Semana de altos e baixos... Depois de muito exame e muito vai e vem (no péssimo sentido) de ir ao hospital Silvestre, ao centro médico, ligar, ser mal informado, descobrir na hora da consulta que o exame não ficou pronto e outros “etc... ”s (Muitos outros, acreditem!) Minha clinica geral/Infectologista conclui que eu estou mais saudável que nunca fisicamente (36 exames de sangue, outros de urina e assim vai...) e o motivo pelo qual eu tenho dor de cabeça e febres constantes é stress.... PORRA!
E eu precisei pagar a consulta pra ouvir isso! Como se não bastasse meu dermatologista, minha periodontista, endocrinologista e meu alergista já terem me dito que tudo que eu tenho só aparece quando eu to estressado.... Ainda mais essa, resfriado de stress! >:(
Pelo menos eu sei a origem dos sintomas, basta combater as causa ;)
Bom, Eu saio da consulta, entro no micro ônibus da orla com celular e desço sem... Noto, pego um táxi, digo cinematograficamente “siga aquele ônibus” , dois pontos depois eu consigo para-lo e ... O celular não está lá! Ai quer que eu não fique estressado. E a operadora me pergunta se eu tenho certeza que foi furto! “Não minha filha, eu deixo o celular liga pra se autodestruir caso ele fique mais de cinco minutos longe de mim”
Bom, pelo menos fui na Bunker anteontem e me arrasei de dançar e contemplar o Marky nas Pickups.. O cara é o melhor DB. Ponto. Toddy, Frank, Carol, Grandão, Sukita e encontrando a Letica do Flog. Muito boa essa noitada!
E de quebra, descobri que o Grandão conhece uma conhecida querida de 300 anos atras ;) É pra ficar feliz ou não é ?
Acabei de saber que a reunião de sexta, motivo pelo qual não fui pra SP na quinta vai ser na segunda... É pra ficar puto ou não é ? ;)
Mas pelo menos resolvi VARIOS outros problemas e vou pra SP pro evento Vitorian Age: London by Night dos meus novos (e velhos amigos) Fabih, Pedro, Lipe e Dani....
Muito feliz de ir conhecer os dois primeiros, muito feliz de ir rever os dois últimos.
De quebra, espero rever uma amiga paulistana muito querida, que vai ter que preparar o ombro e o ouvido, porque, como bom amigo, vou alugar.
Enfim, to indo pra SP, vou tentar compra hoje outro aparelho celular e reativar a linha...
É isso, faltou dizer alguma coisa ? Ah, sim... Parabéns pra ENORME galera que faz ou fez aniversário essa semana ... Seus filhos de Natal! ;)
26 de setembro de 2003
21 de setembro de 2003
20 de setembro de 2003
Alguns dias você não queria ser o Homem Invisível ?
Engraçado, o Homem Invisível dos livros, seriados e filmes sempre é um cara individualista, solitário e por vezes imaturo ... Mas a Mulher Invisível e gente fina, bem relacionada e madura.
Vai ver o conceito de invisibilidade seja de difícil concepção para o gênero masculino e de mais fácil adaptação para o feminino.
Todo e qualquer poder deveria ser entregue de mulheres responsáveis, pois elas são melhores que o mais responsável dos homens.
Eu sempre disse: Se os messias e profetas das grandes religiões dominantes fossem mulheres, a gente não tava nessa merda! :)
Catzo mio, isso tudo começou porque eu não quero aparecer. Comecei a filosofar sobre personagens fictícios e cheguei até a um discurso panfletário. Tá foda, vou parar de digitar antes que eu começe a reclamar de novo de mais alguma coisa ;)
Engraçado, o Homem Invisível dos livros, seriados e filmes sempre é um cara individualista, solitário e por vezes imaturo ... Mas a Mulher Invisível e gente fina, bem relacionada e madura.
Vai ver o conceito de invisibilidade seja de difícil concepção para o gênero masculino e de mais fácil adaptação para o feminino.
Todo e qualquer poder deveria ser entregue de mulheres responsáveis, pois elas são melhores que o mais responsável dos homens.
Eu sempre disse: Se os messias e profetas das grandes religiões dominantes fossem mulheres, a gente não tava nessa merda! :)
Catzo mio, isso tudo começou porque eu não quero aparecer. Comecei a filosofar sobre personagens fictícios e cheguei até a um discurso panfletário. Tá foda, vou parar de digitar antes que eu começe a reclamar de novo de mais alguma coisa ;)
19 de setembro de 2003
O que posso dizer? Ana Ca, Annie e Carol, obrigado por terem ido. Foi uma passada com grandes acertos e grandes erros, mas o que mais me chateou foi o fato dela estar bem vazia. é, mas tudo bem, estou começando a achar que, em vez de fazerem aquela campanha "Vá ao teatro" deviam fazer uma dizendo "Desculpe, mas teatro não é pra qualquer um".
Eu sou uma pessoa que amo TV e cinema, mas acho que só idiotas gostam apenas desse recursos e não de teatro também.
E o pior, se você conversar com as pessoas, elas nem sempre tem algo contra o teatro, as vezes pelo contrário: algumas revelam que gostariam de ir mais ao teatro. Ai, você pergunta pra pessoa porque ela não modifica esse hábito, e ai elas responde disparates "Teatro é caro, é muito mais barato ir ao cinema ou assistir um DVD em casa", "E ir com quem?" , "Mas em teatro é ao vivo, pode alguma coisa pode sair errado", "Mas e lá tem alguma diferença?".
Na verdade, é pura e simplesmente falta de hábito. E toda vez que o ser humano se defronta com alguma coisa que quebre seu paradigma, ele tende a repulsa-la, como se fosse algo ruim. Ou seja, sua ignorância leva ao medo. E ai, longe da sabedoria ele não evolui.
Bom, quanto a dinheiro, depende do que você chama de mais caro. Algumas vezes sai até mais barato. Algumas vezes são os mesmo preços, e outras você paga mais dinheiro, mas recebe bem mais. Bem mais. Detalhe que essa mesma pessoa às vezes paga três vezes mais pra ver um show.
Quanto à companhia, é, essa é complicada, pois se você já tem medo, imagina convencer uma outra pessoa que pode ser algo legal? Isso seria o mesmo que você achar que pode mudar o mundo simplesmente pelo seu comportamento....!
Ah, e cinema não têm erro? Quantas vezes você viu um erro de edição, de som; quantas vezes você ouviu o mesmo barulho de porta, pessoa caindo, tiro, laser; quantas vezes você viu o microfone em cena, ou percebeu que um ator estava mal no papel no filme? Quantas vezes a fita de vídeo embolou, o DVD não leu ou pulou, alguém falou em cima de uma fala, barulho de celular, mastigação..,
E lá tem diferença? Como não tem? Se você acha que não tem, então vá verificar. O teatro (o bom teatro pelo menos) tem suor, cheiro... Os atores em sua maioria (e nessa, 99% dos bons atores estão enquadrados) se preparam para atuar ao vivo, até porque a câmera capta algo que aconteceu “ao vivo” a um período atrás. É no palco que o ator se sente completo, troca com a platéia e se torna feliz de estar atuando. E tudo que fazemos com felicidade, fazemos melhor. Portanto ai está o segredinho praqueles que merecem ir ao teatro: vão ver os atores fazerem seus melhores trabalhos.
*********
Depois da peça, cai no show (nada mais teatral, principalmente a luz, que show hoje em dia) da MPB FM. Cheguei com o fim da Marina Lima, Assisti Ana Carolina, Fernanda Abreu e o Monobloco, sendo que aquele DJ Sério que toca muita MPB em Drum’n’Bass animava os intervalos. Muito divertido.
Eu sou uma pessoa que amo TV e cinema, mas acho que só idiotas gostam apenas desse recursos e não de teatro também.
E o pior, se você conversar com as pessoas, elas nem sempre tem algo contra o teatro, as vezes pelo contrário: algumas revelam que gostariam de ir mais ao teatro. Ai, você pergunta pra pessoa porque ela não modifica esse hábito, e ai elas responde disparates "Teatro é caro, é muito mais barato ir ao cinema ou assistir um DVD em casa", "E ir com quem?" , "Mas em teatro é ao vivo, pode alguma coisa pode sair errado", "Mas e lá tem alguma diferença?".
Na verdade, é pura e simplesmente falta de hábito. E toda vez que o ser humano se defronta com alguma coisa que quebre seu paradigma, ele tende a repulsa-la, como se fosse algo ruim. Ou seja, sua ignorância leva ao medo. E ai, longe da sabedoria ele não evolui.
Bom, quanto a dinheiro, depende do que você chama de mais caro. Algumas vezes sai até mais barato. Algumas vezes são os mesmo preços, e outras você paga mais dinheiro, mas recebe bem mais. Bem mais. Detalhe que essa mesma pessoa às vezes paga três vezes mais pra ver um show.
Quanto à companhia, é, essa é complicada, pois se você já tem medo, imagina convencer uma outra pessoa que pode ser algo legal? Isso seria o mesmo que você achar que pode mudar o mundo simplesmente pelo seu comportamento....!
Ah, e cinema não têm erro? Quantas vezes você viu um erro de edição, de som; quantas vezes você ouviu o mesmo barulho de porta, pessoa caindo, tiro, laser; quantas vezes você viu o microfone em cena, ou percebeu que um ator estava mal no papel no filme? Quantas vezes a fita de vídeo embolou, o DVD não leu ou pulou, alguém falou em cima de uma fala, barulho de celular, mastigação..,
E lá tem diferença? Como não tem? Se você acha que não tem, então vá verificar. O teatro (o bom teatro pelo menos) tem suor, cheiro... Os atores em sua maioria (e nessa, 99% dos bons atores estão enquadrados) se preparam para atuar ao vivo, até porque a câmera capta algo que aconteceu “ao vivo” a um período atrás. É no palco que o ator se sente completo, troca com a platéia e se torna feliz de estar atuando. E tudo que fazemos com felicidade, fazemos melhor. Portanto ai está o segredinho praqueles que merecem ir ao teatro: vão ver os atores fazerem seus melhores trabalhos.
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Depois da peça, cai no show (nada mais teatral, principalmente a luz, que show hoje em dia) da MPB FM. Cheguei com o fim da Marina Lima, Assisti Ana Carolina, Fernanda Abreu e o Monobloco, sendo que aquele DJ Sério que toca muita MPB em Drum’n’Bass animava os intervalos. Muito divertido.
18 de setembro de 2003
13 de setembro de 2003
Filosofando
Efeito posterior da antiga religiosidade.
Todo homem irrefletido acha que somente a vontade é atuante; que querer é algo simples, puramente dado, não deduzível, em si mesmo inteligível. Está convencido de que quando faz algo, quando desfecha um golpe, por exemplo, é ele que golpeia, e que golpeou porque quis fazê-lo. Ele não nota problema algum aí, basta-lhe o sentimento da vontade, não apenas para a suposição de causa e efeito, mas também para a crença de compreender sua relação. Ele nada sabe a respeito do mecanismo do evento e do trabalho cem vezes sutil que tem de ser realizado para que se chegue ao golpe, nem da incapacidade da vontade mesma de fazer sequer uma parte mínima desse trabalho. Para ele, a vontade é uma força magicamente atuante: crer na vontade como causa de efeitos é crer em forças magicamente atuantes. Originalmente, toda vez que presenciou um evento o homem acreditou numa vontade como causa e em seres pessoais, dono de vontade, atuando no fundo - o conceito de mecânica lhe era muito distante. Mas, como por períodos enormes o homem acreditou somente em pessoas (e não em matérias, forças, coisas, etc.), a crença em causa e efeito se tornou para ele a crença fundamental, que ele aplica toda vez que algo acontece - ainda hoje, instintivamente, como um atavismo da mais remota origem. As teses de que "não há efeito sem causa", "todo efeito é novamente causa", aparecem como generalizações de teses muito mais estreitas: "Onde há atuação, houve vontade", "Só é possível atuar sobre seres donos de vontade", "Nunca se sofre puramente e sem consequência um efeito, sofrê-lo constitui sempre uma excitação da vontade" (para a ação, a defesa, a vingança, a represália) - entretanto, nos primórdios da humanidade estas e aquelas teses eram idênticas, as primeiras não eram generalizações das segundas, mas estas, elucidações das primeiras. - Ao supor que tudo existente não passa de algo querente, Schopenhauer alçou ao trono uma antiga mitologia: parece que ele nunca tentou analizar a vontade, pois acreditou na simplicidade e imediaticidade de todo querer, como fazem todos - quando o querer é um mecanismo tão bem treinado que quase escapa ao olhar observador. Em oposição a Schopenhauer ofereço as seguintes teses.
Primeira: para que surja a vontade, é necessária antes uma idéia de prazer e desprazer.
Segunda: o fato de um estímulo veemente ser sentido como prazer ou desprazer está ligado ao intelecto interpretante, que, é certo, em geral trabalha nisso de modo inconsciente para nós; e o mesmo estímulo pode ser interpretado como prazer ou desprazer.
Terceira: apenas nos seres inteligentes há prazer, desprazer e vontade; a imensa maioria dos organismos não tem nada disso.
Texto extraído do livro A Gaia Ciência de Friedrich Nietzsche.
Devidamente copiado do Smriti
****************
Efeito posterior da antiga religiosidade.
Todo homem irrefletido acha que somente a vontade é atuante; que querer é algo simples, puramente dado, não deduzível, em si mesmo inteligível. Está convencido de que quando faz algo, quando desfecha um golpe, por exemplo, é ele que golpeia, e que golpeou porque quis fazê-lo. Ele não nota problema algum aí, basta-lhe o sentimento da vontade, não apenas para a suposição de causa e efeito, mas também para a crença de compreender sua relação. Ele nada sabe a respeito do mecanismo do evento e do trabalho cem vezes sutil que tem de ser realizado para que se chegue ao golpe, nem da incapacidade da vontade mesma de fazer sequer uma parte mínima desse trabalho. Para ele, a vontade é uma força magicamente atuante: crer na vontade como causa de efeitos é crer em forças magicamente atuantes. Originalmente, toda vez que presenciou um evento o homem acreditou numa vontade como causa e em seres pessoais, dono de vontade, atuando no fundo - o conceito de mecânica lhe era muito distante. Mas, como por períodos enormes o homem acreditou somente em pessoas (e não em matérias, forças, coisas, etc.), a crença em causa e efeito se tornou para ele a crença fundamental, que ele aplica toda vez que algo acontece - ainda hoje, instintivamente, como um atavismo da mais remota origem. As teses de que "não há efeito sem causa", "todo efeito é novamente causa", aparecem como generalizações de teses muito mais estreitas: "Onde há atuação, houve vontade", "Só é possível atuar sobre seres donos de vontade", "Nunca se sofre puramente e sem consequência um efeito, sofrê-lo constitui sempre uma excitação da vontade" (para a ação, a defesa, a vingança, a represália) - entretanto, nos primórdios da humanidade estas e aquelas teses eram idênticas, as primeiras não eram generalizações das segundas, mas estas, elucidações das primeiras. - Ao supor que tudo existente não passa de algo querente, Schopenhauer alçou ao trono uma antiga mitologia: parece que ele nunca tentou analizar a vontade, pois acreditou na simplicidade e imediaticidade de todo querer, como fazem todos - quando o querer é um mecanismo tão bem treinado que quase escapa ao olhar observador. Em oposição a Schopenhauer ofereço as seguintes teses.
Primeira: para que surja a vontade, é necessária antes uma idéia de prazer e desprazer.
Segunda: o fato de um estímulo veemente ser sentido como prazer ou desprazer está ligado ao intelecto interpretante, que, é certo, em geral trabalha nisso de modo inconsciente para nós; e o mesmo estímulo pode ser interpretado como prazer ou desprazer.
Terceira: apenas nos seres inteligentes há prazer, desprazer e vontade; a imensa maioria dos organismos não tem nada disso.
Texto extraído do livro A Gaia Ciência de Friedrich Nietzsche.
Devidamente copiado do Smriti
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