14 de junho de 2006

Dia BOM!
Fechando pauta pra um espetáculo que to produzindo
Idéias mil.
E alem de tudo um show delicioso no Canecão de Elba e Forró Sacana.
VIVA os AMIGOS!

12 de junho de 2006

Um dia muito difícil
Não foi a toa que acordei com aquela sensação de tinha tido um pesadelo, mas que não lembrava como havia sido. Era um prenuncio de um dia muito difícil que se anunciava. Não que o dia anterior tivesse sido maravilhoso, mas pelo menos eu havia dado uma volta com amigos, mesmo que voltado cedo pra casa. Depois da meia noite (ou seja, quando começou tecnicamente o tal dia difícil) tentei em vão me comunicar com as pessoas na rua. Algumas prometiam retorno, outras me diziam pra onde estavam indo, como se eu fosse um habituê da noite carioca, mas não conheço mais nada. Fosse como fosse, resolvi dar vez aos que disseram retornar. Dormi e acordei de manhã com aquela sensação já descrita.
O sol do dia difícil até que estava bonito, mas mal pude aproveitá-lo, minha irmã agora partia para Brasília com seu comboio de malas. Logo depois resolvi conversar com alguns amigos no MSN, disparei torpedos convidando pessoas para andar no calçadão ou pegar uma praia, mas infrutífero. Acabei dando uma volta com um amigo, tentamos chorar nossas magoas, mas me parece que foi pior do que falar de amenidades e fingir que nada nos aflige.
Então realmente tive a parte dramática do dia. Fui pegar uma pequena sacola de roupas que ela trouxe de sampa. Sim, ela veio a trabalho pro Rio. Não nos falamos nos dois dias anteriores, mas podíamos sentir, inquietos a presença um do outro na mesma cidade, na mesma zona sul. Encontrei com ela. Ela está bem. Muito bem. Parece que recebeu uma carta de alforria. Esta mais magra, super bem vestidinha. Não brigamos, tentamos ser impessoais, mas conversamos, tomamos café, rimos, choramos... Doeu muito a despedida. E vê-la tão bem me fez perceber que eu já deveria ter feito isso, de deixá-la livre , a muito mais tempo. Não consegui parar de chorar durante quatro horas. Mas foi bom assim, solta, liberta.
Começo a me organizar pra ir pro meu novo trabalho de tirar fotos na night prum site . Começa a chover. Chego na gávea, já molhado e descubro que o evento foi cancelado. Passo no baixo gávea para ver se faço uma hora pra esperar a chuva passar, mas apesar de conhecidos nas mesas, nenhuma me foi convidativa. Fico então sentado naquele famoso ponto de ônibus da praça Santos Dumont esperando um circular, ensopado.
Chego em casa e descubro que ainda preciso conseguir sono pra atravessar o resto da madrugada, que, apesar de não ser mais parte do dia difícil, retêm a energia do que havia passado. E hoje, a chuva não cessa, me recordando de como foi esse dia difícil que passou por cima de minha alma e me deixou amassado, molhado, do avesso, engasgado.

5 de junho de 2006

Ainda cantando, quem sabe assim me convenço que tudo vai ficar legal:

Eu e o Batman dando uma de Billie Holiday


Am I Blue?

Am I blue, am I blue?
Aint these tears in my eyes tellin' you
Am I blue, you'de be too
If each plan with your woman
Done fell through
Was a time I was her only one
But now I'm the sad and lonely one, Lordy
Was I gay, till today
Now she's gone and we're through
Am I blue?

Was I gay, till today
Now she's gone and we're through
Am I blue?
Oh he's gone, left me
Am I blue?

(You makin´me soo blue)

3 de junho de 2006

Samba do grande amor
Chico Buarque
1983

Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim o grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador

Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel o grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua-de-mel em Salvador

Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé no grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor

Hoje eu tenho apenas uma pedra no meu peito
Exijo respeito, não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

1 de junho de 2006

Voltando à frente da situação, entrei em contato com amigos pra falar de trabalho, e como está sendo melhor me colocar a disposição, se deixar encantar ou encata-los com minhas ideias e habilidade produtiva.
Só me mantendo ocupado pra não cair naquele lugar comum de descasado dos dois ultimos posts.

30 de maio de 2006

Vai quase fazer um mês... de descasamento... Acho que agora caiu a ficha.
Me mantive forte, me puz á prova, me mantive em movimento.
Estou começando a ceder... E essa música não me sai da cabeça;

Help!(Lennon/McCartney) Lead vocal: John
~~~
Help, I need somebody,
Help, not just anybody,
Help, you know I need someone, help.

When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these days are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.

Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.

And now my life has changed in oh so many ways,
My independence seems to vanish in the haze.
But every now and then I feel so insecure,
I know that I just need you like I've never done before.

Help me if you can, I'm feeling down
And I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me.

When I was younger, so much younger than today,
I never needed anybody's help in any way.
But now these daya are gone, I'm not so self assured,
Now I find I've changed my mind and opened up the doors.

Help me if you can, I'm feeling downAnd I do appreciate you being round.
Help me, get my feet back on the ground,
Won't you please, please help me, help me, help me, oh.

SOCORRO, AMIGOS.

28 de maio de 2006

  • Projetar

    Não é bom que o homem esteja só; apesar disso hesito em chamar meus amigos, pelo mesmo motivo que hesito em tomar uma nova mulher. Pede muita assistência, requer muito cuidado, e sou um homem distraído que de vez em quando precisa viajar, outras horas precisa ficar sozinho, e outras, bem, se perde por ai.

    Também não lido muito bem com as projeções que recebo do que esperam que eu seja, faça, concretize, e principalmente, não seja, não faça e muito não concretize. Tenho como certeza que ser odiado é ter em você algo que uma pessoa tem em si e não gosta. Os ignaros e medíocres que trabalham com o ódio, são, portanto, ególatras, pois adoram distribuir suas piores características. Só lamento.

16 de maio de 2006

"Soneto
E quando nós saímos era a Lua,
Era o vento caído e o amor sereno
Azul e cinza-azul anoitecendo
A tarde ruiva das amendoeiras.
E respiramos, livres das ardências
Do sol, que nos levara à sombra cauta
Tangidos pelo canto das cigarras
Dentro e fora de nós exasperadas.
Andamos em silêncio pela praia.
Nos corpos leves e lavados ia
O sentimento do prazer cumprido.
Se mágoa me ficou na despedida
Não fez mal que ficasse, nem doesse –
Era bem doce, perto das antigas. "
Rubem Braga