27 de maio de 2003

Eu sou a Mara Tara !
Qual personagem do Angeli você é ?


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Edição é tudo

26 de maio de 2003

Eu gosto de fim de semanas solitários. Eles me fazem refletir o quanto eu acerto e erro nas minhas relações contidianas. No quanto eu devo me sentir bem comigo mesmo para poder estar bem com alguem.

Alguns momentos são duros. E eu também não facilito. Ouvir Piazzolla, ler o Dicionário de Kant ou Breve Encontro do Pedro Amaral, assitir lixos televisivos, reler quadrinhos mofados do armario, vagar pelo Kazaa atrás de material de teatro...

Qualquer telefonema é uma salvação ou a morte, uma mensagem no ICQ é uma tortura ou um afago. Pior é olhar para a arvore lá embaixo... (vide post anterior)

Mas de qualquer forma, ainda sim, eu gosto. Vou até sentir falta quando começar a não ter tempo de fazer isso, ou mesmo quando eu tiver saindo tanto, cercado por todos os lados, que vou sentir falta de estar sozinho comigo.

Mas, definitivamente eu estou Piazzolla hoje. Tanto ouvi que estou desintoxicando aos poucos... ouvindo Gardel, Lalo, Villoldo, Matos Rodriguez pra não ficar melancólico demais... Fico ouvindo o Tango del atardecer...

E eu nem vi o por do sol...

25 de maio de 2003

Em frente a esse prédio que eu moro (do qual estou me despedindo, dessa vez, pra sempre) existe uma pedra côncava, cercada por prédios e que cerca uma escola publica. Essa pedra, por incrível que pareça e apesar da distância era o começo do morro que só 4 avenidas depois desponta em Copacabana hoje em dia. É uma área verde, um oásis em meio à loucura urbana desse bairro formigueiro humano.
Nesta Pedra mora uma amiga, grande, antiga, que sempre está lá me olhando, protegendo meus olhos do lado de trás da pedra, reinando sobre suas irmãs, balançando com o vento quando a tarde cai e anuncia a chuva, servindo de morada para uns poucos macacos, para os gatos domésticos que caçam esses macacos (por esporte apenas), para um gavião imenso que teima em voar ao lado dos pombos como um imponente turista, e para os meus morcegos tenores, que de dia se refugiam em seus galhos e folhas e gritam à noite tangenciando minha janela quando voam arborizando, fertilizando a terra.
Essa Pedra está em diversas escrituras como do Estado, mas depois da mudança da capital (e o fim do estado da Guanabara) não se sabe exatamente se ela é do estado do Rio, da Prefeitura, mas sabe-se que ela ao é uma propriedade particular. E por anos, uma moradora que seu apartamento tem uma entrada pra ela sempre cuidou dela como se em seu quintal fosse uma pequena reserva florestal. Combateu junto com os vizinhos em associação (eu junto inclusive) a transformação desse local em garagem, ginásio para o colégio, prédio residencial... A alguns anos ela morreu, e o apartamento foi fechado. Recentemente vendido para uma infeliz desavisada que contratou uma firma para “podar” minha amiga. A poda, segundo a Patrulha Ambiental que eu chamei com outro vizinho, e que presenciei enquanto assistia assustado pela minha janela a mutilação da minha amiga, que deveria seguir a norma do Maximo de 30%, passou dos 40% e só não passaria mais se eu e ele não tivéssemos chamado meio mundo para intervir. Triste era ver que o fiscal da patrulha conhece o coordenador da empresa, que conhece a fiscal do Parque e Jardins, que conhece o arquiteto da corretora do prédio do apartamento vendido da infeliz, enfim, que tudo é uma grande fachada corporativista na nossa frente, e que a tala avaliação que será feita dará em pizza. Enquanto isso, com seus troncos no chão, minha amiga ainda dança na brisa seu balé diário, já sem o mesmo vigor mas ainda me conforta, que nesses anos todos, quando, deprimido, procurava conforto olhando para sua copa, ela fez o máximo que podia por mim, e eu, guerreiro da natureza com as armas de minha mente e emoção, fiz o que pude por ela. Receio não mais vela quando sair daqui, mas quando abro a janela e nos olhamos, ela continua bailando ao sabor do vento “está tudo bem... está tudo bem”

22 de maio de 2003

Chegou a hora. Depois de muita paciência, muita pensar, muita hora nessa calma, finalmente vou começar a procurar apartamento.
Queria que fosse proximo da minha irmã (tá eu sei, Ross e Mônica do Friends, mas nós sempre nos demos bem..) mas queria que fosse um prédio novo, quase uma impossibilidade em copacabana, ainda mais na área dela - tirando os apart hoteis. To cansado de prédio com condomínio alto e constantes manutenções que só disfarçam problemas sérios que são insolucionáveis a ao ser mediante a uma obra completa, coisa impossivel.
A opção do apart hotel é questionável, luxuosa, porém pode exigir demais de meus ganhos na média.
A opção mais provável é botafogo, mas ai fica distânte da minha pequena irmã.

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Também essa semana começo a investir pesado na carreira, com mais força e mais decisão... esse é o momento pra isso.

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O ator que dizem que eu sou parecido cortou o cabelo curtinho. Deixa ele aparecer assim na telinha e vamos ver quem vai mais me torrar o saco :)

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Ontem teve um ensaio muito bom, seguido de um dia de correria e cuidados (limpeza de pele, ui, que coisa fresca - mas necessária) um Sat Chakra poderoso na Unidade Leblon com uma galera muito legal do Yôga e por fim, um festão no Zero Zero que me fez perder a manhã de hoje. Hoje , em vez da bienal (uma pena, porque queria ver o João Falcão no Café Cultural falando sobnre ensinar arte) vai ter um lançaemnto de um livro do meu Vôdrasto na Acadermia Brasileira de Letras, com direito a presença do vice presidente José Alencar. Estamos requistados, hein ?

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Toda crítica, a meu ver, deveria ser um ato de amor.




17 de maio de 2003

Por onde passou toda minha sanidade, senão pela única via louca do momento de negar qualquer hábito ou rotina que pudesse comprometer a falsa moral que , supostamente, serve de martelo de borracha , batendo a culpa em minha cabeça sem deixar marcas e amortecendo todo o lado racional que se refugia em conjunto com o resto dos despertos ao sonho do mundo?

Não tente encontrar o sentido nesse parágrafo anterior. Ele só existe, de verdade, na minha mente, que tenta se expressar de forma fora do trivial...

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Dois avôs numa unica reportagem de capa do segundo caderno (um "vôdrasto" e um avô de sangue, daonde puxei a maldição da timidez hereditária)

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Alias, se não for hoje, amanhã com certeza é dia de Bienal :)



14 de maio de 2003

Duas exposições imperdíveis de arte arquitetônica :
Arquitetura de encantamento no ARTE SESC do flamengo - O Palácio Ideal de Joseph Ferdinand Cheval e lidndíssima e original A Casa da Flor de Gabriel Joaquim dosn Santos, dois artístas, arquitétos sem diploma, são construções totalmente espontâneas, pessoais e orgânicas.

Fragmentos de Dominique Perrault no Centro de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro, em botafogo - Uma arquitetura minuciosamente estdada para valorizar a paisagem e, atravez de elementos de reflexos como espelhos, "matar a arquitetura" reslatando a natureza original. É fantástico como se invoca o que está involta , iludindo a visão de quem está de fora da obra, e amenizando a de quem está dentro. Uma verdadeira obra de ilusão e exaltação da paisagem.

Agora, pra quem gosta de:
-Musica Clássica
-Documentário
-A direção do Walter Salles

É quase vital, alias, visceral assitir Nelson Freire. É emocionante como o diretor conseguiu deixar esse artísta tímido, genioso, aparentimente carrancudo e pouco verborrágico com sua alma aberta ao espectádor, que, diferente do que o Xexeo do Segundo Caderno do Globo acha, esbanja sentimento e emoção, mostra todo seu talento, sentibilidade e técnica artística. Uma esperiência. Aconselho ir num dia ao cinema num dia tranquilo, comprar com antecedencia e ficar centado nuam mesa de café se deixando tomar conta de um estado mais porpenso à experiência. Não vá chegando em cima da hora e esperando uima camera rápida, pois é um filme pra ser apreciado, e não um simples entreterimento.

Alias, convenhamos, o Xexeo é ótimo pra meter o malho na política e cultura, mas as vezes lhe escapa essa apreciação. O que eu acho mais engraçado nele é como ele sempre levanta a bandeira contra as politcas de incentivo cultural do governo, do quanto as grandes empresas só dão chances para as grandes produções com presenças de pessoas famosas, mas a Mídia que ele edita pouco privilegia esses "desafortunados". Ironias que , se bobear, nem ele mesmo quer ver.
Senso crítico começa no espelho. Senão, é recalque :)