30 de maio de 2006

Vai quase fazer um mês... de descasamento... Acho que agora caiu a ficha.
Me mantive forte, me puz á prova, me mantive em movimento.
Estou começando a ceder... E essa música não me sai da cabeça;

Help!(Lennon/McCartney) Lead vocal: John
~~~
Help, I need somebody,
Help, not just anybody,
Help, you know I need someone, help.

When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.

Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.

And now my life has changed in oh so many ways,
My independence seems to vanish in the haze.
But every now and then I feel so insecure,
I know that I just need you like I've never done before.

Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.

When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these daya are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.

Help me if you can, I'm feeling downAnd I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me, help me, help me, oh.

SOCORRO, AMIGOS.

28 de maio de 2006

  • Projetar

    Não é bom que o homem esteja só; apesar disso hesito em chamar meus amigos, pelo mesmo motivo que hesito em tomar uma nova mulher. Pede muita assistência, requer muito cuidado, e sou um homem distraído que de vez em quando precisa viajar, outras horas precisa ficar sozinho, e outras, bem, se perde por ai.

    Também não lido muito bem com as projeções que recebo do que esperam que eu seja, faça, concretize, e principalmente, não seja, não faça e muito não concretize. Tenho como certeza que ser odiado é ter em você algo que uma pessoa tem em si e não gosta. Os ignaros e medíocres que trabalham com o ódio, são, portanto, ególatras, pois adoram distribuir suas piores características. Só lamento.

16 de maio de 2006

"Soneto
E quando nós saímos era a Lua,
Era o vento caído e o amor sereno
Azul e cinza-azul anoitecendo
A tarde ruiva das amendoeiras.
E respiramos, livres das ardências
Do sol, que nos levara à sombra cauta
Tangidos pelo canto das cigarras
Dentro e fora de nós exasperadas.
Andamos em silêncio pela praia.
Nos corpos leves e lavados ia
O sentimento do prazer cumprido.
Se mágoa me ficou na despedida
Não fez mal que ficasse, nem doesse –
Era bem doce, perto das antigas. "
Rubem Braga

8 de janeiro de 2006

Entra aqui depois e le dois contos meus antigos : http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=76619&tid=2440388269272409922 Servidão e Certámen

5 de novembro de 2005

Coisa de Nerd? pode ser...
Mas se você curte Vampire, Trasylvania e Vlad Drácula...
Entre aqui e depois aqui
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Ah, que saudosismo bom!

12 de outubro de 2005

Compartilho convosco esse texto:
Olha só o Ecco revelando (no finalzinho do artigo) sua veia fundamentalista!
Surpreendente e arrepiante!


O êxito do Código da Vinci
UMBERTO ECO
Todos os dias vem parar em minhas mãos um novo comentário sobre O Código da Vinci, de Dan Brown. Se quiserem uma informação atualizada sobre todos os artigos a respeito do tema, basta visitar o site da Opus Dei. Podem confiar, mesmo se forem ateus. Quando muito - como veremos - a questão talvez seja por que o mundo católico se azafama tanto para arrasar o livro de Dan Brown; mas quando a parte católica explica que todas as informações que o livro contém são falsas, podem acreditar.
Que fique claro. O Código da Vinci é um romance, e como tal, teria direito de inventar o que quisesse. Além disso é escrito com habilidade e o lemos de um só fôlego. Nem é grave que o autor de início diga que o que nos conta é verdade histórica. Só faltava essa! O leitor profissional está acostumado a esses apelos narrativos à verdade, fazem parte do jogo ficcional. A encrenca começa quando percebemos que um grande número de leitores ocasionais acredita realmente nessa afirmação, da mesma forma que no teatro de marionetes siciliano os espectadores insultavam Gano de Maganza, o traidor.
Para desmontar a suposta veracidade histórica do livro, bastaria um artigo razoavelmente breve (e já andaram escrevendo uns ótimos) que diga duas coisas: a primeira é que todo o episódio de Jesus que se casa com Maria Madalena, de sua viagem à França, da fundação da dinastia merovíngia e do Priorado de Sion é tudo quinquilharia que já circulava há décadas numa pletora de livros e livrinhos para os devotos das ciências ocultas, desde aqueles de Gérard de Sède sobre Rennes- le-Chateau ao O Santo Graal e a linhagem sagrada de Baigent, Leigh e Lincoln.
Ora, que tudo isso contivesse uma longa série de lorotas já foi dito e demonstrado há um bom tempo. Além disso, parece que Baigent, Lincoln e Leigh ameaçaram (ou realmente iniciaram) uma ação judicial contra Brown, por plágio. Como assim? Se eu escrever uma biografia de Napoleão (narrando eventos reais), depois não posso processar por plágio alguém que tenha escrito outra biografia de Napoleão, ainda que romanceada, narrando os mesmos eventos históricos? Se eu fizer isso, então me queixo do roubo de uma originalíssima invenção minha (ou seja fantasia, ou lorota, como preferirem). Brown dissemina seu livro de inúmeros erros históricos, como aquele de ir buscar informações sobre Jesus (que a igreja teria censurado) nos pergaminhos do Mar Morto - os quais não falam nunca de Jesus, mas de assuntos hebraicos como os Essenes. É que Brown confunde os manuscritos do Mar Morto com aqueles de Nag Hammadi. Ora, acontece que a maioria dos livros que aparecem sobre o caso Brown, mesmo e especialmente aqueles bem feitos, para poder alcançar o número de páginas suficiente para fazer um livro, contam tudo o que Brown saqueou, tintim por tintim.
Esses livros, em alguma medida perversa, embora sejam escritos para denunciar falsidades, contribuem para fazer circular e recircular todo aquele material oculto. Assim (assumindo a interessante hipótese que O Código seja um complô satânico), toda refutação que se lhe faz reproduz as insinuações, e com isso acabam se tornando seu megafone.
Por que, mesmo quando é contestado, O Código se autoreproduz? Porque as pessoas têm sede de mistérios (e de complôs) e basta que se lhes ofereça a possibilidade de pensar sobre mais um mistério (e até no momento em que você lhe diz que era a invenção de alguns espertinhos) e pronto, todos começam a acreditar naquilo.
Acho que seja isso o que preocupa a igreja. A crença no Código (e em outro Jesus) é um sintoma de descristianização. Quando as pessoas não acreditam mais em Deus, dizia Chesterton, não é que não acreditem em mais nada, mas acreditam em tudo. Até nos meios de comunicação de massa.
Fiquei impressionado com a figura de um jovem imbecil que, na praça São Pedro, enquanto uma multidão imensa aguardava a notícia da morte do Papa, ele, de celular no ouvido, dava tchauzinho para a câmara de TV. Por que é que estava ali (e por que estavam ali tantos outros como ele, enquanto talvez milhões de verdadeiros crentes estavam em suas casas, e orando)? Em sua espera de um sobrenatural midiático, não estaria ele pronto a acreditar que Jesus tenha se casado com Madalena e estivesse mística e dinasticamente ligado pelo Priorado de Sion a Jean Cocteau?

30 de setembro de 2005

Depois da Tempestade... A poça d´agua.

Por pura convicção e até uma boa dose de teimosia prometi a mim mesmo que só iria escrever depois de conseguir trabalhar, fato que rolou neste final de semana passado. O horizonte está mais límpido, o chão mais enfeitado pelas flores e um lampejo de esperança teima em me tranqüilizar e me dar conforto. Claro, as coisas não acontecem todas juntas, mas quando começa a acontecer de fato elas vão se sobrepondo de forma que até preocupa. Mas preocupa de forma saudável, não amedronta. Medo pra que?
A saúde anda meio variante, muita chuva no Rio, muito frio em Sampa, muito tempo pulando de uma cidade pra outra. Novidades estão por vir, assim desejo, mentalizo e quase vocifero. Andando com o resto de sol que espreita entre um bloqueio de nuvens, pairando sobre minhas costas... E uma beleza fotográfica me deixa de suor na testa, boca seca e sorriso torto. Coisas boas e gostosas mantendo o interesse em alta, o desejo crescente e o temperamento agitado. Coisas boas e gostosas.