they say
Oh please do come
Oh please do come, they say

Marillion are a British Rock group formed in Aylesbury in 1979, whose 13 album career is generally regarded as comprising two eras, delineated by the departure of frontman Fish and arrival of Steve Hogarth in 1988. The core lineup of Steve Rothery (the only original member), Pete Trewavas, Mark Kelly and Ian Mosley has been unchanged since 1984.

30 de agosto de 2006

Hoje aconteceu um fenômeno.
Hoje eu mais uma vez estou apaixonado por ser ator
Já amo a profissão, já amo os palcos, os ensaios, a Arte, a loucura, o tesão de atuar, a predisposição...
Mas hoje eu pulei de novo. . . Nervoso, concentrado, aberto, pulei sem para-quedas no céu dos artistas, e pousei como um escolhido entre aqueles que me deram a honra e a oportuindade de me ver de cara limpa e coração aberto, aberto para o erro, errando e executando. Com verdade, com sentimento, com vida.

Merda, eu ainda vou morrer disso. Mas melhor que morrer de qualquer outra coisa. Inexoravelmente, morte de paixão e amor por atuar.

23 de agosto de 2006

Tantas novidades.... Incontáveis novidades.
- Dando um tempo nas fotos.
- Produzindo, divulgando e operando o som de uma comédia romântica (veja meu flog)
- Estudando Artes Dramáticas na UniverCidade
- Sendo acediado pra trabalhar como produtor e assitênte de direção em outras peças
- Voltando pro Teatro-Empresa.

Voltou a fazer muito frio no Rio.

É isso ai.

11 de julho de 2006

Agenda da semana LOTADA!

Terça - Feira 11/06

Ensaios Mc Marcinho & Mr Catra .:. CatWalk - Daniel Braga

Tersambalanço .:. Nuth - Daniel Braga


Quarta - Feira 12/06

FunkHop .:. Baroneti - Daniel Braga


Quinta - Feira 13/06

Nuth - Daniel Braga

Ensaios Dj Marlboro .:. Hard Rock - Daniel Braga


Sexta - Feira 14/06

BlackPower .:. The Joker - Daniel Braga

Mariuzinn - Daniel Braga

Daniel, mudança na agenda sexta Sai Mzinn entra MonoBloco - CIrco Voador, ok? Prioridade pra The Joker..espanca la..uma boa ir no Circo, chegar la umas 23 hs e 1 hora,1:30 hs chegar na The Joker Consegue? Abraaço amigao

Domingo 16/06

(Baixo Gávea, comemorar aniversário da minha irmã, depois...)

Por do Samba .:. Sky Lounge - Daniel Braga

Isso que eu tenho que trabalhar em duas produções, cortar cabelo, fazer exercícios,
leitura de peças, teste.... UFA!!!!!

21 de junho de 2006

Enquanto a voz deliciosa da Patricia Marx canta juntamente com os graves da batida de drum´n´bass, eu procuro meus afazeres do dia e olho pela janela o lindo sol que está lá fora. Pessoas queridas sinalizam boas noticias, aventuras e descobertas se mostram no horizonte. Não, não estou tranqüilo, meu emocional ainda está muito abalado. Ainda não me acostumei, mesmo, pois tudo que vivi foi muito profundo e longe demais pra esquecer, mas esquecer pra que? Me vejo pensando que não devo esquecer, nem desacreditar, mas sim, pensar, de forma positiva, que estou me apaixonando por mim mesmo. Me cuidando em umas coisas, e logo, logo, me cuidando em todo. Mas ainda dói....
***************
Agenda a toda
Quarta - Feira 21/06 (Hoje):
Reunião de produção da peça da Daní "Garras Cuvas e um Canto Sedutor"que farei assistência de direção as 19hs
Tirar fotos da festa FunkHop .:. Baronneti pro site www.noiteuniversitaria.com.br apartir duas 23:30
Quinta - Feira 22/06 (amanhã):
Tirar fotos na hora do Jogo do Brasil na Arena Morro da Urca
E de noite também fotos nos Ensaios Dj Marlboro .:. Hard Rock

Sexta - Feira 23/06 (amanhã):
Leitura da peça A Primeira Vez Que Eu Disse Eu Te Amo da Pitty Webo que estou produzindo
Sabado 24/06
Tirar fotos da festa Confidential .:. Baronneti
Domingo Sabado 25/06
Transylvania Chronicles Livro II Preludio entre o I e II capitulos na casa do Leo & Bea
UFA!

19 de junho de 2006

Tenho dois amigos,
Dois anjos
Dois personagens de uma canção
Leo & Bea
Não existe como descrever minha gratidão
Eles fazem muito por mim, sem pedir nada em troca
Eles são amigos de verdade, como poucos conseguem ser
Por mais de uma vez
Por varias vezes
Adoro os dois
De verdade
Obrigado, amigos
Espero que seus planos
Viagem, cria, carreira e formação
Vingue, supere as expectativas
Seja mais do que vocês merecem
Do muito que merecem
Porque vocês merecem muito mais ainda

14 de junho de 2006

Dia BOM!
Fechando pauta pra um espetáculo que to produzindo
Idéias mil.
E alem de tudo um show delicioso no Canecão de Elba e Forró Sacana.
VIVA os AMIGOS!

12 de junho de 2006

Um dia muito difícil
Não foi a toa que acordei com aquela sensação de tinha tido um pesadelo, mas que não lembrava como havia sido. Era um prenuncio de um dia muito difícil que se anunciava. Não que o dia anterior tivesse sido maravilhoso, mas pelo menos eu havia dado uma volta com amigos, mesmo que voltado cedo pra casa. Depois da meia noite (ou seja, quando começou tecnicamente o tal dia difícil) tentei em vão me comunicar com as pessoas na rua. Algumas prometiam retorno, outras me diziam pra onde estavam indo, como se eu fosse um habituê da noite carioca, mas não conheço mais nada. Fosse como fosse, resolvi dar vez aos que disseram retornar. Dormi e acordei de manhã com aquela sensação já descrita.
O sol do dia difícil até que estava bonito, mas mal pude aproveitá-lo, minha irmã agora partia para Brasília com seu comboio de malas. Logo depois resolvi conversar com alguns amigos no MSN, disparei torpedos convidando pessoas para andar no calçadão ou pegar uma praia, mas infrutífero. Acabei dando uma volta com um amigo, tentamos chorar nossas magoas, mas me parece que foi pior do que falar de amenidades e fingir que nada nos aflige.
Então realmente tive a parte dramática do dia. Fui pegar uma pequena sacola de roupas que ela trouxe de sampa. Sim, ela veio a trabalho pro Rio. Não nos falamos nos dois dias anteriores, mas podíamos sentir, inquietos a presença um do outro na mesma cidade, na mesma zona sul. Encontrei com ela. Ela está bem. Muito bem. Parece que recebeu uma carta de alforria. Esta mais magra, super bem vestidinha. Não brigamos, tentamos ser impessoais, mas conversamos, tomamos café, rimos, choramos... Doeu muito a despedida. E vê-la tão bem me fez perceber que eu já deveria ter feito isso, de deixá-la livre , a muito mais tempo. Não consegui parar de chorar durante quatro horas. Mas foi bom assim, solta, liberta.
Começo a me organizar pra ir pro meu novo trabalho de tirar fotos na night prum site . Começa a chover. Chego na gávea, já molhado e descubro que o evento foi cancelado. Passo no baixo gávea para ver se faço uma hora pra esperar a chuva passar, mas apesar de conhecidos nas mesas, nenhuma me foi convidativa. Fico então sentado naquele famoso ponto de ônibus da praça Santos Dumont esperando um circular, ensopado.
Chego em casa e descubro que ainda preciso conseguir sono pra atravessar o resto da madrugada, que, apesar de não ser mais parte do dia difícil, retêm a energia do que havia passado. E hoje, a chuva não cessa, me recordando de como foi esse dia difícil que passou por cima de minha alma e me deixou amassado, molhado, do avesso, engasgado.

5 de junho de 2006

Ainda cantando, quem sabe assim me convenço que tudo vai ficar legal:

Eu e o Batman dando uma de Billie Holiday


Am I Blue?

Am I blue, am I blue?
Aint these tears in my eyes tellin' you
Am I blue, you'de be too
If each plan with your woman
Done fell through
Was a time I was her only one
But now I'm the sad and lonely one, Lordy
Was I gay, till today
Now she's gone and we're through
Am I blue?

Was I gay, till today
Now she's gone and we're through
Am I blue?
Oh he's gone, left me
Am I blue?

(You makin´me soo blue)

3 de junho de 2006

Samba do grande amor
Chico Buarque
1983

Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador

Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel o grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua-de-mel em Salvador

Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé no grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

1 de junho de 2006

Voltando à frente da situação, entrei em contato com amigos pra falar de trabalho, e como está sendo melhor me colocar a disposição, se deixar encantar ou encata-los com minhas ideias e habilidade produtiva.
Só me mantendo ocupado pra não cair naquele lugar comum de descasado dos dois ultimos posts.

30 de maio de 2006

Vai quase fazer um mês... de descasamento... Acho que agora caiu a ficha.
Me mantive forte, me puz á prova, me mantive em movimento.
Estou começando a ceder... E essa música não me sai da cabeça;

Help!(Lennon/McCartney) Lead vocal: John
~~~
Help, I need somebody,
Help, not just anybody,
Help, you know I need someone, help.

When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.

Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.

And now my life has changed in oh so many ways,
My independence seems to vanish in the haze.
But every now and then I feel so insecure,
I know that I just need you like I've never done before.

Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.

When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these daya are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.

Help me if you can, I'm feeling downAnd I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me, help me, help me, oh.

SOCORRO, AMIGOS.

28 de maio de 2006

  • Projetar

    Não é bom que o homem esteja só; apesar disso hesito em chamar meus amigos, pelo mesmo motivo que hesito em tomar uma nova mulher. Pede muita assistência, requer muito cuidado, e sou um homem distraído que de vez em quando precisa viajar, outras horas precisa ficar sozinho, e outras, bem, se perde por ai.

    Também não lido muito bem com as projeções que recebo do que esperam que eu seja, faça, concretize, e principalmente, não seja, não faça e muito não concretize. Tenho como certeza que ser odiado é ter em você algo que uma pessoa tem em si e não gosta. Os ignaros e medíocres que trabalham com o ódio, são, portanto, ególatras, pois adoram distribuir suas piores características. Só lamento.

16 de maio de 2006

"Soneto
E quando nós saímos era a Lua,
Era o vento caído e o amor sereno
Azul e cinza-azul anoitecendo
A tarde ruiva das amendoeiras.
E respiramos, livres das ardências
Do sol, que nos levara à sombra cauta
Tangidos pelo canto das cigarras
Dentro e fora de nós exasperadas.
Andamos em silêncio pela praia.
Nos corpos leves e lavados ia
O sentimento do prazer cumprido.
Se mágoa me ficou na despedida
Não fez mal que ficasse, nem doesse –
Era bem doce, perto das antigas. "
Rubem Braga

8 de janeiro de 2006

Entra aqui depois e le dois contos meus antigos : http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=76619&tid=2440388269272409922 Servidão e Certámen

5 de novembro de 2005

Coisa de Nerd? pode ser...
Mas se você curte Vampire, Trasylvania e Vlad Drácula...
Entre aqui e depois aqui
****
Ah, que saudosismo bom!

3 de novembro de 2005

Agora eu sou cooperativado!

12 de outubro de 2005

Compartilho convosco esse texto:
Olha só o Ecco revelando (no finalzinho do artigo) sua veia fundamentalista!
Surpreendente e arrepiante!


O êxito do Código da Vinci
UMBERTO ECO
Todos os dias vem parar em minhas mãos um novo comentário sobre O Código da Vinci, de Dan Brown. Se quiserem uma informação atualizada sobre todos os artigos a respeito do tema, basta visitar o site da Opus Dei. Podem confiar, mesmo se forem ateus. Quando muito - como veremos - a questão talvez seja por que o mundo católico se azafama tanto para arrasar o livro de Dan Brown; mas quando a parte católica explica que todas as informações que o livro contém são falsas, podem acreditar.
Que fique claro. O Código da Vinci é um romance, e como tal, teria direito de inventar o que quisesse. Além disso é escrito com habilidade e o lemos de um só fôlego. Nem é grave que o autor de início diga que o que nos conta é verdade histórica. Só faltava essa! O leitor profissional está acostumado a esses apelos narrativos à verdade, fazem parte do jogo ficcional. A encrenca começa quando percebemos que um grande número de leitores ocasionais acredita realmente nessa afirmação, da mesma forma que no teatro de marionetes siciliano os espectadores insultavam Gano de Maganza, o traidor.
Para desmontar a suposta veracidade histórica do livro, bastaria um artigo razoavelmente breve (e já andaram escrevendo uns ótimos) que diga duas coisas: a primeira é que todo o episódio de Jesus que se casa com Maria Madalena, de sua viagem à França, da fundação da dinastia merovíngia e do Priorado de Sion é tudo quinquilharia que já circulava há décadas numa pletora de livros e livrinhos para os devotos das ciências ocultas, desde aqueles de Gérard de Sède sobre Rennes- le-Chateau ao O Santo Graal e a linhagem sagrada de Baigent, Leigh e Lincoln.
Ora, que tudo isso contivesse uma longa série de lorotas já foi dito e demonstrado há um bom tempo. Além disso, parece que Baigent, Lincoln e Leigh ameaçaram (ou realmente iniciaram) uma ação judicial contra Brown, por plágio. Como assim? Se eu escrever uma biografia de Napoleão (narrando eventos reais), depois não posso processar por plágio alguém que tenha escrito outra biografia de Napoleão, ainda que romanceada, narrando os mesmos eventos históricos? Se eu fizer isso, então me queixo do roubo de uma originalíssima invenção minha (ou seja fantasia, ou lorota, como preferirem). Brown dissemina seu livro de inúmeros erros históricos, como aquele de ir buscar informações sobre Jesus (que a igreja teria censurado) nos pergaminhos do Mar Morto - os quais não falam nunca de Jesus, mas de assuntos hebraicos como os Essenes. É que Brown confunde os manuscritos do Mar Morto com aqueles de Nag Hammadi. Ora, acontece que a maioria dos livros que aparecem sobre o caso Brown, mesmo e especialmente aqueles bem feitos, para poder alcançar o número de páginas suficiente para fazer um livro, contam tudo o que Brown saqueou, tintim por tintim.
Esses livros, em alguma medida perversa, embora sejam escritos para denunciar falsidades, contribuem para fazer circular e recircular todo aquele material oculto. Assim (assumindo a interessante hipótese que O Código seja um complô satânico), toda refutação que se lhe faz reproduz as insinuações, e com isso acabam se tornando seu megafone.
Por que, mesmo quando é contestado, O Código se autoreproduz? Porque as pessoas têm sede de mistérios (e de complôs) e basta que se lhes ofereça a possibilidade de pensar sobre mais um mistério (e até no momento em que você lhe diz que era a invenção de alguns espertinhos) e pronto, todos começam a acreditar naquilo.
Acho que seja isso o que preocupa a igreja. A crença no Código (e em outro Jesus) é um sintoma de descristianização. Quando as pessoas não acreditam mais em Deus, dizia Chesterton, não é que não acreditem em mais nada, mas acreditam em tudo. Até nos meios de comunicação de massa.
Fiquei impressionado com a figura de um jovem imbecil que, na praça São Pedro, enquanto uma multidão imensa aguardava a notícia da morte do Papa, ele, de celular no ouvido, dava tchauzinho para a câmara de TV. Por que é que estava ali (e por que estavam ali tantos outros como ele, enquanto talvez milhões de verdadeiros crentes estavam em suas casas, e orando)? Em sua espera de um sobrenatural midiático, não estaria ele pronto a acreditar que Jesus tenha se casado com Madalena e estivesse mística e dinasticamente ligado pelo Priorado de Sion a Jean Cocteau?

30 de setembro de 2005

Depois da Tempestade... A poça d´agua.

Por pura convicção e até uma boa dose de teimosia prometi a mim mesmo que só iria escrever depois de conseguir trabalhar, fato que rolou neste final de semana passado. O horizonte está mais límpido, o chão mais enfeitado pelas flores e um lampejo de esperança teima em me tranqüilizar e me dar conforto. Claro, as coisas não acontecem todas juntas, mas quando começa a acontecer de fato elas vão se sobrepondo de forma que até preocupa. Mas preocupa de forma saudável, não amedronta. Medo pra que?
A saúde anda meio variante, muita chuva no Rio, muito frio em Sampa, muito tempo pulando de uma cidade pra outra. Novidades estão por vir, assim desejo, mentalizo e quase vocifero. Andando com o resto de sol que espreita entre um bloqueio de nuvens, pairando sobre minhas costas... E uma beleza fotográfica me deixa de suor na testa, boca seca e sorriso torto. Coisas boas e gostosas mantendo o interesse em alta, o desejo crescente e o temperamento agitado. Coisas boas e gostosas.

6 de setembro de 2005

Lado Ruim. Se você me considera uma pessoa legal, não leia.
Pior sentimento que a inércia pode criar é a inveja. Vejo meus amigos crescendo na profissão, vejo pessoas sem talento ou até com um pouco de carisma, vejo elas nos palcos, nos holofotes, a frente das câmeras, se me sinto mal. Eu sei que na verdade, EU queria estar lá, pois é o que eu sei fazer, mas o fato de estar parado me torna pior, me torna desejoso demais do que eles estão fazendo. O fato de não poder estar o tempo todo lidando com minha profissão , de não trabalhar a tempos, de nem aulas estar fazendo pela completa e total falta de dinheiro, e pior, de que agora eu ter que ser comprometido com a realidade de outra pessoa... Que difícil que é não ter esses sentimentos viscosos. De me ver encostado, sedentário, mal vestido, de me sentir mal porque não posso ficar um pouco na pior sem arrastar alguém junto... Como é duro. O pior é que a culpa é exclusivamente minha. Mas eu tento transmutar esses sentimentos. De ficar feliz de ver um amigo que eu indiquei o caminho a três anos estar brilhando no teatro e até fazendo particiação em novela das 20hs, de ver desconhecidos aqui em São Paulo fazendo papéis belíssimos sob uma produção pequena mas com enorme potencial. Só o movimento pode me ajudar, mas eu não sei pra onde me movimentar, sinto que cada movimento que eu faço pra direção equivocada me prejudica, e agora, a expectativas de duas famílias repousam sobre meus ombros. E pior, não tenho nem direto de me sentir mal por isso, foi um caminho que eu cavei, que eu trilhei despretensioso o, sem pensar nas conseqüências. E não tenho quem responsabilizar, afinal, meu orgulho nunca me fez pedir opinião aos outros, e meu compromisso com o artístico nunca me deixou pensar em formas mais eficientes de ganhar dinheiro com essa profissão. Faltou um guia, mas um guia interno. Espero que ainda exista tempo para isso. Preciso que agora exista. Pois eu estou sufocando de tanta pressão. E de saber que para passar por isso tenho que fazer pressão contra, ou seja, lutar contra isso. E eu sou um ótimo lutador quando os oponentes são desconhecidos, mas não sei lutar contra meus entes queridos nem, muito menos , contra minha inércia e lentidão. Peço que essa força que existe dentro de mim seja superior. Mesmo!

17 de agosto de 2005

Se - (If, Rudyard Kipling - 1910)

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, porque deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!"

Se és capaz de, entre a plebe não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigo, quer bons, quer maus, te defenderes;
Se a todos poder ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que é mais - és um homem, meu filho!

Eu sofro da sindorme do farsante, mas é porque sou ator . . . Mas debaixo de toda minha amoralidade vive toda uma ética profundamente forte e justa. Justíssima!

9 de agosto de 2005

Artigo super interessante sobre Não-Violencia

21 de julho de 2005

Dia do amigo,

Estranhamente, meu dia do amigo começou com uma leve dor de estomago, este órgão temperamental. E, como parte amiga da minha sobrevivência, tive que ser compreensivo com ele e dar-lhe o tempo que ele necessita para se regularizar. Terminado esse faniquito desse amigo primal, recebi de um outro amigo - esse pessoa física, com C/C, CPF e CEP - uma mensagem instantânea pulsante na tela da minha conexão com a virtualidade a noticia que ele quer ir ao cinema com a minha companhia também física. Falei ao telefone com outro amigo, e ouvi com os olhos o problema digital de uma outra. Troquei comprimentos cordiais com outros conhecidos que transitam pelo meu mundo de recados rápidos e sonoros e fui á luta, enfrentar meu dragão do dia. Esquivada essa ligação telefônica o meu primeiro amigo do dia ainda se manifestou, fato pelo qual eu fiz meu segundo amigo esperar um pouco. Após muitas conversas chegamos á camarada sala de cinema assistindo um filme espanhol sensacional, os Inconscientes, que muito me fez bem. Pegamos uma colega do coração no caminho e sentamos no Braseiro, donde confabulamos e trocamos muitas idéias boas. Alias, muito boas. Pois amigo que é amigo fala mesmo, e tem que falar, de preferência, pra te adicionar, solver uma duvida ou expor um ponto de vista alheio á sua obstrução visual perante á vida. Inclusive, tomei uma chamada depois de um fato bem específico: Nossa amiga ia embora, pedimos a conta para reabri-la. Mas o garçon entendeu que estávamos indo embora (nada mais lógico) e ofereceu a mesa á outra pessoa. Pessoas nada amigáveis pularam na nossa mesa quando a conta quitada se foi e eu me senti acuado e, vacilando, cedi a mesa para os desesperados e desavisados. Tomei uma bela chamada dos meus amigos, que, mesmo tendo entendido que eu fui “legal” com as pessoas acham que eu tenho que impor mais minha vontade, em tudo (!) daí seguimos para tomar um café no Letras e “Depressões”. Lá o papo evoluiu mais ainda, e para minha melhor surpresa, reencontrei uma outra amiga, cúmplice de ofício artístico, que me injetou vontade, me falou sobre propósito, motivação, posicionamento, me presenteou com um poema e um livro. Um dia do amigo incrivelmente solidário e especial. O poema não é pessoal para mim, mas me foi agraciado num momento de profundo questionamento meu com outros amigos, parentes, ex-amigos, ex-colegas de profissão, e sobre tudo, comigo mesmo. Ele assim diz:
“Quando eu desejo pra você o que você deseja pra você, eu estou te amando. Quando eu desejo pra você o que eu desejo pra você, eu estou me amando através de você.”
Eu adiciono: “E vice-versa . . .”
Donde eu concluo que, nem sempre no dia do amigo o primeiro amigo é o amigo que mais vai te dar alegria, mas que no fim do dia, o ultimo amigo que você nunca esperava estar contigo é o que mais vai trazer coisas boas. Não que outros não tragam, é tão bom quando você não espera por nada, não se compromete á esperar das pessoas que você ama algo delas, e é dessa forma que elas te surpreendem e demonstram amor. . .
O Sono não me permite elaborar mais . . . Seja compreensivo, leitor. Seja amigo.

18 de julho de 2005

Passava desavisado pela frente de um aparelho televisor ligado quando me deparo com o Chico Buarque, num especial, quando ele começou a tocar uma música especialíssima:
"TERESINHA".
O primeiro me chegou, como quem vem do florista
Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista
Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha
Me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha
Me encontrou tão desarmada que tocou meu coração
Mas não me negava nada e, assustada, eu disse não.

O segundo me chegou, como quem chega do bar
Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar
Indagou o meu passado e cheirou minha comida
Vasculhou minha gaveta, me chamava de perdida.
Me encontrou tão desarmada, que arranhou meu coração
Mas não me entregava nada e, assustada, eu disse não.

O terceiro me chegou como quem chega do nada
Ele não me trouxe nada, também nada perguntou
Mal sei como ele se chama, mas entendo o que ele quer
Se deitou na minha cama e me chama de mulher
Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não
Se instalou feito um posseiro dentro do meu coração"

Que sacana esse Francisco. . . Essa ode ao amor de verdade, amor físico (por onde todo amor de verdade começa), amor de surge e não tem negação, é o que ficou na minha mente de como deve ser o amor. Acredito que muitas pessoas veem esse amor como uma utopia, uma pena. . .

11 de julho de 2005

Tenho vivido sob uma máxima que poderia ter saído dobrada de um pequeno papel embrulhado dentro de um biscoito da sorte de uma loja de fast food mandarim ou ainda de uma página eletrônica de citações dessas que mais parecem uma are. Na verdade, a frase me foi apresentada pelo meu sábio padrinho de casamento, e pertence ao autor de Mensagem para Garcia; Elbert Hubbart:
-“Nunca se explique. Seus amigos não precisam e seus inimigos não vão acreditar.”
Não acho que seja um mote para abandonar a educação ou se tornar insensível á preocupação alheia, porém o limite da compreensão transita pelo respeito e pelo querer bem, portanto, algumas palavras, mesmo que com muita intensão e sinceridade. O Zelo correspondente é o que importa.
O que tem me deixado contente são os retornos dos amigos de verdade. Isso me completa, me faz querer acreditar que o céu continua brilhando sobre nossas cabeças e as flores ainda caem das arvores apenas pra deixar nosso caminho árduo mais bonito e agradável.
E o Rio de Janeiro continua lindo e sendo... E o vai e vêm das meninas no Baixo Gávea, os amigos nas mesas de bar. . . Só o meu bem que está distante , mas em meu coração, sempre.
Hoje eu preciso estar carregado de energia, preciso brilhar para enriquecer aqueles que precisam do meu trabalho como entretenimento ou degustação artística. Espero que essa força me motive e me ajude.
Sem explicações, sem possessividade, sem insegurança. Apenas bem querer. Meu e recíproco. Amizade, acima de tudo.

6 de julho de 2005

Ainda estou no Rio; Organizando uma leitura de textos do meu avô; com uma vontade louca de voltar pra cá, e, é claro, tentando me agenciar aqui como ator, a parte que eu realmente preciso de ajuda (o resto, eu tiro de letra, como diria o Sábio Pedro Xavier Borges de tão fácil "sai no xixí").

Amigo paulistano, não desanime, é só uma rebordosa de vários fatores. São Paulo me foi acolhedora, porém cara e sem promessa de trabalho forte na minha área. Mas eu sou insistente, só estou dando fôlego para os produtores respirarem antes de inventarem outra desculpa nas recusas de chamado. Eles já gastaram todas nos últimos quatro meses.

Amigo carioca, seja mais camarada e menos "carioca"; me procure! Ao dizer que quer me ver, me veja! Se for me disser que vai me ligar, ligue! Porque eu sempre acredito, apesar de também sofrer desse mal dispersivo que essa cidade maravilhosa nos provoca. . . Mas a lua continua linda sobre Copacabana. . . E o Arpoador, com ameaça de chuva . . . Do que eu estava falando mesmo?

22 de junho de 2005

Vim ao Rio extrair um ciso, estou de molho esses dias, com dor e testando uma placa pra segurar minha mandíbula que tava deslocando de bruxismo.

Fui ao casório do Campos, onde revi queridos amigos, festejei a união, e até fiquei feliz de ver o emprenho em tentar me mostrar desprezo que as pessoas de mente fraca controladas pela Lord Sith Darth Simanca em torno do Império Galáctico das mentiras tentaram fazer.
Que bom que elas se empenham de verdade, e quase conseguem se organizar, mesmo que seja pra serem babacas e ridículas e obedecerem a mentira maior. Mostra bem o caráter delas. Enfim, uma revelação esse casamento, adorei.
Desejo á estas pessoas exatamente o que elas desejarem pra mim, em triplo!

Vai aqui uma explicação pra todas as pessoas que tem me perguntado as mesmas coisas esse tempo todo:

1- Mudei pra São Paulo porque casei. Exclusivamente.

2- Achei que fosse rolar trabalho como ator, que rolasse um mercado alternativo e diferente, mas não tenho conseguido trabalhar na minha área.

3- E ainda não consegui trabalho. Estou ajudando á Unidade Moema como colaborador, mas não é a minha área, faço porque gosto e porque a Rede DeRose, a Uni-Yôga e as Unidades Copacabana, Botafogo e Moema sempre me apoiaram e ajudaram e merecem minha dedicação por tanta camaradagem por esses anos todos. Amo muitas pessoas da egrégora, muitas mesmo, nem cabe citar todas.

4- Vou e quero trabalhar na minha área, seja em São Paulo ou no Rio. É o que eu gosto, é como sei trabalhar, é o que me engrandece, é como sei e preciso me expressar artisticamente. Mas infelizmente não estou conseguindo em SP. Estou procurando e topando fazer qualquer trabalho artístico como ator.

Esclarecido? Assim espero.

Bjs a todos! Ainda estou essa quarta e quinta no Rio, parto provavelmente na sexta no começo da tarde pra SP...

4 de maio de 2005

Castigat ridendo mores latim Corrige os costumes sorrindo
Princípio em que se fundamenta a comédia, criado por Jean de Santeuil

29 de abril de 2005

"Por que nome chamaremos
quando nos sentirmos pálidos
sobre os abismos supremos?

De que rosto, olhar, instante,
veremos brilhar as âncoras
para as mãos agonizantes?

Que salvação vai ser essa,
com tão fortes asas súbitas,
na definitiva pressa?

Ó grande urgência do aflito!
Ecos de misericórdia
procuram lágrima e grito,

– andam nas ruas do mundo,
pondo sedas de silêncio
em lábios de moribundo."

Cecilia Meirelles

27 de abril de 2005

Ontem eu errei.
Errei em escolher algo que faço, que fiz e que quero fazer. Errei por não querer abrir mão do que acredito. Errei porque sou acomodado, porque me engano que esteja realmente fazendo algo, errei porque vivo no mundo do sonhar. Errei porque não tenho porque. Errei e não quero mais errar. Errei e não quero ser mais errado. Errei e me arrependo, mas não quero ficar arrependido, mas sim, quero aprender com o erro. Errei sim, sei que errei e sei que errei feio, errei como nunca na vida devia ter errado.
Mas também já errei antes, e sei que vou errar ainda mais um pouco, até as coisas deixarem de ser opacas e começarem a se tornarem nítidas. E preciso na próxima vez agir de forma diferente, compreensiva, ilimitada e nobre. Agora e na próxima vez serei melhor, melhor do que sou, melhor do que já fui, melhor até do que prospecto.
Não sei por onde começo, mas levantar daqui e ir fazer algo já me parece ser o caminho. E é exatamente o que estou indo fazer agora!

12 de abril de 2005

A Importância de seguir...
Recebo o telefone entre uma troca de mensagem com o meu amigo Felipe e com minha mulher. É o diretor de uma companhia de teatro para eventos direcionados para empresas aqui de São Paulo que trabalham com uma técnica específica e recente de Teatro.
"Daniel? È o Fulano. Estou ligando como disse que faria para dar um feedback do seu teste. Infelizmente você não passou." . e eu disse "...." (ou seja, nada disse). " O grupo entrou em consenso que tempos pouco tempo de ensaio, e existe uma linha muito tênue entre a verdade que queremos imprimir e a caricatura
Apesar de você ser um ator interessado, ter se mostrado interesse e até bastante se mostrar um bom trabalhador de equipe, o grupo achou seu trabalho mais caricato. " . Dessa vez eu consegui responder um "entendo" bem político e engolido pela vontade de chorar. Era complicado tudo isso pra mim: Sempre fui um ator de pegar trabalhos por estar envolvido com grupos teatrais ou, no máximo, fazer um teste por uma indicação ou outra. Toda essa realidade desse excesso de testes e mais testes que estou passando me é um pouco estranha.
"Eu não sei o que você pode fazer com essa informação, talvez pensar um pouco sobre isso" O Fulano continuou. Na verdade, de todos os testes que eu fiz até agora, esse era um que, salvo alguns pontos, eu tinha me encantado mais de fazer. Pagava bem, e era um trabalho teatral, apesar de diferente e com vários defeitos (como outros vários que já fiz, mas que não pagavam tão bem assim).
Agradeci a sinceridade e o feedback e ele falou mais "De qualquer forma é isso, obrigado pelo seu tempo, que você dedicou, fazendo a entrevista e o teste em si." Agradeci e disse que se houvesse uma outra oportunidade que eles poderiam me contatar "Sim, claro, Daniel, a porta não está fechada".
Fiquei muito triste ao desligar o telefone. Me engasguei com as lágrimas que ameaçavam se formar e senti um vão no lugar do chão sob meus pés. Senti que estava tentando errado, que não estou no meu ambiente, que não iria conseguir nunca trabalhar aqui, aqui até onde o trabalho dos artistas tem que ser formal e normatizado. Falei com a minha esposa por mensagem instantânea de disse que não queria falar sobre isso. Meu pai me ligou e acabei falando um pouco. Senti vontade de ligar para minha madrinha de casamento, minha grande amiga, mas segurei. Senti depois vontade de ligar para um sujeito que eu considerava amigo, mas que optou por não me ter mais ao lado dela, seja trabalhando ou como meu amigo. Respeitei essa decisão dele e liguei pra minha madrinha. Conversamos, ela me ouviu, falou aquelas coisas que falamos pros amigos nessas horas, e outras coisas pertinentes. Pensei no que ela falou, no que meu pai falou e no que eu sei que minha esposa está pensando. E agora penso com meus botões;
"Caricato". O que é ser caricato afinal ? O que é essa "verdade" que eles querem atingir? Eu não á vi lá na demonstração do grupo. Gostei mais da qualidade de integração do grupo que do trabalho artístico de cada um. Vi momentos bons, outros legais, mas de um modo geral, vi um trabalho chapado, sem cor, monocromático. O que vi era o potencial de ser uma coisa boa. E tem duas coisa que me interessaram em desejar passar .... Minto, três coisas. O grupo, o potencial e o dinheiro. Sonhei, aguardei, esperei, e a resposta chegou. Achei a resposta caricata. De um grupo que é uma caricatura de uma companhia teatral, que fazem esse Teatro-terapia para empresas. Achei que as uvas não ficaram verdes, elas sempre eram verdes, eu que as pintei de roxo na minha cabeça pra saciar minha fome. Para não ter que caminhar mais e procurar um cacho saboroso de verdade e que aceite a ser degustado por um ator "caricato". Seria a caricatura algo ruim? Não é o grande sorriso ou a grande choro das máscaras do teatro a demonstração que o artista assim pode vir a interpretar, a representar o mundo? Achei superficial o feedback. E minha intuição me diz que de verdadeiro, ele saiu por uma tangente obvia.
Conheço minhas limitações. Sei que, de um modo geral e pelos meus últimos trabalhos, não tenho seguido uma linha "realista". Mas existe muita verdade no que represento, as vezes, mais do que muitas dessa linhas. Sei porque sinto e observo quando atinjo o publico e o faço sentir. Eu vi as caras da platéia, eu percebi a simpatia do que eles viram. Claro, concordo que eles até realmente tem pouco tempo, mas acho que eles tem menos tempo agora.
Eu ca tenho comigo que eles sentiram medo. Eu tenho cá comigo que eu os mostrei, dentro da minha caricatura verdadeira que na verdade eles fazem uma verdade caricaturada, e que eles não possam acompanhar as nuanças de dilatação que eu poderia acrescentar ao repertório deles; tenho cá comigo que eles resolveram não ousar. Que eles escolheram os atores "amigos" que lá estavam, que de uma certa forma eu até entendo, eu já fui o "ator amigo" escolhido. Mas sem falsa humildade, que escolha pobre. Caricaturas de atores, que só tem em suas costas bagagem de publicidade. Caricaturas de pessoas que fingem não sonhar sair do mundinho insosso que levam. Que fingem que nada querem com emissoras de televisão nem com o estrelato. Escolhidos por um diretor que e uma caricatura de empresário, formal e, como diria o Jabour, "sem sal" e, pelas fotos que eu vi na parede, era uma caricatura de Gerald Thomas (cigarro na munheca, roupas pretas justas e cabelo grande escorrido). Ou escolhidos pelo(s) colega(s) paulistano(s), caricaturas de ator paulistano, cheios de crises mundanas e sem forma artística definida.
Mas ainda sim, estou chateado. Estou, não minto, não temo admitir, nem temo que isso não possa ser bom pra mim. As contas dessa cidade cara estão gritando para serem pagas, as datas estão estouradas, os problemas estão sem solução aparente e o ânimo anda meio desanimado. Como diria um conhecido meu - Nessas horas, respira fundo, olha pra cima, estufa o peito e fala com toda convicção: "Agora Fudeu!". e fudeu mesmo. Vou ficar como diz o Hebert na sua musica "Desempregado, endividado, sem ter onde cair morto, sem ter nem como pagar, nesse pais, nesse pais, nesse pais, que alguém me disse que era nosso, Hahahahaha".
Mas mesmo triste e sem esperança, eu continuo. Alias, a Esperança, que eu achei que poderia também ser um bom contato, não trabalha mais com isso. E outros não s que eu venho tomando esses dias de encontros com amigos aqui em São Paulo, de vontades que tenho de fazer as coisas, de outros trabalhos menos importantes, mas que ora bolas, são trabalhos. são trabalhos...

26 de fevereiro de 2005

"Um dia você aprende" Shakespeare

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão...E acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se...E que companhia nem sempre significa segurança. E você começa a aprender que beijos não são contratos...E presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas, com cabeça erguida e olhos adiante... Com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. Descobre que leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, E que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. E o que importa, não é o que se tem, mas quem você tem na vida. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa, são tomadas de você muito depressa...Por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas... Do que com quantos aniversários você já celebrou. Aprende que nunca deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. Aprende que com a mesma severidade que julga...Você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.Portanto plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar, que realmente é forte... E que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor...
E que você tem valor diante da vida!

13 de fevereiro de 2005

Sámkhya é o dárshana (ponto de vista) do hinduísmo que constitui o respaldo teórico do Yôga. As duas filosofias estão conectadas de maneira tão intrínseca, que mal podem ser estudadas separadamente. O Yôga, metodologia prática, busca através de técnicas o que o Sámkhya procura pelo conhecimento teórico: a libertação.
Para alcançar o estado de libertação denominado kaivalya, a consciência faz o caminho de volta da criação: o retorno ao discernimento entre púrusha e prakrití. Vale notar que nos referimos à criação do mundo como um ato psíquico, que não acontece no tempo e no espaço. Púrusha é a essência final (ou primitiva) do homem. Consciência pura, ele é o observador imóvel que contempla em silêncio o movimento da prakrití. Ele é distinto e independente. O púrusha é o motor imóvel da prakrití, a natureza primordial.
A prakrití é a única que se manifesta. Ela o faz por influência do púrusha e através da emissão de um princípio (tattwa). Este princípio gera outro princípio e, assim, forma uma névoa de manifestação que esconde o púrusha, embora ele permaneça impassível diante de tal espetáculo de transmutação. Os tattwa são, portanto, etapas da manifestação do universo. Cada etapa, cada tattwa deve ser superado pelo yôgin para que este alcance, novamente, o púrusha.
O primeiro tattwa, a primeira manifestação da prakrití, é chamada buddhi, inteligência pura e informal, supra-racional e supra-individual, que consegue discriminar o púrusha da prakrití. Buddhi se desdobra em ahamkara, o ego, a noção do eu, que introduz na consciência a oposição entre sujeito e objeto. A partir daí, inicia-se a grande confusão, pois o ego, que é prakrití, natureza, pensa que é púrusha, consciência. Ou seja, ele confunde o self com os estados psicomentais. A partir de então a prakrití se manifesta em fenômenos objetivos e psicofisiológicos que se diferenciam pela fórmula dos guna (atributos), isto é, de acordo com a predominância de cada guna, que são: sattwa, rajas e tamas.
O guna sattwa tende à iluminação, rajas gera atividade e movimento e tamas é o fator de resistência e obstrução. Qualquer coisa se esforça por realizar o seu estado "sáttvico", seu ser, superando sua condição "tamásica", inerte, através do esforço "rajásico", ativo, de vencer obstáculos. Tais atributos nunca se anulam, estão sempre presentes em toda manifestação de prakrití, mas têm uma relação de equilíbrio e tendência. O púrusha, por não ser parte da prakrití, não possui atributos.A ignorância do ego é a causa de todo sofrimento. O objetivo do Sámkhya e do Yôga é suprimir o sofrimento ou as confusões da consciência através da libertação (moksha). Não cabe a nenhuma destas filosofias questionarem o porquê da confusão entre consciência e manifestação e aí está a sua praticidade. Tal questionamento é inútil, pois ultrapassa a capacidade da compreensão humana. O objetivo de ambos os dárshanas é fazer o caminho inverso através dos tattwas, superando cada etapa, alcançando estados de consciências mais elevados até superá-los, superando o ego e vislumbrando o discernimento entre púrusha e prakrití.
É importante esclarecer que a prakrití não tem um fim em si. Sua finalidade é o púrusha. Sua manifestação afasta o homem de seu conhecimento real, mas deixa sempre o caminho livre para aquele que é capaz de enxergar o caminho da libertação. O instinto da prakrití é orientado para a libertação do púrusha, como se tudo fosse um grande espetáculo cíclico cuja razão de ser não somos capazes de compreender.

Sobre Sámkhya: Mircea Eliade- Yôga: Imotarlidade e liberdade ; Antônio Renato Henriques - Yôga e Conciência ; Mestre Sergio Santos - Yôga, Sámkhya e Tantra ; Mestre DeRose – Tratado sobre Yôga ; Tudo sobre Yôga ; Faça Yôga ; Mitos e Verdade; Yôga Sútra de Pátañjali; Encontro com o Mestre; Programa do curso básico de Yôga

1 de fevereiro de 2005

(Ideias soltas, desligadas...ACETUANÇAO DIFICIL, NESSE CYBER) O dia abre e fecha aqui em São Paulo com uma facilidade que ateh parece que eh programado. Domingo eu fiz algo que não fazia a milenios, joguei RPG com o Campos, um bom e velho Dark Sun. Foi divertido, mas terminou tarde, o que comprometeu tanto o meu sono quanto o da Par, de preocupaçao deu perdido nessa cidade. Sinto que por mais que a midia explore a violencia do Rio, lah eu andava na rua sabendo onde pisava, enquanto que aqui as pessoas se borram de andar.
Com as duas celebraçoes, ficou complicado de deixar a cidade nesse caranaval, e no fundo acho que nem quero, quero curtir um pouco meu ape, se bem que o cinema aqui podia ficar barato como no Rio.
As vezes acho que eu reclamo demais de umas coisas, mas que elas fazem falta, fazem.
Falei com muitos amigos pelo telefone, to louco pra instalar um PC em casa pra usar o Skype. Gosto de ouvir a voz de quem gosto, pelo menos, jah que não to vejo todos que gostaria.
Labio, penso em labios. Gosto de labios, os labios das mulheres, e em especial, os da minha Parzinha.
Eh isso, ate +!

30 de janeiro de 2005

Nem todo mundo sabe, mas eu já "morei junto" uma vez, e foi por um longo tempo. Então, quando eu comento a vida de casado não é apenas uma impressão iniciante, nem um "começar de novo", mas a certeza de algo completamente novo com toda a maturação adquirida anteriormente. Para algumas pessoas que só procuram os blogs alheios para os ler reclamando da vida, da cultura, política, livros, shows, cinema, teatro, e, principalmente, de televisão, seria melhor que elas não perdessem seu tempo lendo esta pequena crônica. Tendo avisado, só posso dizer que a dois, tudo é melhor (e a três, a perfeição, mas isso é outra história). Sim, claro, existem brigas , mas meu maha lingam, elas são concequencias da convivencias e as vezes nada como uma boa disputa de ideias bem colocada para salvaguardar a integridade unitária do casal. Sendo elas pouco frenquentes, são até saudáveis. Portanto, salvo isso, mil maravilhas, mar de rosas, claro, cercado sempre por lírios e alguns poucos, mas nocivos parasitas. Mas nada que não possamos enfrentar juntos. Agora, HILÁRIO mesmo são as pessoas que estranham nossas opções e ainda me pedem satisfação sobre elas. "Como assim, casamento aberto? Que porra é essa?" Ah, maluco, se vira, vai ler Cama na Varanda ou Alternativas de Relacionamento Afetivo. Deixe nossa opção em paz, tá tudo bem assim. Fidelidade é ser verdadeiro a nós mesmos, e não a convenções moralistas. Se manca!
Medo é corrosivo, não?

17 de janeiro de 2005

Convite Virtual de Casamento Yôgi
Parvati Lobato Braga e Daniel Braga
Têm a satisfação de convidar você para assistir sua Cerimônia de Enlace Matrimonial de acordo com a tradição do SwáSthya Yôga, o Yôga Antigo, a qual será exibida na terça-feira, dia 25 de janeiro de 2.005, às 22 horas após a aula do Mestre DeRose no site www.uni-yoga.org.br
A lista de presentes está na www.camicado.com.br
Lembrando que a Cerimônia de consagração paranupcial no SwáSthya Yôga, o Yôga Antigo é uma solenidade que não está atrelada a nenhum credo nem religião. Trata-se de uma cerimônia de caráter social e festivo.
Assista!
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Lembrando que a Cerimônia de consagração paranupcial no SwáSthya Yôga, o Yôga Antigo é uma solenidade que não está atrelada a nenhum credo nem religião. Trata-se de uma cerimônia de caráter social e festivo.
Assista!

Chakra Pújá
Cerimônia de Consagração Paranupcial no Swásthya Yôga
A solenidade abaixo descrita não está atrelada a nenhum credo nem religião. Trata-se de uma cerimônia de caráter social e fes­tivo. Só pode ser oficiada pelo Mestre de mais elevada hierarquia.
O casal senta-se sobre um panô no chão ou sobre um tablado no centro do recinto escolhido para dar lugar ao chakra pújá. Entre os nubentes, um tecido branco. Sobre o tecido encontram-se fogo, incenso e flores brancas. Em torno, os convidados iniciados ficam dispostos preferenci­almente em círculo ou semicírculo, caso o espaço assim o exija. Fora do círculo sentam-se os eventuais convidados não iniciados. Os padri­nhos deverão forçosamente ser yôgins.
Após uma rápida preleção, o Mestre Oficiante dá inicio à celebração entoando alegres mantras (vocalizações em sânscrito) com palmas, o que confere à cerimônia uma atmosfera descontraída.
Terminados os mantras, todos voltam suas mãos para o casal, envian­do-lhe votos de carinho duradouro, compreensão, ausência de posses­sividade, respeito pela individualidade e autêntico companheirismo.
Sob o comando do Mestre Oficiante, os convidados começam a voca­lizar o mantra ÔM contínuo, semi-sussurado, para que todos possam ouvir claramente todas as palavras que serão pronunciadas.
Ambos estendem as mãos sobre o fogo para purificá-las e torná-las dignas de tocar o parceiro.
Em seguida, cada um toca de leve com os dedos indicador e máximo nos lábios do outro, dizendo:
– Que teus lábios só pronunciem palavras de amor e compreensão.
Depois, cada qual toca os ouvidos, esquerdo e direito do parceiro (nesta ordem), dizendo:
– Que teus ouvidos só escutem de mim palavras doces e verdadeiras.
Por último, cada um toca no ájña chakra do outro, dizendo:
– Que teus olhos só vejam o carinho que existe em todas as minhas atitudes.
A Shaktí faz um prônam mudrá que é envolvido por um prônam mudrá pelas mãos do Shákta. O Mestre Oficiante transmite seu kripá ao casal. Encerra-se o mantra ÔM contínuo.
O Mestre Oficiante recebe das mãos dos padrinhos uma pombinha branca que possa voar. O casal toca a ave para transmitir-lhe seu afeto. O Mestre declara:
– Que o Amor e a Liberdade sejam o maior patrimônio da união que agora se formaliza.
Em seguida solta a pombinha. Ao mesmo tempo, uma explosão de palmas, manifestações de júbilo e de congratulações por parte de todos os presentes.
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11 de janeiro de 2005

Em Homenagem ao Meu Avô , que faria aniversário amanhã..

Meu Ideal Seria Escrever...
Rubem Braga

Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse "ai meu Deus, que história mais engraçada!".
E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre.
Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria "mas essa história é mesmo muito engraçada!".
Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aqueles pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse "por favor, se comportem, que diabo! Eu não gosto de prender ninguém!" .
E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês, em Chicago mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: "Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina".
E quando todos me perguntassem "mas de onde é que você tirou essa história?" eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: "Ontem ouvi um sujeito contar uma história...".
E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça que está doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.

"A traição das elegantes", Editora Sabiá - Rio de Janeiro, 1967, pág. 91.

9 de janeiro de 2005

Paciência, é uma arma para a convivência a dois, principalmente quando TODOS os elementos externos se impõe no nosso tempo de interelação. O amigo tal, o parente tal, o trabalho tal, a vontade de um de estar com o amigo, parente, no evento tal... Nem sempre o receptáculo escrotal aceital tal inchaço. Mas fazer o que, é com isso que se deve levar. O mais engraçado é que 20 minutos de "enfim, sós" tudo muda, tudo se colore, tudo é sonho.
Mas a vida é cheia de som e fúria, e 20 minutos é tudo que se tem á sós, as vezes :P

30 de dezembro de 2004

Fazem ANOS que eu não escrevo algo aqui. Que saudades!!!!! Queria muito poder voltar a exercitar essa faceta quebradiça de cronista virtual, mas nem acho que seria bom no atual momento. Primeiro, porque espero que no ano que vem nem tenha tanto tempo assim para sentar na frente de um pc e divagar. Segundo, o que mais me parecia insólito, utilizar essa ferramenta pra contar da minha vida para pessoas próximas mostra-se verossímil. Antes esse jornal era lido pelos amigos de fora do meu estado de residência, sim, mas era visitado por uma esmagadora patota carioca. Agora que fui de mala e cuia para São Paulo, percebo o quão frágil à companhia das pessoas que se dizem amigas pode se mostrar. Ou não se mostrar. Aliam, algumas vezes, desaparecer, evitar, sumir, fingir de morto. Ou pior, rumores, boatos e incongruência (inveja é um termo que eu odeio escrever, mas existe, não é?) que, claro, quem já tem a fama é deitado na cama e renegado ao um “gelo” ridículo, uma brincadeira de criança. Mas pensando bem, são crianças. Porque julga-las, então? :P
Aos trinta e dois anos começo cada vez mais a ver o quanto pode se distanciar o pensamento dos 20´s que ainda pensam como pré-adolescente. Deixo estes lá com suas puberdades tardias e passo a me preocupar com problemas reais e a curtir amizades antigas. Estas sim, são douradas, gloriosas e eternas. Tenho descoberto nos amigos já de longa data o prazer de ter a companhia de alguém que curte a sua essência, que mesmo que você mude TUDO em dez, vinte ou trinta anos, continua gostando de você por gostar, porque sempre gostou. E alguns novos, sim, mas que inspiram essa amizade antiga. Sem críticas e necessidades de auto-afirmação. Sem condenações por mudanças constantes, mas que pelo contrário, curtem descobrir as suas mudanças como se fossem delas e utilizam-nas sabiamente como exemplo.
Muitas revoluções a cada momento, muitas transformações pra regozijar. Mudança de cidade, de casa, de status social, adicionamento de família, de expectativas de vida e de estados de felicidade. Hoje estou no Rio, na casa da minha mãe, mas ciente da mudança, sentindo elas nos poros, e na felicidade de velar o sono da minha mulher. Ela dorme e descansa de nossas adversidades contra um mundo de limiares de umbrais que se seguem em nossa jornada, e que nos dão aquela fagulha de esperança saudosa de mais uma vez projetar na festa de reveillon uma vontade de crer em um aprimoramento de vida, de ser.
Na mão, uma aliança dourada fosca refletindo como um raio de luz de ouro bruto, em seu estado mais primitivo, solidificando nosso relacionamento aberto (sim, aberto e não hipócrita ou iludido, porém extremamente seletivo quanto aos possíveis fatores agregados)
No fundo do meu ser, uma vibração de contentamento absoluto que parece emanar da Mônada. Na boca, um leve sorriso. Boa noite 2004. Descanse relaxado.

14 de outubro de 2004

Arriscando a vida em SP, vamos ver...

24 de setembro de 2004

"Nascera com o dom de saber rir e a idéia de que a humanidade é doida."
Scaramouche - Rafael Sabatini

16 de setembro de 2004

Essa eu digitei do livro prum amigo que, por mais que nossos caminhos profissionais (e por isso, infelismente, pessoais) tenham se separado, jamais deixarei de ama-lo. Gostaria de ter certeza da reciproca, mas amor incondicional é assim mesmo.

"- Et quand tu seras sonsolé (on se sole toujours)tu seras content de m´avoir connu. Tu seras toujours mon ami. Tu aras envie de rire avec moi. Et tou ouriras parfois ta fenêtre, comme ça, pour le plaisir... Et tes amis seront bien étónnés de te voir rire en regardant le ciel. Alors tu leur diras: "Oui, les étoiles, ça me fait toujours rire!" Et ils te croiront fou. Je t´aurai joué un bien vilain tour..." Le Petit Prince, Antonie de Saint-Exupéry.

A tradução, bem, pagina 89 da edião em português. Não sei se vai servir de alguma coisa, mas também, quem se importa ? Só eu mesmo :P

14 de setembro de 2004

Frases retiradas de "anotações em aula do Michel", de Daniel Braga

Prática de Montagem O Beijo no Asfalto 24/5/2000
"O homem é o que faz, cria, constrói, estuda, lê."

"Disciplinar-se, estudar a sério o texto, sem distrações, para se divertir na hora do ensaio/teste/apresentação."

"Ninguém está botando uma arma na sua cabeça e dizendo: Vai fazer teatro!..Então, não complique, faça!"

"Ressalte os verbos do texto. Neles estão as ações da cena"

Workshop Ator Autor - 26/03/2001

" Ator Autor - Sensibilidade - Artista - Ser Ativo - Queima Energia- Transformá-la de passiva para ativa, da inércia para o dinamismo - Experiência imaginativa - instrumento sonoro - movimento e som - Energia do texto - Surpresa - Como se fala - Desejo de estar em cena"

Anotações como professor assistente da Oficina Miche Bercovitch
"Originalidade através da verdade cênica - Criação de cena a partir do ator - Dirigir-se a sí mesmo para encontrar o artístico "

" As outras artes tentam simular a musica. A dramaturgia de cena portanto pode ser vista como uma "partitura cênica" que decupamos em partes e etapas - Decupagem,.Unidade, Experimento, Repetição da Unidade, Colagem -Estudar as falas -observar o que elas escondem e o que realmente dizem e como dividir as emoções que passam por elas. Trabalhar também e muito com a ausência."

"Desejo visceral de estar em cena -> Expressão do ator -> Fazer com Arte, com estética, com beleza e prazer!"

"Linhas na cena conectam o ator á platéia e a contracena, onde ele precisa contar a historia sem gestos mecânicos, mas com verdade cênica, saboreando o texto”.

"Sentir é intuitivo, o importante é transmite para a platéia, através da entrega, do mergulho no texto e na cena""Eugene Barba: Dramaturgia é tudo que está em cena”

"O Ator deve experimentar o contrário, pois o ser humano é contraditório. Deslocar o pensamento, ampliar a percepção. Meio arte, meio loucura”.

"O Teatro é para o outro. Precisa ter contemplação, estética, simetria e comunicação. E precisa se combinar o “curtir” com a “coragem de fazer”"

"Ator é momento"!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

8 de setembro de 2004

A BORBOLETA AMARELA
Era uma borboleta. Passou roçando em meus cabelos, e no primeiro instante pensei que fosse uma bruxa ou qualquer outro desses insetos que fazem vida urbana; mas, como olhasse, vi que era uma borboleta amarela.
Era na esquina de Graça Aranha com Araújo Porto Alegre; ela borboleteava junto ao mármore negro do Grande Ponto; depois desceu, passando em face das vitrinas de conservas e uísques; eu vinha na mesma direção; logo estávamos defronte da A.B.I. Entrou um instante no hall, entre duas colunas; seria um jornalista? – pensei com certo tédio.
Mas logo saiu. E subiu mais alto, acima das colunas, até o travertino encardido. Na rua México eu tive de esperar que o sinal abrisse: ela tocou, fagueira, para o outro lado, indiferente aos carros que passavam roncando sob suas leves asas. Fiquei a olhá-la. Tão amarela e tão contente da vida, de onde vinha, aonde iria? Fora trazida pelo vento das ilhas – ou descera no seu vôo saçaricante e leve da floresta da Tijuca ou de algum morro – talvez o de São Bento Onde estaria uma hora antes, qual sua idade? Nada sei de borboletas. nascera, acaso, no jardim do Ministério da Educação? Não; o Burle Marx faz bons jardins, mas creio que ainda não os faz com borboletas – o que, aliás, é uma boa idéia. Quando eu o mandar fazer os jardins de meu palácio, direi: Burle, aqui sobre esses manacás, quero uma borboleta amare... Mas o sinal abriu e atravessei a rua correndo, pois já ia perdendo de vista a minha borboleta.
A minha borboleta! Isso, que agora eu disse sem querer, era o que eu sentia naquele instante: a borboleta era minha – como se fosse meu cão ou minha amada de vestido amarelo que tivesse atravessado a rua na minha frente, e eu devesse segui-la. Reparei que nenhum transeunte olhava a borboleta; eles passavam, devagar ou depressa, vendo vagamente outras coisas – as casas, os veículos ou se vendo –, só eu vira a borboleta, e a seguia, com meu passo fiel. Naquele ângulo há um jardinzinho, atrás da Biblioteca Nacional. Ela passou entre os ramos de acácia e de uma árvore sem folhas, talvez um "flamboyant"; havia, naquela hora, um casal de namorados pobres em um banco, e dois ou três sujeitos espalhados pelos outros bancos, dos quais uns são de pedra, outros de madeira, sendo que estes são pintados de azul e branco. Notei isso pela primeira vez, aliás, naquele instante, eu que sempre passo por ali; é que a minha borboleta amarela se tornava sensível às cores.
Ela borboleteou um instante sobre o casal de namorados; depois passou quase junto da cabeça de um mulato magro, sem gravata, que descansava num banco; e seguiu em direção à Avenida. Amanhã eu conto mais.
***
Eu ontem parei a minha crônica no meio da história da borboleta que vinha pela rua Araújo Porto Alegre; parei no instante em que ela começava a navegar pelo oitão da Biblioteca Nacional.
Oitão, uma bonita palavra. Usa-se muito no Recife; lá, todo mundo diz: no oitão da igreja de São José, no oitão do Teatro Santa Isabel... Aqui a gente diz: do lado. Dá no mesmo, porém oitão é mais bonito. Oitão, torreão.
Falei em torreão porque, no ângulo da Biblioteca, há uma coisa que deve ser o que se chama um torreão. A borboleta subiu um pouco por fora do torreão: por um instante acreditei que ela fosse voltar, mas continuou ao longo da parede. Em certo momento desceu até perto da minha cabeça, como se quisesse assegurar-se de que eu a seguia, como se me quisesse dizer: "estou aqui".
Logo subiu novamente, foi subindo, até ficar em face de um leão... sim, há uma cabeça de leão, aliás há várias, cada uma com uma espécie de argola na boca, na Biblioteca. A pequenina borboleta amarela passou junto ao focinho da fera, aparentemente sem o menor susto. Minha intrépida, pequenina, vibrante borboleta amarela! pensei eu. Que fazes aqui, sozinha, longe de tuas irmãs que talvez estejam agora mesmo adejando em bando álacre na beira de um regato, entre moitas amigas – e aonde vais sobre o cimento e o asfalto, nessa hora em que já começa a escurecer, oh tola, oh tonta, oh querida pequena borboleta amarela! Vieste talvez de Goiás, escondida dentro de algum avião; saíste no Calabouço, olhaste pela primeira vez o mar, depois...
Mas um amigo me bateu nas costas, me perguntou "como vai bichão, o que é que você está vendo aí?" Levei um grande susto, e tive vergonha de dizer que estava olhando uma borboleta; ele poderia chegar em casa e dizer: "encontrei hoje o Rubem, na cidade, parece que estava caçando borboleta".
Lembrei-me de uma história de Lúcio Cardoso, que trabalhava na Agência Nacional: Um dia acordou cedo para ir trabalhar; não estava se sentindo muito bem. Chegou a se vestir, descer, andar um pouco junto da Lagoa, esperando condução, depois viu que não estava mesmo bem, resolveu voltar para casa, telefonou para um colega, explicou que estava gripado, até chegara a se vestir para ir trabalhar, mas estava um dia feio, com um vento ruim, ficou com medo de piorar – e demorou um pouco no bate-papo, falou desse vento, você sabe (era o noroeste) que arrasta muita folha seca, com certeza mais tarde vai chover etc., etc..
quando o chefe do Lúcio perguntou por ele, o outro disse: "Ah, o Lúcio hoje não vem não. Ele telefonou, disse que até saiu de casa, mas no caminho encontrou uma folha seca, de maneira que não pode vir e voltou para casa."
Foi a história que lembrei naquele instante. Tive – por que não confessar? – tive certa vergonha de minha borboletinha amarela. Mas enquanto trocava algumas palavras com o amigo, procurando despachá-lo, eu ainda vigiava a minha borboleta. O amigo foi-se. Por um instante julguei, aflito, que tivesse perdido a borboleta de vista. Não. De maneira que vocês tenham paciência: na outra crônica, vai ter mais história de borboleta.
***
Mas, como eu ia dizendo, a borboleta chegou à esquina de Araújo Porto Alegre com a Avenida Rio Branco; dobrou à esquerda, como quem vai entrar na Biblioteca Nacional pela escada do lado, e chegou até perto da estátua de uma senhora nua que ali existe; voltou; subiu, subiu até mais além da copa das árvores que há na esquina – e se perdeu.
Está claro que esta é a minha maneira de dizer as coisas; na verdade, ela não se perdeu; eu é que a perdi de vista. Era muito pequena, e assim, no alto, contra a luz do céu esbranquiçado da tardinha, não era fácil vê-la. Cuidei um instante que atravessava a Avenida em direção à estátua de Chopin; mas o que eu via era apenas um pedaço de papel jogado de não sei onde. Essa falsa pista foi que me fez perder a borboleta.
Quando atravessei a Avenida ainda a procurava no ar, quase sem esperança. Junto à estátua de Floriano, dezenas de rolinhas comiam farelo que alguém todos os dias joga ali. Em outras horas, além de rolinhas, juntam-se também ali pombos, esses grandes, de reflexos verdes e roxos no papo, e alguns pardais: mas naquele momento havia apenas rolinhas. Deus sabe que horários têm esses bichos do céu.
Sentei-me num banco, fiquei a ver as rolinhas – ocupação ou vagabundagem sempre doce, a que me dedico todo dia uns 15 minutos. Dirás, leitor, que esse quarto de hora poderia ser mais bem aproveitado. Mas eu já não quero aproveitar nada; ou melhor, aproveito, no meio desta cidade pecaminosa e aflita, a visão das rolinhas, que me faz um vago bem ao coração.
Eu poderia contar que uma delas pousou na cruz de Anchieta; seria bonito, mas não seria verdade. Que algum dia deve ter pousado, isso deve; elas pousam em toda parte; mas eu não vi. O que digo, e vi, foi que uma pousou na ponta do trabuco de Caramuru. Falta de respeito, pensei. Não sabes, rolinha vagabunda, cor de tabaco lavado, que esse é Pai do Fogo, Filho do Trovão?
Mas essa conversa de rolinha, vocês compreendem, é para disfarçar meu desaponto pelo sumiço da borboleta amarela. Afinal arrastei o desprevenido leitor ao longo de três crônicas, de nariz no ar, atrás de uma borboleta amarela. Cheguei a receber telefonemas: "eu só quero saber o que vai acontecer com essa borboleta". Havia, no círculo das pessoas íntimas, uma certa expectativa, como se uma borboleta amarela pudesse promover grandes proezas no centro urbano. Pois eu decepciono a todos, eu morro, mas não falto à verdade: minha borboleta amarela sumiu. Ergui-me do banco, olhei o relógio, saí depressa, fui trabalhar, providenciar, telefonar... Adeus, pequenina borboleta amarela.
Rio, setembro de 1952
BRAGA, Rubem. A Borboleta Amarela. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1963. p. 170-176.

1 de setembro de 2004

ESSE É O MÊS! Apartir de hoje as coisas começam a mudar totalmente, o que estava bloqueado vai escoar. O que era rançoso vai ser retirado. Trablhos, mudanças, retorno e merecimento. Chegou a hora da virada. Chega de dividas, ultimatos, humilhações e de paciência. A hora é já, o momento é esse e ação é AGORA! Ale Jacta Est - A Sorte está lançada!

12 de agosto de 2004

Grato pela ajuda , amigos! Vou selecionar o texto! Viajo amanhã, só volto em duas semanas!
SwáSthya!

10 de agosto de 2004

Preciso de uma ajuda amiga: Tenho um teste pro dia 30, no qual devo fazer um monólogo de 1 minuto com um texto hiper hilário, bem coloquial, contemporâneo, bem atual mesmo, se se encaixe no meu perfil (30 anos + ou -, carioca) mas que não seja apelativo, escatológico, mas sim, de um humor fino (estilo Millôr, Verissimo ou algo como esses sitcoms que dê pra adaptar e tirar a linguagem americana) POR FAVOR, quem puder, envie para mim! Grato!

6 de agosto de 2004

Indo pra Sâo Paulo. Nunca com tempo pra escrever. MAs livre pra viver e amar. FUI!
(maldito Fotolog, seus bugs e banners!)

5 de agosto de 2004

Dia caótico ontem. De encontros e desencontros. Muita coisa deu errada, outras foram melhor que não dessem certa, e algumas deram, mas talvez, talvez fossem melhor que dessem erradas. COMPLEXO! Tudo porque alem de deixar o celular em casa, não consigo visualizar a bateria dele por um problema na tela, e nunca sei quando ela acaba! Pra quem eu revi, falei, ajudei e me ajudou, um beijo! Pra quem eu furei e deixei na mão, foi mal. AINDA vou ser o Multi-Homem dos Impossíveis!

4 de agosto de 2004

Hoje é um dia de trabalho como outro qualquer. Hoje vou fazer um teste como outro qualquer.

Preciso pensar assim, pra poder relaxar e gozar. Pra sair bem. Se eu repetir bastante até acredito. Preciso ficar atento e não deixar essa oportunidade passar.

3 de agosto de 2004

O Mestrão vai dar uma aula aberta hoje nai internet, imperdível! :P
Semana de ensaios!!!!! Muitos ensaios!!!!!!!!!! :)

30 de julho de 2004

Indo para São Paulo encontrar amor e amigos.
Retorno na segunda.
Degustem o fim de semana. :P

28 de julho de 2004

Minha crônica preferida de infância, altamente teatral, que sempre me fez sonhar com a  doçura que se escondia atrás da cara sisuda desse Velho Braga
Negócio de menino (março, 1964)
Tem dez anos, é filho de um amigo, e nos encontramos na praia:
— Papai me disse que o senhor tem muito passarinho...
— Só tenho três.
— Tem coleira?
— Tenho um coleirinha.
— Virado?
— Virado.
— Muito velho?
— Virado há um ano.
— Canta?
— Uma beleza.
— Manso?
— Canta no dedo.
— O senhor vende?
— Vendo.
— Quanto?
— Dez contos.
Pausa. Depois volta:
— Só tem coleira?
— Tenho um melro e um curió.
— É melro mesmo ou é vira?
— É quase do tamanho de uma graúna.
— Deixa coçar a cabeça?
— Claro. Come na mão...
— E o curió?
— É muito bom curió.
— Por quanto o senhor vende?
— Dez contos.
Pausa.
— Deixa mais barato...
— Para você, seis contos.
— Com a gaiola?
— Sem a gaiola.
Pausa.
— E o melro?
— O melro eu não vendo.
— Como se chama?
— Brigitte.
— Uai, é fêmea?
— Não. Foi a empregada que botou nome. Quando ela fala com ele, ele se arrepia todo, fica todo despenteado, então ela diz que é Brigitte.
Pausa.
— O coleira o senhor também deixa por seis contos?
— Deixo por oito contos.
— Com a gaiola?
— Sem a gaiola.
Longa pausa. Hesitação. A irmãzinha o chama de dentro dágua. E, antes de sair correndo, propõe, sem me encarar:
— O senhor não me dá um passarinho de presente, não?
Rubem Braga

21 de julho de 2004

Será que alguem ainda lê isso ??? :P
Teste! Teste! Teste! 1, 2, 3... Teste! ;P

29 de junho de 2004

Pense na vida como um prisma que se deixa banhar por uma límpida luz solar. Veja se projetar fachos de luz como vaga-lumes diurnos e pequenos arco-íris em torno. Se você tira o sol do prisma, ele para de brilhar e se torna opaco. Mas se você o leva a luz, o mexe, modifica, roda, brinca e observa com cuidado, ele lhe mostrara possibilidades de projeções e cores. Veja a vida pelo prisma iluminado.

18 de junho de 2004

Tanta correria e novidades, inumerar fica difícil, mas sempre dá pra colocar o sentimento da novidade em forma de letra de música:

Devo- Time Out for Fun

Hello
This is devo
We would like to say
Things go both ways
New ideas stupid moves
Nightmares or dreams come true
Mucho work minus play
Tension mounts in a twisted face
Dark clouds in the crystal ball
Tension mounts in a foreign place
The screw turns someone calls
Time out for fun!
So you’re living under the gun
Circumstances have you on the run
A doctor frowns you feel bad
Take this you’ve just been had!
Don’t you lose it now listen to us
Everything’s going to be all right
Take a break take some time
Everything’s going to be all right
Don’t you lose it remember to take
Time out for fun!
So your life has just begun
Somebody else is saying that it’s done
Nurses whisper others grin
Something’s funny at your expense again

5 de junho de 2004

Que viagem!!!!! Fui nesse site que faz uma analogia de uma foto sua com a de pessoas mundialmente famosas e olha a resposta licérgica que eu recebi aqui!

Hoje estamos com a peça de volta em cartaz até fim de Junho, prorrogaram o prazo da temporada

1 de junho de 2004

Momento Divulgação:
Prática III - Espaço Cênico

A Prática III do Projeto Prática 2004 é a terceira etapa deste projeto cuja primeira realização foi a peça Assim é se lhe parece, de Luigi Pirandello -

direção Michel Bercovitch e Mauro Ventura. A segunda etapa, Jogos de Massacre, de Eugène Ionesco está em fase de ensaio, e tem sua estréia marcada para 13 de julho no Teatro Ipanema - direção Michel Bercovitch e Flávio Pardal.

O processo da prática de montagem acontece num período de quatro meses, divididos da seguinte maneira:

1º e 2º mês: oficina de preparação do grupo, às segundas e quartas-feiras, das 19 às 22 horas, com técnicas de interpretação e improvisações e escolha do texto.

3º e 4º mês: ensaios, produção e estréia do espetáculo.

A direção do projeto é de Michel Bercovitch e a realização é da Companhia Prática de Teatro que, ao longo de nove anos produz teatro amador e profissional.

Aos interessados em participar desta produção:

Reunião aberta: Dia 02 de junho (próxima quarta-feira), às 19 horas Local: Espaço Cênico – Rua Conselheiro Lampreia, 175 – Cosme Velho
Informações: (21) 2265-1388
ou mande um e-mail para: companhia@pratica.art.br


FICAREMOS MAIS JUNHO EM CARTAZ!!!!!

Mais momento musical:

A Maçã (Raulzito)
Se esse amor
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor
Vai se gastar
Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais
Se eu te amo e tu me amas
E outro vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita é tua beleza
Como podes ficar presa
Que nem santa num altar
Quando eu te escolhi
Prá morar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais
Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero
Se eu te privo do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar

27 de maio de 2004

Tenho andado bem musical:

A modern-day warrior
Mean mean stride
Today's Tom Sawyer
Mean mean pride

Though his mind is not for rent
Don't put him down as arrogant
His reserve, a quiet defense
Riding out the day's events
The river

What you say about his company
Is what you say about society
Catch the mist, catch the myth
Catch the mystery, catch the drift

The world is the world is
Love and life are deep
Maybe as his skies are wide

Today's Tom Sawyer
He gets high on you
And the space he invades
He gets by on you

No, his mind is not for rent
To any god or government
Always hopeful, yet discontent
He knows changes aren't permanent
But change is

And what you say about his company
Is what you say about society
Catch the witness, catch the wit
Catch the spirit, catch the spit

The world is the world is
Love and life are deep
Maybe as his eyes are wide

Exit the warrior
Today's Tom Sawyer
He gets high on you
And the energy you trade
He gets right on to
The friction of the day

25 de maio de 2004

Aula aberta com o Mestre DeRose
Acesse o site www.uni-yoga.org.br
no dia 25/05 a partir das 20:30h

19 de maio de 2004

Você não me ensinou a te esquecer.
(Caetano Veloso)

Não vejo mais você faz tanto tempo,
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos,
Ganhar seus abraços.
É verdade, eu não minto.

E nesse desespero em que me vejo,
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro.

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar,
Prometo, agora vou fazer por onde
Nunca mais perdê-la.

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer,
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar.

Vou me perdendo,
Buscando em outros braços seus abraços,
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho.

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer,
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar.

E nesse desespero em que me vejo,
já cheguei a tal ponto
de me trocar diversas vezes por você,
só pra ver se te encontro.

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar,
Prometo agora vou fazer por onde
Nunca mais perdê-la.

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer,
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar.

Vou me perdendo,
Buscando em outros braços seus abraços,
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho.

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer,
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando te encontrar.

Vou me perdendo,
Buscando em outros braços seus abraços,
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho.

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer,
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar.

:(

16 de maio de 2004

Ontem tivemos mais pessoas para assitir a peça apesar do chuvão, que termina esse mês. Assistam (dúvidas, ler posts ateriores)

************

Essa vale a pena divulgar:
Aula de Yôga Antigo, o Swásthya Yôga, pela Internet!

***************

15 de maio de 2004

Ando com um sono que não é meu, mas também, ando sem tempo de praticar Yôga e de fazer qualquer excercício, deve ser o sedentarismo... O Teatro empresa e a peça vão bem, mas a corrida por outras coisas é que tá cansando.

O vício Orkut começa a recontaminar e a maior galera tá nessa parada... Divertido, divertido.

O que fazer quando o dinheiro do mês acaba no dia 15 ? Pedir um adiantamento pro relógio?


7 de maio de 2004

REESTREIA HOJE!!! MERDA!!!! :)
(VEJA POST ABAIXO)

************
Do meu primeiro Post no DEVA:
" Vamos estabelecer esse pacto? Eu escrevo coisas sem sentido, e vc passa por aqui, lê e se te interessar, volta,
sabendo que a qualquer momento, eu posso sumir. Não prometo regularidade, nem nomes, mas prometo escrever aqui vivencias autênticas...
E o que mais achar interessante escrever.... Quem sabe vc até se diverte um pouco?"
Paciência com isso aqui, leitores :)
*************************

6 de maio de 2004

O Mentiroso de volta agora no fim de semana!
Sextas e sábados as 21:00 e domingos as 20:30.
dez reais,estudantes e idosos pagam meia,com filipeta será oito reais.
Local:Café cultural do clube militar.
Rua jardim botânico,391 - jardim botãnico
Em frente ao parque lage.
80 pessoas por apresentação.

3 de maio de 2004

Em SP pra teste e outros até quarta!!!!
Mandem mensagem!!!!

1 de maio de 2004

DEEEEEEEEEEEEEEEEEEEPREEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE.........
qUE mELDA, tÁ tUDO tORTO E eRRADO... oH mEU sANTO eu, mE aJUDE! :/

29 de abril de 2004

Move your big toe! :)

Tarantino se superou

27 de abril de 2004

"Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
E em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente ...
Eu sei que vou te amar ...

E cada verso meu será pra te dizer ,
Que eu sei que vou te amar ,
Por toda a minha vida ...
Eu sei que vou chorar ,
A cada ausencia tua eu vou chorar ...
mas cada volta tua há de apagar ,
O que essa tua ausencia tua me causou ...

Eu sei que vou sofrer ,
A eterna desventura de viver ...
A espera de viver ao lado teu ,
Por toda a minha vida ..."

Vinicius e Jobim, pra você, Minha Parvati Linda

23 de abril de 2004

Como se não bastasse no Orkut encontrar aquelas pessoas que não se encontra mais e lugar algum, ser comido (longa historia!), ainda descbri que hoje é aniversário de um dos meu idolos de infancia, o Leo Jaime .... :)

**********

Começam a surgir trabalhos, projeto empresa, projeto escola.... Vamos indo!

20 de abril de 2004

Temporariamente, se você não está visualizando as imagens tente aqui :)

15 de abril de 2004

Hoje eu realmente não to sabendo lidar com os meus problemas. Enfim, também já cansei de pedir auxilio. Até porque todo mundo tem seus problemas, e nada mais justo que cada um cuide do que é seu. Mas hoje, espero que, somente hoje, eu não ia reclamar se algo caísse do céu. É bom até que eu passe por isso, para amanhã que amanhã eu possa perceber que as coisas não caem do seu, e mesmo se caia, eu não devo contar com isso. Para que eu possa “re-aprender” a manter a mente serena e resolver as adversidades com contentamento. Mas hoje, espero realmente hoje, uma mão amiga, uma alma despreocupada se faria necessária. Não posso contar com isso e também tenho deveres e preciso mostrar pra todo mundo que vale a pena perseguir os sonhos, não por dever mas porque quero. Mas hoje...

14 de abril de 2004

Ah, que imbecil que eu sou!
Fui entrar numa promoção da OI e acabei assinando um termo renovando meu contrato no meu Pós Pago Oi 40 em mais 12 meses.... Logo agora que eu ia trocar pra cartão!
Grrrrrrrrrrrrrrrrrr! Eu tava realmente muito abalado semana passada com a vida, mas dei mole! E com a ausência de trabalho fixo remunerado, vai ser foda sustentar mais essa
**********
Falando em trabalho, mais uma vez , pra ver se eu tiro tb algum com meu trabalho, pq não sou de ferro e não como ar:

O MENTIROSO de Carlo Goldoni
Direção: Márcio Fonseca
Segundas as 19hs
Só até 26 de abril (só mais duas apresentações!)
R$ 10,00 (quer desconto para amigo, me pergunte como)
Teatro SESI do Centro - Graça Aranha nº 1 - esquina com Santa Luzia, proximo a Cinelândia
Quem já foi e gostou:
Joakina , Florecita , 1B, Daní, Déia, Aline , Tod, Igor, Marcha, Campos, Micha, Jana, Cris Mello, Alan, Windblow, Sukita, e, é claro, as mocinhas bonitinhas ai de cima!
NÃO PERCAM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

13 de abril de 2004

Otima viagem, tudo de bom, pelo menos voltei mais felizinho.
*************
Só relembrando:
O MENTIROSO de Carlo Goldoni Direção: Márcio Fonseca Segundas as 19hs até 26 de abril R$ 10,00 (quer desconto para amigo, me pergunte como) Teatro SESI do Centro - Graça Aranha nº 1 - esquina com Santa Luzia, proximo a Cinelândia
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8 de abril de 2004

To indo pra SP comer ovinhos e ficar com a Parvati, conversar, namorar, decidir os novos rumos... Torçam por mim! :)

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Blog de amigas minhas

7 de abril de 2004

Tem dias que eu realmente queria dançar num clip do Fat Boy Slim, como o Weapon of Choice ou o Push the Tempo...

Correndo muito com os contatos de trabalho. Todo mudno me dá força pra continuar, indo nos meus espetáculos, conversando sobre o assunto comigo.

Não sei se sou o rapaz pelos quais os sinos dobram, mas, mesmo com essas coisas todas acontecendo, eu realmente tenho uma boa quantidade de luz e sorte as vezes.

Sapiência é uma coisa que mesmo adiquirida, tem que excercitar MUITO, porque é tão fácil , muito fácil, de ser esquecida.

5 de abril de 2004

Envidada pelo Thelmo Figueiredo, pra desestressar:




Um senador está andando tranqüilamente quando é atropelado e morre.

A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada.

-"Bem-vindo ao Paraíso! " diz São Pedro .

-"Antes que você entre, há um probleminha. Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você.

-"Não vejo problema, é só me deixar entrar ", diz o antigo senador.

-"Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte: Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.

-"Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz o senador.

-"Desculpe, mas temos as nossas regras. Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe. Ao fundo ele vê o clube na frente do qual estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado. Todos muito felizes em traje social. Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo. Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar. Quem também está presente é o Diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas. Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora.

Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Ele sobe, sobe, sobe e a porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ele. Agora é a vez de visitar o Paraíso. Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando. Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.

-" E aí ? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna. "Ele pensa um minuto e responde:

-"Olha, eu nunca pensei ... O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno."

Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno. A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo. Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos. O Diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do senador.

-" Não estou entendendo", gagueja o senador . "Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados. "O Diabo olha pra ele, sorri e diz:

-"Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto"




3 de abril de 2004

... E, é claro, a força que a galera tá me dando, também merece agradecimentos.
GG, Bea, Leo, Tato, Janja, Bebel, Nobru, Tod, Nicka, Cris, Lipe... Tantos que até fica dificil de me sentir sozinho nesses momentos. Brigadaço, vcs moram todos no meu coração, ao lado do Trono de flores da Minha Parvati Linda :)

2 de abril de 2004

Nessas horas de baixa estima é bom ler cartas, lembretes, cartões dos amigos pra você lembrar de certas coisas suas que você pode nem mais saber que um dia teve.
Essa homenagem do Tato ao RbN é, no minimo, uma das coisas masi belas que eu já lí sobre a capacidade (ou teimosia) que eu possuo de perseguir meus sonhos.
" Procure me amar quando eu menos merecer, porque é quando mais preciso."
Provérbio Sueco

1 de abril de 2004

OZZY IS DEAD!!!!

31 de março de 2004

Péssimo isso, eu me precipitei muito, fiz tudo por impulso e agora estou nessa situação , deixando as pessoas preocupadas e principalmente, deixando a minha linda numa situação constragedora
Ai, eu queria sumir agor, logo agora, que tenho que batalhar mais. :(

30 de março de 2004

Adiamos.. :(

26 de março de 2004

Só pra tirar o stress

25 de março de 2004

O Grande dia está chegando.... Muitos problemas pra conciliar, o almoço após o cartório vai ser apenas para poucas pessoas, estamos sem previsão de viagem, mas o que mais importa é o fato de nos amarmos e querermos casar e estar juntos, mesmo em face a todas dificuldades.

Quem quiser nos dar esse presente, ainda está em tempo :)

23 de março de 2004

Como diria meu amigo Saks´s Tyler
Agora sim, não falta muito pra alguem rebotar a internet...
Temporariamente esse blog está sem imagens.
Estamos trabalhando para concertar isso
Enquanto isso, fique com nossa programação cultural

Zucca Produções apresenta :
O MENTIROSO de Carlo Goldoni

Direção: Márcio Fonseca

Segundas as 19hs até 26 de abril

R$ 10,00 (amigo paga meia, avisem antes!)

Teatro SESI do Centro - Graça Aranha nº 1 - esquina com Santa Luzia, proximo a Cinelândia
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Muito feliz de estar apresetando essa coédia finalmente. Os trabalhos de estudo sobre os tipos da Commedia dell'arte e o começo dos ensaios já fazem muito tempo e tivemos um periodo grande antes de realmente entra em cartaz. Vale a pena conferir....
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Sinopse:
Lélio Bisognosi, hábil mentiroso e filho de Pantaleão chega a Veneza acompanhado de seu criado Arlequim e acaba se metendo em grandes confusões ao decidir cortejar as duas filhas do Doutor Balanzoni: Rosaura, paixão secreta do jovem Florindo Aretusi, pupilo estudante de medicina do Doutor, e Beatriz, irmã mais nova de Rosaura pretendida de Otávio, honrado cavaleiro padovano. Com muitas armações e aproveitando-se das demonstrações sigilosas de afeto de Florindo - Lélio consegue despertar o amor de Rosaura com muitas mentiras e enormes confusões.
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Se vocês não notaram o Doutor Balanzoni sou eu :)
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18 de março de 2004

De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não
ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa
iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. O
rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea.

Itso é poqrue nós não lmeos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

Vdaerde!

Arçabo...

17 de março de 2004

Ou não, na verdade, eu adoro esse blog... Pena que ele tá uma zona.
Mas tá tudo confuso hoje em dia, só meu espetáculo e amor tão bem, então, foda-se o resto.

16 de março de 2004

Acho que vou aposentar esse blog, por enquanto, mas atualizo vcs quando rolar o casório

8 de março de 2004

O QUE FOI NOKIA TRENDS ONTEM?????? E MELHOR, DEPOIS, PUSH THE TEMPO! :)

5 de março de 2004

É revoltante essa coisa das pessoas que perdem o tempo da vida delas pra tentar sabotar a felicidade alheia, e pior de quem acha que está fazendo algum favor divino de "abrir os olhos dos cegos apaixonados" quanto as "verdades" .
São pessoas infelizes que, por assim o serem, acham que podem ensinar algo pra quem parece estar iludido de amor, quando na verdade inconsciente está apenas querendo arrastar os outros pra sua miséria.
Isso é vergonhoso!

Tem que ficar muito esperto pra não cair nessa armadilha, e as vezes, essa pessoas pegam nos pontos fracos.
Continua a saga de procura de apê, pois dauqi a menos de um mês eu me caso.
A temporada do O Mentiroso se encerrou no Miguel Fallabela, mas agora passa a ser as segundas as 19hs no SESI do Centro, quem quiser ir na estreia, me avisa poreu colocar na lista, já durante a temporada, num rola convites :)

20 de fevereiro de 2004

SONETO

E quando nós saímos era a Lua,
Era o vento caído e o mar sereno
Azul e cinza-azul anoitecendo
A tarde ruiva das amendoeiras.
E respiramos, livres das ardências
Do sol, que nos levara à sombra cauta
Tangidos pelo canto das cigarras
Dentro e fora de nós exasperadas.
Andamos em silêncio pela praia.
Nos corpos leves e lavados ia
O sentimento do prazer cumprido.
Se mágoa me ficou na despedida
Não fez mal que ficasse, nem doesse -
Era bem doce, perto das antigas.

(Rubem Braga-1947)

19 de fevereiro de 2004

Sempre bom relembrar:
" Eu amo os atores nas suas alucinantes variações de humor, nas suas crises de euforia ou depressão. Amo o ator no desespero de sua insegurança, quando ele, como viajor solitário, sem a bússola da fé ou da ideologia, é obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente, procurando no seu mais secreto íntimo afinidades com as distorções de caráter que seu personagem tem. E amo muito mais o ator quando, depois de tantos martírios, surge no palco com segurança, emprestando seu corpo, sua voz, sua alma, sua sensibilidade para expor sem nenhuma reserva toda a fragilidade do ser humano reprimido, violentado."

Eu amo os atores - Plínio Marcos

18 de fevereiro de 2004

Olha o grande Gondim! (Não que o irmão dele seja pequeno, mas enfim) ;)

17 de fevereiro de 2004

Finalmente, alguem falou o óbvio ululante!

Arnaldo Jabor


Tucanos e sapos barbudos tinham de se unir
(Publicado em 17 de fevereiro de 2004 - Segundo Caderno do O Globo)

Este artigo é sobre nada. Não que eu não tenha assunto, pois prometi a mim mesmo que nunca começaria um texto na base do: “Estou diante da página branca...” Jamais usarei esse artifício de escrever sobre a dificuldade de escrever. Meu problema é outro: estão acontecendo coisas demais no Brasil, só que elas são nada. Paralisado por dívidas pavorosas, o governo do Lula fica diante do nada. E nada acontece. Agora, vamos assistir ao longo processo de desgaste de José Dirceu, por conta desse incidente vagabundo de um assessor. Vem tudo de novo que já vimos no governo de FHC, quando, por causa de uma besteira no caso Sivam, tiraram do governo o mais competente gerente da questão agrária e, por causa dos ridículos diálogos gravados no caso das teles, impediram a retomada do “desenvolvimentismo” no BNDES. É a máquina do atraso trabalhando para manter o Mesmo.

No Brasil, todos sabem que é impossível fazer política sem acordos sujos, sem favores sórdidos. Mas muitos reagem como se o país fosse uma “Suécia” utópica.

Há tempos, o prof. Gianotti ousou falar o que Maquiavel tinha escrito há 500 anos e foi crucificado, pois estaria “defendendo a falta de ética na politica”... Claro que episódios como o de Celso Daniel e esse agora são casos sombrios. Mas não são a regra do partido.

A maior novidade dos governos de FHC e de Lula foi justamente que, em vez de chafurdarem gostosamente no lodo, como sempre fizeram outros governos, buscam uma renovação ética. Os dois presidentes tratam a escrotidão fisiológica do país pragmaticamente, tentando governar com o país possível. Seu erro é que dois homens progressistas governaram, um com o apoio de ACM, outro com Sarney, e nunca se uniram. Como explicar isso? Ao contrário, nunca vimos uma oposição tão ferrenha como a do PT contra FHC. Temiam que o FHC tirasse o papel de “emissário do deus socialista” que seria do Lula; daí, o ódio dos sacerdotes do PT e da academia, por inveja e rancor, pois também precisavam da sagração do operário, o mito sexual da USP. Agora, que Lula virou realidade, perdeu carisma e é o amargor da pizza dos intelectuais.

O óbvio ululante

O Ibope começa a mostrar a decepção do povo, apesar dos bonés de Lula dançando xaxado, e começa a aparecer a realidade terrível: o atraso do país, a rede de burrice e despreparo político é mais resistente que qualquer governante.

Ninguém vê o óbvio ululante: FH e Lula subiram ao poder num tempo de “aporia” política, num tempo em que ninguém sabe o que fazer, nem aqui, nem no exterior. Os idiotas ociosos acham que os presidentes agem pouco por escolha. Será que não vêem que somos um país encalacrado num déficit mortal, com regras leoninas do FMI? O FH, por ser mais flexível que os ideólogos do PT, ainda realizou gestos de modernização do patrimonialismo oligárquico.

O PT tem mais dificuldade, pois tem a nostalgia bolchevista na alma, sem muita fé na democracia “burguesa”.

FH privilegiou a prática e esqueceu a “ideologia”; Lula tem ideologia e pouca prática. Tirando o “núcleo duro” que, graças a Deus, mantém o feijão-com-arroz da macroeconomia, o governo está paralisado diante do que fazer. Fica aparelhando o Estado e marcando grupos de estudo e Conselhos.

Enquanto isso, o país do atraso vai roendo os petistas no poder. Os grandes ladrões públicos se regozijam com esse escândalo que irrompeu com o assessor do “bolchevista sem causa” Zé Dirceu, que, digam o que disserem, é um progressista com o desejo de melhorar o país. Políticos que sempre pensaram em vantagens resolvem bancar prostitutas escandalizadas e pedem a cabeça dos social-democratas confusos diante da tal “terceira via”, que ninguém sabe onde é. Foi assim com FH e agora será com o Lula. Um udenismo malsão e hipócrita quer escangalhar a máquina do poder.

Os dois inimigos

O governo atual tem dois inimigos: os idiotas de esquerda e os espertos de direita. Enquanto os reacionários tramam a volta da zorra total, os idiotas da “esquerda pura” não agüentam a ausência da esperança que o socialismo prometia. Por isso, buscam certezas a qualquer preço. Essa gente tem o estranho desejo de conhecer a catástrofe, pois acham que ali, no fragor da uma grave crise, haveria a aparição da “realidade”, finalmente a revelação de uma “verdade”. Uma grande crise pode nos levar a um “chavismo” caótico, que seria pretexto para se desfazer a democracia institucional e dar poder a uma direita entreguista, essa sim, brutalmente “neoliberal”.

A verdade é que ninguém sabe como manter esse gigante solvente, pagando as contas, com credibilidade e, ao mesmo tempo, se desenvolvendo. É uma equação com 20 incógnitas e não temos aparato ideológico ou programático para resolvê-la. O governo Lula é tão atípico que gera uma dificuldade conceitual para ser avaliado. Tudo fica muito experimental, pois nosso repertório e código teóricos não dão conta desse ineditismo político. Ainda trabalhamos com conceitos que caducaram. Num debate entre “monetaristas” e “desenvolvimentistas” ninguém tem certeza de nada, fica tudo numa zona cinzenta de “achismos” e profecias emocionais. Assim, só resta o bate-boca ideológico: fulano diz que sicrano é reacionário e que beltrano traiu, e beltrano reage acusando fulano de alienado. É um passatempo, pois, enquanto os tucanos e sapos-barbudos debatem se “penico de barro dá ferrugem”, o país se afunda em impossibilidades reais, roído pelos dentes podres de podres poderes. A oposição que o PT fez a FH por oito anos foi um dos maiores erros históricos do Brasil, foi a grande oportunidade perdida. Será que isso vai se repetir? FH clamava por apoio que nunca veio em oito anos. O Lula já falou em “união com o PSDB”. Seria essencial para o país, mas a burrice vence sempre. Sei que sou um pobre romântico, mas por que isso não poderia acontecer?

Poderia, Jabor. Poderia, deveria e eu sinceramente queria.
A mulher fala perfeitamente tudo que vc escreve!
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Lembrando:
ATÉ 3 DE MARÇO:
O MENTIROSO de Carlo Goldoni

Direção: Márcio Fonseca

De 3 de Fevereiro a 3 de Março
(Terças e Quartas) as 20:00 Hs

Teatro Miguel Falabella - Norte Shopping

Entrem em contato para conseguir convites! :)

16 de fevereiro de 2004

Lembrando:
ATÉ 2 DE MARÇO:
O MENTIROSO de Carlo Goldoni

Direção: Márcio Fonseca

De 3 de Fevereiro a 3 de Março
(Terças e Quartas) as 20:00 Hs

Teatro Miguel Falabella - Norte Shopping

Entrem em contato para conseguir convites! :)

12 de fevereiro de 2004

Nem sempre se concegue agradar, mesmo gregos, troianos, espartanos e cretenses.
Algumas besteiras que viram problemas sempre dificultam as coisas, mas não é por isso que se deve desistir de algo.
Nossa, como eu queria poder estar tranquilo nas pequenas coisas pra as grandes eu resolver com mais disposição.
Enfim, tocamos o barco pra vencer a tempestade e curtir a viagem. Pois do mundo nada se leva :)

11 de fevereiro de 2004

Espetáculo lotando, muito bom, super divertido.... quem quiser, me avise que eu to com uma boa facilidade de conseguir convite (leia posts abaixo sobre a peça)
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Casamento também sendo agitado, muiot legal essa coisa de dividir, péssima a burocracia brasileira. :)

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Convites, negócios, oportunidade, vem tudo de uma vez só. Aguardem!

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Saudade de ter tempo de escrever, mas feliz de estar bem ocupado. Saudades dos meus amigos de intenet, (ICQ, MSN, Flog, Blog) Saudades....

3 de fevereiro de 2004

É HOJE!!!!!!!!!!!
Veja post abaixo!

30 de janeiro de 2004

*Momento Propaganda 2*
MEU ESPETÁCULO:

Zucca Produções apresenta :
O MENTIROSO de Carlo Goldoni

Direção: Márcio Fonseca

De 3 de Fevereiro a 3 de Março
(Terças e Quartas) as 20:00 Hs

Teatro Miguel Falabella - Norte Shopping

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Muito feliz de estar estreiando essa Comédia finalmente. Os trabalhos de estudo sobre os tipos da Commedia dell'arte e o começo dos ensaios já fazem muito tempo, e tivemos um periodo grande antes de realmente entra em cartaz. Vale a pena conferir....
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Sinopse:
Lélio Bisognosi, hábil mentiroso e filho de Pantaleão chega a Veneza acompanhado de seu criado Arlequim e acaba se metendo em grandes confusões ao decidir cortejar as duas filhas do Doutor Balanzoni: Rosaura, paixão secreta do jovem Florindo Aretusi, pupilo estudante de medicina do Doutor, e Beatriz, irmã mais nova de Rosaura pretendida de Otávio, honrado cavaleiro padovano. Com muitas armações e aproveitando-se das demonstrações sigilosas de afeto de Florindo - Lélio consegue despertar o amor de Rosaura com muitas mentiras e enormes confusões.
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Se vocês não notaram o Doutor Balanzoni sou eu :)
Entrem em contato os amigos para conseguir convites! :)

29 de janeiro de 2004

*Momento Propaganda 1*
Aguarde dados sobre MEU ESPETÁCULO.... Agora, show produzido por uma amiga:

Tándava - Mantra & Piano
show com Gabriel Reznik

no Mistura Fina da Lagoa
dia 1 de fevereiro de 2004
20:30h - R$15,00

Informações: 2286-5229
Universidade de Yôga - Unidade Botafogo
Rua Conde de Irajá, 340

TÁNDAVA é o nome do projeto que surgiu através da União Internacional de Yôga e do pianista Gabriel Reznik. Tem como objetivo combinar, em um espetáculo musical, a força ancestral dos mantras, da percussão dos tambores, das vozes e das fortes harmonias rítmicas do piano. Ao mesmo tempo, a estrutura desta combinação deixa lugar para que o piano realize improvisações rítmicas e melódicas sobre a estrutura dos mantras, o que permite ao ouvinte participar de forma ativa, vocalizando os mantras, ou simplesmente desfrutando das improvisações do piano.

TÁNDAVA representa uma das várias danças de Shiva, o bailarino, criador mitológico do Yôga. Mantras são combinações vocálicas que atuam diretamente no corpo humano. Eles são capazes de produzir as mais variadas transformações através de sons e ultra-sons inerentes à língua sânscrita, a partir da qual foram elaborados há milhares de anos.

Podem servir para relaxar, energizar, tonificar, sedar, mas, principalmente, servem para levar aquele que os vocaliza ao estado de meditação ou outros mais avançados. A prática de mantra é uma técnica sem conotação mística ou religiosa. Nesse trabalho, utilizam-se os mantras do tipo kirtan, de natureza alegre e extroversora.

Gabriel Reznik nasceu no ano de 1977, em Buenos Aires, Argentina. Começou seus estudos musicais desde muito cedo, aprendendo com professores de piano e de distintas áreas da música. Aos 16 anos já estava dedicando-se profissionalmente à música, tocando piano e teclado, e dando aulas. Pouco tempo depois que começou a sua formação no repertório da música clássica, já se voltou ao mundo do jazz e do tango. No ano de 1997, começou uma viagem por vários países do mundo, o que lhe permitiu, ao longo de quase dois anos, conhecer as distintas tradições musicais de cada país. Da mesma maneira, pôde criar e confirmar o seu próprio estilo, em cada lugar em que se apresentou.

No ano 2000, travou contato com a União Internacional de Yôga em Buenos Aires. Sob a orientação do professor Edgardo Caramella, presidente da Federação de Yôga da Argentina, começou a praticar Swásthya Yôga e a vocalizar os mantras, que fazem parte desta prática milenar.

A partir destas vivências, começou a criar um estilo musical unindo a força dos estilos telúricos com a criatividade das improvisações provenientes do jazz. Isto deu como resultado um estilo musical que é, a um só tempo, enérgico e suave, melódico e rítmico, que permite que o piano cante e manifeste ao mesmo tempo, com ou sem acompanhamento vocal, a forte essência dos mantras.

Os que têm a posibilidade de participar de TÁNDAVA- Show de Mantra & Piano nunca se esquecem desta vivência, na qual se combinam de forma nova e prazerosa uma prática de mantras e uma viagem musical, acompanhada por piano, tabla (instrumento de percussão indiano) e vozes.

TÁNDAVA- Show de Mantra & Piano acontecerá no Mistura Fina da Lagoa, dia 1 de fevereiro de 2004, a partir das 20:30h.

28 de janeiro de 2004

Você vai me Seguir
(Chico Buarque e Ruy Guerra)

Você vai me seguir aonde quer que eu vá
Você vai me servir, você vai se curvar
Você vai resistir, mas vai se acostumar
Você vai me agredir, você vai me adorar
Você vai me sorrir, você vai se enfeitar
E vem me seduzir
Me possuir, me infernizar
Você vai me trair, você vem me beijar
Você vai me cegar e eu vou consentir
Você vai conseguir enfim me apunhalar
Você vai me velar, chorar, vai me cobrir
E me ninar, me ninar, me ninar, me ninar, menina, menina...

27 de janeiro de 2004

De volta, agora np ritmo de estreia (terça, dia 3 )
Colocando as fotos da viagem no Flog
E cheio de coisinhas pra fazer
Quero colocar meu roteiro de Rapa Nui aqui pra constar quando tiver um tempo de respirar :)

19 de janeiro de 2004

Bom, mal cheguei, já to indo pra SP.
Quarta to ai, e conto a viagem pra Rapa Nui e Santiago. :)

18 de janeiro de 2004

Voltei, depois conto TUDO, muita coisa da viagem, mas agora tenho que correr atras de um bando de problema e principlamente, de soluções. :)

10 de janeiro de 2004

Saio em jornada para Rapa Nui, em busca da verdade :)
Volto no outor domingo, 18
Dai começo a ensaiar em ritmo acelerado pra estreia dia 3 de fevereiro
Fiquem bem, amigos :)

BEIJOS, MINHA PARVATI LINDA! :)

8 de janeiro de 2004

Como é difícil sair do estático... Mas beleza, vamos nessa, com "desapego e diligencia" :)

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Momento propaganda (essa eu indico):

Teatro

Susanna Kruger

Shakespeare – cenas, solilóquios e canções

Atualmente os atores estão muito voltados a atingir sempre um resultado inovador, criativo, e isso faz com que muitas vezes se resolva uma cena sem que ela tenha sido realmente feita. Esse fenômeno se dá pela pouca importância atribuída às palavras como meio principal do teatro. E a descoberta do que se deve fazer antes de dizer a fala. Esse momento que antecede à fala é onde fazemos teatro. E, quando esse trabalho acontece, o corpo responde imediatamente de forma harmônica, trazendo à tona o que é necessário expressar.

Tendo cenas, solilóquios e canções de Shakespeare como ponto de partida, vamos desenvolver um breve estudo dessa alquimia: a palavra e o corpo na cena do ator.

Horários:

Terças e quintas-feiras das 16 às 18:30 horas

início: 06/01/2004

término: 19/02/2004

Local: Porão da Casa de Cultura Laura Alvim

Sete semanas – 14 aulas (35 horas)

R$ 320,00 ou 2 x 160,00

Terças-feiras das 18:30 às 21:30 horas

início: 06/01/2004

término: 17/02/2004

Local: Porão da Casa de Cultura Laura Alvim

Sete semanas – 7 aulas (21 horas)

R$ 290,00 ou 2 x 145,00
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Outro dia estava numa discussão inflamada sobre pena de morte e não parava de pensar nas sábias palavras do Mago Gandalf retrucando o argumento de Frodo que Gollum merecia morrer:

"Merecia! Ouso dizer que sim. Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. Você pode dar-lhes a vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém à morte. Pois mesmo os muito sábios não conseguem ver os dois lados. "

As pessoas que defendem a pena de morte no Brasil acham que a coisa pode melhorar com isso, por coagir um criminosos a não cometer crimes esquecem que essa medida não resolve o problema da impunidade e provavelmente só pioraria as coisas, pois os bodes expiatórios seriam executados e quem consegue escapar de cadeia consegue muito mais facilmente escapar de pena de morte. Eu acredito sim, em educação e trabalho forçado. Viagens minhas...

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Estréio a peça "O Mentiroso" dia 3 de fevereiro .... terças e quartas no Teatro Miguel Falabella... depois conto detalhes

5 de janeiro de 2004

Mandada pelo GG:O que NÃO fazer quando for assisitir LOTR3 - O Retorno do Rei:

4 de janeiro de 2004

Bom, agora é oficial:
Estou Noivo! :)
Noivo e feliz :)))))
Passamos dias maravilhosos juntos em SP e no Rio, e hoje ela voltou pra sua casa em Moema, mas ela levou meu coração e meus pensamentos. Te amo Minha Parvati Linda ;)

Agora é pensar no trabalho e sonhar com quando nos veremos de novo, em fevereiro ;)
Mês de meter a cara em tudo que é lugar até conquistar meu lugar ao sol, chega de anonimato, preguiça e estática.
Way to go! ;)


3 de janeiro de 2004


PARA SER GRANDE, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

Fernando Pessoa

Feliz Ano Novo!

25 de dezembro de 2003

BOAS FESTAS!!!!!!
ANO QUE VEM TEM MAIS!!!!!!! :)

19 de dezembro de 2003

Volto esse sábado 20 de noite pro Rio!

15 de dezembro de 2003

Estarei em SP até sábado.
Deixem e-mails.
(Estou com o MSN e o ICQ abertos no Rio, NÂO deixem mensagens lá) ;)

10 de dezembro de 2003

Aos casados a muito tempo,
Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar,
Aos que pensam em voltar...

Reflitam!

Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no
ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga, ainda que hoje quase
todos tenham tanto medo de se entregar ao amor. Tudo o que todos querem é
amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras.
Que nos faça entrar em transe. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa,
cantarolar no trânsito engarrafado. Tem algum médico aí? Depois que acaba
esta paixão retumbante, sobra o que? O amor. Mas não o amor mistificado, que
muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos
conhecemos, o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo o
mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de
amor, assim como não existem três tipos de
saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como
qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre homem e mulher não há laços de sangue, a
sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de
durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança
em cobrança, ou de machucadas em machucadas acabamos por sepultar uma
relação que poderia ser eterna. Amo você para lá, amo você para cá. Lindo,
mas insustentável. O sucesso de uma relação exige mais do que declarações
românticas. Entre duas pessoas que resolvem se amar, tem que haver muito
mais do que amor. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito. Respeito
ao outro. Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Muita
paciência. Amor, só, não basta. Não pode haver competição. Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente
combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de
carência, infantilidades. Tem que saber levar. Amar, só, é pouco. Tem que
haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões
pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar. Tem que
ter disciplina, dar exemplo, não gritar! Tem que ter um bom psiquiatra. Não
adianta, apenas, amar. Entre casais que se unem visando à longevidade da
relação tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida
própria, um tempo para cada um. E muito tempo para os dois juntos. Tem que
haver confiança. Uma certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer
de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa,
necessariamente, fusão. E que amar, 'solamente', não basta. Entre homens e
mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé
no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar
para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas não
é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor
que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele
próprio não se basta. Um bom amor aos que já têm! Um bom encontro aos que
procuram! E felicidades a todos nós!

(por Arthur da Tavola, enviado para mim pela Minha Parvati Linda)

7 de dezembro de 2003

Momento Divulgação I
BR DISTRIBUIDORA apresenta

Leitura de Textos Teatrais Autores Brasileiros Contemporâneos

"Às vezes é preciso usar um punhal para atravessar o caminho" de Roberto Alvim
com Armazém Companhia de Teatro
atores convidados: Simone Spoladore Felipe Grinnan Hugo Damatta Mariana Guimarães Taís Tedesco Thiago Magalhães

09 de dezembro - terça-feira - 20h Fundição Progresso - Espaço 8 (Rua dos Arcos - Lapa - Rio de Janeiro) ENTRADA FRANCA

realização: Armazém Companhia de Teatro
********
Momento Divulgação II
A partir da primeira semana de dezembro, a equipe da Unidade Botafogo da Universidade de Yôga estará ministrando práticas de Swásthya Yôga na Lagoa, em frente ao Paque da Catacumba. Todo domingo, às 10h.

O Swásthya Yôga é uma prática vigorosa, indicada para pessoas jovens e dinâmicas. Contamos com a sua presença!

Maiores informações: Unidade Botafogo - Rua Conde de Irajá, 340. Tel: 2286-5229

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Um Weekend delicinha, a dois, acima das nuvens - entre quatro paredes! Tô contente a beça! :)
O resto não importa. ;)

3 de dezembro de 2003

Aparentemente sou uma pessoa paciente, mas tem um tipo de comportamento que me enraivece... a da pessoa que tem preguiça de ler.

Não querer ler algo porque não quer é uma coisa, mas a pessoa não ler por preguiça é de morte. Essa mesma pessoa não tem preguiça de assistir aquelas novela mastiga cérebro, ou de assistir os mesmo comerciais, ouvir as mesmas musicas na rádio ou ler (isso mesmo, LER) um e-mail sobre festa e piadas. Mas ela tem preguiça de ler “coisas sérias”. Bom, vamos começar a rever o conceito do que é sério, do que é legal, do que é útil, do que é entretenimento, do que é inútil e do que é boçal. Depois, a pessoa passa HORAS conversando num programa de mensagem instantânea e quando alguem sugere “acho que você devia ler isso” ela fica com preguiça de ler!!!!!!! Que isso? Falta de consciência ? mas você não estava lendo o que a outra pessoa ta dizendo? Ler mais num mata ninguém. Se não se quer ler algo, se diz “Ó, num quero ler sobre isso não, acho chato/inútil/absurdo/dogmatico/careta/abstrato/retardado...”
mas preguiça de ler ????????????

Deu pra reparar que eu fiquei revoltado :)

2 de dezembro de 2003

Sempre vale a pena repetir, quando é bom:

The Kid - Someone tell me.
Why it feels more real when I dream than when I am awake?
How can I know if my senses are lying ?

Neo - There is some fiction in your truth,
and some truth in your fiction.
TO KNOW THE TRUTH, YOU MUST RISK EVERYTHING.

The Kid - Who Are you ?
Am I alone?

Neo - You are not alone.

Animatrix - The Kid's Story

1 de dezembro de 2003

Muito bom esse espetáculo
Texto fenomenal do pai da Batella
Direção do Domingos simples e genial
E toda a beleza da interpretaçã da Fernanda Torrea sem as vulgaridades dos Normais.

28 de novembro de 2003

Ouvi essa musica nesse fim de semana passado fiquei com ela na cabeça.. Cara, como eu gostava dessa musica quando era adolecente (podem chigara a vontadem fazer o que, eu era um cara inocente...)

WILD BOYS (Duran Duran)

Wild Boys, Wild Boys, Wild Boys
Wild Boys
Wild! (wild)
Boys! (boys)

The wild boys are calling on their way back from the fire
In august moon's surrender to a dust cloud on the rise
Wild boys fallen far from glory, reckless and so hungered
On the razors edge you trail because there's murder (murder)
By the roadside in a sore afraid new world

They tried to break us, looks like they'll try again

Wild boys.. never lose it
Wild boys.. never chose this way
Wild boys.. never close your eyes
Wild boys.. always shine


You got sirens for a welcome, there's bloodstain for your pain
And your telephone been ringing while you're dancing in the rain
Wild boys wonder where is glory where is all you angels
Now the figureheads have fell?
And lovers war with arrows over secrets they could tell

They tried to tame you, looks like they'll try again

Wild boys.. never lose it
Wild boys.. never chose this way
Wild boys.. never close your eyes
Wild boys.. always shine

26 de novembro de 2003

(...)
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima
por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer... Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida
não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo,
falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os
que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente
não faz amigos, reconhece-os.

(Vinícius de Moraes)

25 de novembro de 2003

Código de ética do yôgin

I. AHIMSÁ – a não-agressão
II. SATYA – a verdade
III. ASTÊYA – não roubar
IV. BRAHMÁCHARYA – a não dissipação da sexualidade
V. APARIGRAHA – a não possessividade
VI. SHAUCHA – a limpeza
VII. SANTÔSHA – o contentamento
VIII. TAPAS – auto-superação
IX. SWÁDHYÁYA - o auto-estudo
X. ÍSWARA PRANIDHÁNA – a auto-entrega

"Conheceis a história. Por isso nós a diremos de novo. Todas as coisas já foram ditas, mas como niguém as escuta, é preciso recomeçar sempre. " Gide - O Tratado de Narciso.

20 de novembro de 2003

Detrás de cada rico há um diabo e detrás de cada pobre existem dois diabos
Provérbio suiço citado por Jung

18 de novembro de 2003

Saudades do meu avô nas palavras do Artur da Távola

14 de novembro de 2003

Patético, o Oi Novos Urbanos sabotar o Yôga Antigo (Swásthya Yôga) e ainda usar no slogan do evento uma referência ao livro do Mestre De Rose... Cada vez me decepciono mais com essa empresa... ;)

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Domingo é meu niver, vou estar em Saquarema com minha gatinha... volto segunda e devo dar um pulo na Lagoa, no Arab ali do parque dos patins depois das 19hs .... pintem lá (espero qeu não chova!) ;)

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31 ... quem diria....

13 de novembro de 2003

RAINDROPS KEEP FALLING ON MY HEAD

Raindrops keep fallin' on my head
And just like the guy whose feet are too big for his bed
Nothing seems to fit
Those
Raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'

So I just did me some talkin' to the sun
And I said I didn't like the way he got things done
Sleepin' on the job
Those
Raindrops are fallin' on my head, they keep fallin'

But there's one thing I know
The blues they send to meet me won't defeat me
It won't be long 'til happiness steps up to greet me

Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turning red
Cryin's not for me, 'cos
I'm never gonna stop the rain by complaining

Because I'm free
Nothing's worryin' me

Raindrops keep fallin' on my head
But that doesn't mean my eyes will soon be turning red
Cryin's not for me, 'cos
I'm never gonna stop the rain by complaining

Because I'm free
Nothing's worryin' me
Because I'm free
Nothing's worryin' me
Because I'm free
Nothing's worryin' me
Because I'm free
Nothing's worryin' me

RAINDROPS KEEP FALLING ON MY HEAD - B.J. THOMAS

É , depois desse calorão, a chuva aparece.... E eu nesse clima ... they keep fallin' ;)

11 de novembro de 2003

Um dia você está andando na rua, se sentindo terrível por gostar tanto do que faz e perceber que não consegue fazer outra coisa e somente ser o que você é lhe motiva mas estar desempregado, sem trabalho próximo e na semana seguinte você recebe convites pra encenar dois infantis na mesma época.

Não acho que eu seja especial por ser ator, mas tenho a nítida impressão que esse tipo de vida não é pra qualquer um mesmo. Essa angustia de você andar com 3 reais na carteira e ter coisas pagas pelos amigos, e na semana seguinte ouvir uma pessoa te chamando pra trabalhar e perder trinta minutos (ta, eu contei vinte e sete , mas posso arredondar) elogiando seu profissionalismo e o quanto foi bom ter trabalhado com você e que ele só está lhe chamando agora pra trabalhar de novo porque só agora ele vai ter o dinheiro pra pagar o quanto ele acha que vale o seu trabalho....

Hoje eu passei por maus bocados. A conta do meu celular furtado chegou e eu passei 57 minutos no Oi Atende enquanto a atendente abria minha contestação dos 785 reais que o fraudador/ladrão gastou em meu nome com meu aparelho furtado. Hoje eu me assustei com o fato deu pensar em querer uma vida melhor sendo o artista fudido que sou. E a merda de tudo é que hoje eu me toquei que eu ainda acredito.

Eu vejo amigos de profissão que trabalham, outros que desistiram, outros que foram “desistidos” e outros saíram ou voltaram ao anonimato ou ao estrelato...

Eu hoje sei que tenho mais deveres e responsabilidades que antes, que se antes eu andava sozinho, agora eu tenho uma pessoa. De verdade. E eu quero estar bem com essa pessoa. Quero que essa pessoa sinta em mim metade da fé que eu tenho no meu trabalho. Sinta que eu posso pensar em algo pro futuro. Mesmo que a gente esteja em delírios de paixão, mas que ela saiba que eu sou capaz. E ao mesmo tempo sinto um pavor incrível em decepciona-la, em ser aquele cara que vive na inércia e não parece querer mudar (apesar de já ter mudado tanto e o tempo todo).

Covarde eu não sou, mas claro, tenho instinto de autopreservação, e quando vivemos, caminhamos para a morte. É inevitável. A cada dia que um amigo ou parente meu aparece com uma doença vejo que eu não sou mais o cara Hermeticamente Indestrutível que eu achava que era. Toda vez que um amigo meu manda currículo ou diz que está procurando um novo trabalho eu penso que minha jornada é única porem é similar a tantas outras e o quanto eu tenho sorte em muitos aspectos e o quanto eu sofro sem nem me dar conta que isso me corroi por dentro em outros. Que eu me sensibilizo demais com coisas que outras pessoas nem se quer dão importância, que eu me preocupo com o que as pessoas vão achar de meus feitos e pior, que eu sei que sempre ajo para obter o aval delas... Não por necessidade de afirmação mas porque é isso que me trás felicidade. E que tanta gente tem medo do que gosta e eu , por outro lado, encaro com a maior tranqüilidade e fé o lance de fazer o que gosto, de viver intensamente , cada segundo, esse estase que é minha breve passagem pelo universo, esse finito suspiro do cosmos que é minha existência. E fazer dela um delicioso suspiro.

Mas, se eu agora estou envolvido com outra pessoa e posso compartilhar isso com ela, será querer demais arranjar alguma estabilidade e conforto ? Afinal, relacionamento é assim. Dividir, permutar, remodelar , conseguir e ceder. E se tem amor flui tanto....

Acho que eu to re-aprendendo a viver junto. É estranho, mas vale muito a pena....Muito!

10 de novembro de 2003

Chego em casa depois de um dia longo, mas ainda nas nuvens por causa do meu super weekend em SP e vejo isso no meu MSN:
"Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir
a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma
corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa. Isso é lindo!!!!"

E fico muito mais contente. :)

7 de novembro de 2003

Indo pra Sampa namorar um poquinho... Quem tiver por ai, mande um mail ;)

6 de novembro de 2003

O Pelizinho tá arrebentando

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Se você entrar no Google e pesquisar "Montepio da Família Militar" vai
se deparar com um relato de pessoas que se apoderaram no cadastro do
antigo Montepio e estavam, em 2001, ligando para as pessoas, pedindo que
depositassem um valor de cerca de um, dois mil reais, prometendo um
retorno de R$45.000,00. Agora eles estão promentendo um pouco mais
(R$47.000,00) e pedindo o dobro e mais ousados, diria, pois estão
pedindo que as pessoas vão a Brasilia.

Hoje tentaram aplicar essa na minha mãe... Ainda bem que '" Nóis num é mané"

Agora só falta eu contetxar a conta de 700 reais na Oi do meu celular roubado que foi religado e usado pelo ladrão ;)
Mó cara de esquema isso tb ...

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In love total

4 de novembro de 2003

Essa no meio é a minha Parvati linda, ao meu lado e da Nanda

3 de novembro de 2003

Mil novidade... O Projeto andando, mil coisas encaminhadas, namoro a mil, feliz, feliz, feliz :)
Problemas de saúde na família, o que por outro lado é péssimo. Enfim, muitas coisas mesmo.
O Live foi prejudicado pela chuva, alem dos contratempos do dia primeiro shows, sabás, aniversários remarcados...)
Mas os jogadores foram sensacionais, se divertindo com o nosso improviso.
Muitos beijos e namoricos, muita felicidade e luz ao lado da minha Parvati linda
MUITO LEGAL vislumbrar esse inferno astral com problemas mas super perspectivas de felicidade plena.
Agora é hora de direcionar essa movimentação energética e direcionar ela para os novos passos da vida.
Essa é a semana de cuidar da carreira, porque se eu não cuidar.... :)

27 de outubro de 2003

Bea com a palvar again:

OI Gente,

Sei que está meio emcima da hora, mas por razões tecnicas (não estamos com todo o material de todos os personagens impressos) teremso que adiar o nosso encontro de hj (27 de out) para amanhã (trça 28 de out) no mesmo lugar (Botafogo praia Shopping) no mesmo horário (17:00 as 21:00).

Quem não puder amanhã, não se preocupe, daremos um jeito de encontrar todos durante a semana.

Por favor, quem puder espalhar a noticia, pois eu não tenho certeza se todo mundo está recebendo os mails.

Qualquer duvida liguem e eu estarei on line o dia todo (msn: bibibia1@hotmail.com) icq:69893985

24 de outubro de 2003

Nem consigo acreditar.... Depois de cinco anos.... Namorando.

20 de outubro de 2003

E pra completar o Post abaixo, o site da Best Shot http://bestshot.game-host.org
Com a palavra, Bea, do Flog Anjo Azul

Oi Gente
É muito bom poder estar aqui convidando vocês para o “primeiro evento” da Best Shot – Live Action – eu e o Daniel Braga, estamos iniciando uma ”campanha” de lives One Shot.
Mas como assim?! É isso mesmo!! Cientes da vontade que há de jogar lives e da carência dos mesmos, resolvemos usar as nossas experiências para tentar suprir isso da melhor maneira possível, para nós (mestres e produção) e para os jogadores.
Fiquem tranquilos, dessa vez eu vou fazer o que Eu sei (produzir) e o Dan será o responsavel pelas estórias, plots, etc.

Como evento inaugural, estaremos fazendo o Live “Rio by Night: Free City” – baseado nos livros da White Wolf; nada haver com a ambientação do RbN que nós conhecemos, que será realizado no dia 1º de novembro em Santa Teresa.

Quem quiser jogar, ou quiser maiores informações, entre em contato conosco, o mais rápido possível, por mail
( bestshot_live@yahoo.com.br )

Os personagens já estão criados, baseados em NPCS existentes da White Wolf, mas são sujeitos a adaptações. Por favor ao enviar o mail mande 3 opções de QUALQUER clã para que seja escolhido um personagem para seu divertimento. Quaisquer duvidas, detalhes ou preferências quanto ao personagens por favor, inclua por favor.

Bjs Bea.
_________________________

Agora eu:

É com muito prazer que anuncio a minha parceria com a Bea, a Best Shot, produtora de Live Action Roleplaying Games (LARP). E como nosso primeiro evento, convidamos a todos os fãs de Vampiro: A Máscara Rio by Night: Free City, um cenário bem diferente do comum, seguindo a risca a ambientação carioca revisada pela White Wolf. Venha participar dessa nova empreitada pelo Mundo das Trevas ao lado de quem tem know how e vontade de gerar um entretenimento inesquecível.

Best Shot – Produção de Live Action Roleplaying (LARP)

Rio by Night: Free City é uma ambientação atípica de Vampiro a Mascara: Diferente das demais cidades do mundo, o Rio é considerado uma cidade livre para os Vampiros, onde eles podem se alimentar à vontade e festejar a imortalidade sem se preocupar com regras e punições. A cidade é aberta a qualquer vampiro de qualquer seita ou credo , com quanto coloquem suas rivalidades de lado. Ninguém sabe quem realmente influencia a cidade, e apesar de ser bastante atrativa, sabe-se que deve se prestar muita atenção, qualquer movimento em falso pode ser o ultimo da existência imortal de um vampiro. Se por um lado à liberdade é tentadora, por outro ela pode custar caro. Pode-se encontrar qualquer tipo de Membros de clãs e linhagens de sangue filiados a uma das seitas ou independentes e coexistir “pacificamente”. Pode-se abraçar e ou ir aonde se quiser (por sua conta e risco) conquanto não fira a liberdade alheia e respeite a Máscara. Os eventos das Noites Finais desequilibraram as coisas para os vampiros no Mundo das Trevas , mas nada parece ter afetado o status quo do Rio by Night... Por enquanto.

Como os Kindred estrangeiros vêem o Rio de Janeiro (retirado do Guide to The Anarchs) .
“Como Sydney, o Rio foi declarado uma Free City. Como pólo turístico e lar do famoso carnaval brasileiro, a cidade oferece comida aos montes. Não se sabe quem exatamente tem o controle das rédeas do lado negro do Rio, mas esse(s) Kindred certamente sabe(m) como fazer uma festa. Claro que isso não os torna, nem a cidade menos perigosos. O Rio também tem grandes áreas de pobreza e degradação. Por trás das paisagens e belos sorrisos dos habitantes locais, esconde-se o crime, a fome e desespero.

Ainda assim, este status político faz do Rio um lugar perfeito pra se ir, pra quem for membro de fora da Camarilla. Você pode encontrar todo tipo de Kindred e Cainitas se você tiver olhos para vê-los. Mesmo que você fique por pouco tempo, isso certamente lhe oferecerá a possibilidade de aprender alguma coisa sobre seus inimigos ou ganhar uma experiência unica naquelas coisas que você normalmente só ouviu boatos. Mas se você não prestar atenção, o primeiro Tzimisce que você encontrar pode ser o seu ultimo. Claro que a política vigente no Rio o transformou num perfeito ponto de encontro para subversivos e você certamente será capaz de encontrar alguns anarquistas também. Novamente nãoá como dizer quem você pode ou não encontrar lá com antecedência se você não entrar em contato com eles antes.”


14 de outubro de 2003

Fim de semana maravilhoso de viagem, muito bom e muito especial. Muito mesmo!!!!!! Eeeeeeeeeeeee!!!!!
Já hoje, descubro que emu celular furtado foi reativado por alguem se passando por mim.

6 de outubro de 2003

Ontem assiti Rossini! no MAM (muito bom)
e Hoje 1984 com o 1B...
Acho que tb vou ter pesadelos com a cena da tortura...
E tem gente que se ama o Big Brother! ;/

4 de outubro de 2003

Olha o meu Mestrão de Yôga no flog da Chica

2 de outubro de 2003

Essa é a mais linda de todas as rosas... :)
Te adoro, Parvati!

1 de outubro de 2003

Andando pelo calçadão da Avenida Atlântica, passo por uma escola publica, com o pátio voltado pra fora,... entre as varias criança berrando e correndo, fixo meu olhar num grupo de cinco ou seis garotos em volta de uma linda menina, todos na faixa duns 10 a 12 anos... Ela está radiante, sorrindo muito olhando pra cima como se pensasse, como se tramasse algo, mas com muita felicidade e pureza. Quando ela começa a falar pro garoto mais próximo, eu entendo logo que se trata de uma prenda que ele tem que pagar:

“Eu quero... Que você ... Beije minha mão”. Então, num gesto teatral, ela eleva o braço dobrado com a mão dobra da na sua própria direção, até estica-lo e olhar como uma princesa, altiva, nobre porem super humilde ao mesmo tempo. Ele, como um plebeu de alma mais nobre ainda, projeta seu tronco pra frente, sem sair do lugar, e sem perder o olhar dela, beija sua mão. Eu começo a sorrir e tudo na minha vida fica bem. Ainda consigo ver todos do grupo se agitarem e os dois, felizes mas encabulados, começarem a se agitar para mudar rapidamente para a próxima brincadeira, mas guardando, para sempre, aquela linda experiência em sua vida.

A cada momento nos transformamos. A cada momento passamos por situações únicas. E, a cada segundo, aprendemos mais (ou, na pior das hipóteses, relembramos algo). Por menor que seja, por mais insignificante que possa parecer. Basta querer. Basta quere ser feliz. ;)

30 de setembro de 2003

Ator desempregado procura... :)

29 de setembro de 2003

Após desanuviar a cabeça numa viagem muito boa pra SP, onde revi os amigos, conheci outros e, principalmente, dormi maravilhosamente bem de domingo pra segunda, abraçadinho, chego no Rio zonzo da viagem mas feliz e com a alma lavada. ;)

26 de setembro de 2003

Semana de altos e baixos... Depois de muito exame e muito vai e vem (no péssimo sentido) de ir ao hospital Silvestre, ao centro médico, ligar, ser mal informado, descobrir na hora da consulta que o exame não ficou pronto e outros “etc... ”s (Muitos outros, acreditem!) Minha clinica geral/Infectologista conclui que eu estou mais saudável que nunca fisicamente (36 exames de sangue, outros de urina e assim vai...) e o motivo pelo qual eu tenho dor de cabeça e febres constantes é stress.... PORRA!
E eu precisei pagar a consulta pra ouvir isso! Como se não bastasse meu dermatologista, minha periodontista, endocrinologista e meu alergista já terem me dito que tudo que eu tenho só aparece quando eu to estressado.... Ainda mais essa, resfriado de stress! >:(
Pelo menos eu sei a origem dos sintomas, basta combater as causa ;)
Bom, Eu saio da consulta, entro no micro ônibus da orla com celular e desço sem... Noto, pego um táxi, digo cinematograficamente “siga aquele ônibus” , dois pontos depois eu consigo para-lo e ... O celular não está lá! Ai quer que eu não fique estressado. E a operadora me pergunta se eu tenho certeza que foi furto! “Não minha filha, eu deixo o celular liga pra se autodestruir caso ele fique mais de cinco minutos longe de mim”
Bom, pelo menos fui na Bunker anteontem e me arrasei de dançar e contemplar o Marky nas Pickups.. O cara é o melhor DB. Ponto. Toddy, Frank, Carol, Grandão, Sukita e encontrando a Letica do Flog. Muito boa essa noitada!
E de quebra, descobri que o Grandão conhece uma conhecida querida de 300 anos atras ;) É pra ficar feliz ou não é ?
Acabei de saber que a reunião de sexta, motivo pelo qual não fui pra SP na quinta vai ser na segunda... É pra ficar puto ou não é ? ;)
Mas pelo menos resolvi VARIOS outros problemas e vou pra SP pro evento Vitorian Age: London by Night dos meus novos (e velhos amigos) Fabih, Pedro, Lipe e Dani....
Muito feliz de ir conhecer os dois primeiros, muito feliz de ir rever os dois últimos.
De quebra, espero rever uma amiga paulistana muito querida, que vai ter que preparar o ombro e o ouvido, porque, como bom amigo, vou alugar.
Enfim, to indo pra SP, vou tentar compra hoje outro aparelho celular e reativar a linha...
É isso, faltou dizer alguma coisa ? Ah, sim... Parabéns pra ENORME galera que faz ou fez aniversário essa semana ... Seus filhos de Natal! ;)

21 de setembro de 2003

Muito feliz com a volta da minha irmãzinha de Barcelona, que me contou tudo sobre o que viu lá, em especial sobre aqeula loucura que é Galdi (ganhei um caledário de 2004 com fotos de trabalhos dele). ;)

20 de setembro de 2003

Alguns dias você não queria ser o Homem Invisível ?

Engraçado, o Homem Invisível dos livros, seriados e filmes sempre é um cara individualista, solitário e por vezes imaturo ... Mas a Mulher Invisível e gente fina, bem relacionada e madura.

Vai ver o conceito de invisibilidade seja de difícil concepção para o gênero masculino e de mais fácil adaptação para o feminino.

Todo e qualquer poder deveria ser entregue de mulheres responsáveis, pois elas são melhores que o mais responsável dos homens.

Eu sempre disse: Se os messias e profetas das grandes religiões dominantes fossem mulheres, a gente não tava nessa merda! :)

Catzo mio, isso tudo começou porque eu não quero aparecer. Comecei a filosofar sobre personagens fictícios e cheguei até a um discurso panfletário. Tá foda, vou parar de digitar antes que eu começe a reclamar de novo de mais alguma coisa ;)

19 de setembro de 2003

O que posso dizer? Ana Ca, Annie e Carol, obrigado por terem ido. Foi uma passada com grandes acertos e grandes erros, mas o que mais me chateou foi o fato dela estar bem vazia. é, mas tudo bem, estou começando a achar que, em vez de fazerem aquela campanha "Vá ao teatro" deviam fazer uma dizendo "Desculpe, mas teatro não é pra qualquer um".
Eu sou uma pessoa que amo TV e cinema, mas acho que só idiotas gostam apenas desse recursos e não de teatro também.
E o pior, se você conversar com as pessoas, elas nem sempre tem algo contra o teatro, as vezes pelo contrário: algumas revelam que gostariam de ir mais ao teatro. Ai, você pergunta pra pessoa porque ela não modifica esse hábito, e ai elas responde disparates "Teatro é caro, é muito mais barato ir ao cinema ou assistir um DVD em casa", "E ir com quem?" , "Mas em teatro é ao vivo, pode alguma coisa pode sair errado", "Mas e lá tem alguma diferença?".
Na verdade, é pura e simplesmente falta de hábito. E toda vez que o ser humano se defronta com alguma coisa que quebre seu paradigma, ele tende a repulsa-la, como se fosse algo ruim. Ou seja, sua ignorância leva ao medo. E ai, longe da sabedoria ele não evolui.
Bom, quanto a dinheiro, depende do que você chama de mais caro. Algumas vezes sai até mais barato. Algumas vezes são os mesmo preços, e outras você paga mais dinheiro, mas recebe bem mais. Bem mais. Detalhe que essa mesma pessoa às vezes paga três vezes mais pra ver um show.
Quanto à companhia, é, essa é complicada, pois se você já tem medo, imagina convencer uma outra pessoa que pode ser algo legal? Isso seria o mesmo que você achar que pode mudar o mundo simplesmente pelo seu comportamento....!
Ah, e cinema não têm erro? Quantas vezes você viu um erro de edição, de som; quantas vezes você ouviu o mesmo barulho de porta, pessoa caindo, tiro, laser; quantas vezes você viu o microfone em cena, ou percebeu que um ator estava mal no papel no filme? Quantas vezes a fita de vídeo embolou, o DVD não leu ou pulou, alguém falou em cima de uma fala, barulho de celular, mastigação..,
E lá tem diferença? Como não tem? Se você acha que não tem, então vá verificar. O teatro (o bom teatro pelo menos) tem suor, cheiro... Os atores em sua maioria (e nessa, 99% dos bons atores estão enquadrados) se preparam para atuar ao vivo, até porque a câmera capta algo que aconteceu “ao vivo” a um período atrás. É no palco que o ator se sente completo, troca com a platéia e se torna feliz de estar atuando. E tudo que fazemos com felicidade, fazemos melhor. Portanto ai está o segredinho praqueles que merecem ir ao teatro: vão ver os atores fazerem seus melhores trabalhos.
*********
Depois da peça, cai no show (nada mais teatral, principalmente a luz, que show hoje em dia) da MPB FM. Cheguei com o fim da Marina Lima, Assisti Ana Carolina, Fernanda Abreu e o Monobloco, sendo que aquele DJ Sério que toca muita MPB em Drum’n’Bass animava os intervalos. Muito divertido.

18 de setembro de 2003

Pré-estreia fenomenal, experimamos muitas coisas, e vimos que a peça é boa, funciona, mas precisa ganhar um ritmo pra seduzir a plateia do inicio ao Fim. Presença de Leo & Bea, GG & Camille e do Robson! Hj tem mais!
Hoje (18 de setembro) apresento gratuitamente a peça que estou ensaiando, O Mentiroso, de Carlo Goldoni, um espetáculo baseado na Commedia dell’arte às 20hs na Escola Martins Penna (Rua 20 de abril numero 14 - Centro) é só chegar.

13 de setembro de 2003

Filosofando
Efeito posterior da antiga religiosidade.
Todo homem irrefletido acha que somente a vontade é atuante; que querer é algo simples, puramente dado, não deduzível, em si mesmo inteligível. Está convencido de que quando faz algo, quando desfecha um golpe, por exemplo, é ele que golpeia, e que golpeou porque quis fazê-lo. Ele não nota problema algum aí, basta-lhe o sentimento da vontade, não apenas para a suposição de causa e efeito, mas também para a crença de compreender sua relação. Ele nada sabe a respeito do mecanismo do evento e do trabalho cem vezes sutil que tem de ser realizado para que se chegue ao golpe, nem da incapacidade da vontade mesma de fazer sequer uma parte mínima desse trabalho. Para ele, a vontade é uma força magicamente atuante: crer na vontade como causa de efeitos é crer em forças magicamente atuantes. Originalmente, toda vez que presenciou um evento o homem acreditou numa vontade como causa e em seres pessoais, dono de vontade, atuando no fundo - o conceito de mecânica lhe era muito distante. Mas, como por períodos enormes o homem acreditou somente em pessoas (e não em matérias, forças, coisas, etc.), a crença em causa e efeito se tornou para ele a crença fundamental, que ele aplica toda vez que algo acontece - ainda hoje, instintivamente, como um atavismo da mais remota origem. As teses de que "não há efeito sem causa", "todo efeito é novamente causa", aparecem como generalizações de teses muito mais estreitas: "Onde há atuação, houve vontade", "Só é possível atuar sobre seres donos de vontade", "Nunca se sofre puramente e sem consequência um efeito, sofrê-lo constitui sempre uma excitação da vontade" (para a ação, a defesa, a vingança, a represália) - entretanto, nos primórdios da humanidade estas e aquelas teses eram idênticas, as primeiras não eram generalizações das segundas, mas estas, elucidações das primeiras. - Ao supor que tudo existente não passa de algo querente, Schopenhauer alçou ao trono uma antiga mitologia: parece que ele nunca tentou analizar a vontade, pois acreditou na simplicidade e imediaticidade de todo querer, como fazem todos - quando o querer é um mecanismo tão bem treinado que quase escapa ao olhar observador. Em oposição a Schopenhauer ofereço as seguintes teses.

Primeira: para que surja a vontade, é necessária antes uma idéia de prazer e desprazer.

Segunda: o fato de um estímulo veemente ser sentido como prazer ou desprazer está ligado ao intelecto interpretante, que, é certo, em geral trabalha nisso de modo inconsciente para nós; e o mesmo estímulo pode ser interpretado como prazer ou desprazer.

Terceira: apenas nos seres inteligentes há prazer, desprazer e vontade; a imensa maioria dos organismos não tem nada disso.

Texto extraído do livro A Gaia Ciência de Friedrich Nietzsche.

Devidamente copiado do Smriti

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12 de setembro de 2003

Ontem fui na medica, pediu uma porrada de exames... Vamos descobri o que tenho...Sozinho e febril, desânimo até pra fazer um chá... Que vergonha essa falta de auto-suficiência.

8 de setembro de 2003

Se esse fosse um dia de trabalho intenso atuando, eu acharia cansativo mas prazeiroso. Como hoje foi um dia de desencontros, atrazos, descasos e desânimo ele passa a ser exaustivo e tortuoso. Alem de tudo, eu espero TANTO dos outros, um erro gravíssimo da minha parte.
Nessas horas parece que aquela concha que eu estava preso me chama pra dentro de novo.... As vezes só acho que fico do lado de fora de teimoso e porque não fui nem vou ser derrotado, mas como é penoso esse caminho...
Não satisfeito com um
Agora fiz outro

Ô vício! ;)