"Nunca acreditei em verdades únicas. Nem nas minhas, nem nas dos outros. Acredito que todas as escolas, todas as teorias podem ser úteis em algum lugar, num dado momento. Mas descobri que é impossível viver sem uma apaixonada e absoluta identificação com um ponto de vista. No entanto, à medida que o tempo passa, e nós mudamos, e o mundo se modifica, os alvos variam e o ponto de vista se desloca. Num retrospecto de muitos anos de ensaios publicados e idéias proferidas em vários lugares, em tantas ocasiões diferentes, uma coisa me impressiona por sua consistência. Para que um ponto de vista seja útil, temos que assumi-lo totalmente e defendê-lo até a morte. Mas, ao mesmo tempo, uma voz interior nos sussura: "Não o leve muito a sério. Mantenha-o firmemente, abandone-o sem constrangimento."
Peter Brook (1925) "O ponto de mudança."
1 de junho de 2002
31 de maio de 2002
Engraçado é que pode parecer papo, mas quero me apaixonar.
É claro que, do jeito que eu faço as coisas, fica parecendo que eu quero só resolver uma carência afetiva, mas sou assim, tátil, sensorial.
Só descubro se gosto da pessoa depois de ter experimentado ela , devorado....
É assim. Aceitar isso é que é um milagre feminino. Poucas conseguiram.
É claro que, do jeito que eu faço as coisas, fica parecendo que eu quero só resolver uma carência afetiva, mas sou assim, tátil, sensorial.
Só descubro se gosto da pessoa depois de ter experimentado ela , devorado....
É assim. Aceitar isso é que é um milagre feminino. Poucas conseguiram.
Escrever sempre é muito bom principalmente quando vc quer ser sincero consigo mesmo.
Me peguei escrevendo isso num mail para uma amiga que está viajando e está longe a muito tempo (escrevi isso solto, entre as varias noticias boas):
“Estou muito só, e vejo que é muito complicado me relacionar com alguém que entenda meu momento artístico e minha falta de estabilidade financeira. Mas vou levando.”
Que doido. Mas é verdade. Sei que sou carente, mas orgulhoso demais pra resolver isso assim, de qualquer forma. Fico esperando o momento certo, e me arrisco demais algumas horas, o que me faz voltar a estaca zero e a minha redoma de vidro.
Muito doido mesmo. Fazer o que.... Pelo menos eu identifico e racionalizo.
Catarses.
Me peguei escrevendo isso num mail para uma amiga que está viajando e está longe a muito tempo (escrevi isso solto, entre as varias noticias boas):
“Estou muito só, e vejo que é muito complicado me relacionar com alguém que entenda meu momento artístico e minha falta de estabilidade financeira. Mas vou levando.”
Que doido. Mas é verdade. Sei que sou carente, mas orgulhoso demais pra resolver isso assim, de qualquer forma. Fico esperando o momento certo, e me arrisco demais algumas horas, o que me faz voltar a estaca zero e a minha redoma de vidro.
Muito doido mesmo. Fazer o que.... Pelo menos eu identifico e racionalizo.
Catarses.
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